VOCÊ ESTÁ AQUI:
  • A ARTE DE RALFE BRAGA
A ARTE DE RALFE BRAGA
Ralfe Braga pode nos contar, autor de obras de arte que refletem um conceito de vida natural que encanta e faz refletir sobre a beleza intrínseca no cotidiano.

Um artista plástico renomado, de Macapá para Brasília, cheio de histórias para contar. Podemos dizer que a arte vai aonde o corpo físico não chega e somente uma boa dose de imaginação vinda da alma pode ir e passear pelos campos do mundo das ideias. Ralfe Braga pode nos contar, autor de obras de arte que refletem um conceito de vida natural que encanta e faz refletir sobre a beleza intrínseca no cotidiano.

Ralfe Braga, Artista Plástico, Ilustrador, Designer Gráfico e Diretor de Arte, nasceu no ano de 1959, na cidade Macapá, capital do estado do Amapá. Mora em Brasília/DF, cidade em que iniciou a sua carreira artística e onde mantém ateliê. É formado em Educação Artística com Licenciatura em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes de Brasília. Pós-Graduado em Artes Visuais/ Cultura&Criação pela Faculdade SENAC. Admira Rondônia e sempre que pode dá um pulo pelas bandas de cá. 

ORondoniense - Como você define sua arte?

R – Taí algo que me faz tão feliz quando faço arte; apenas me preocupo com o criar, fazer, e dá forma a algo de maneira livre, liberto de quaisquer conceitos rótulos ou movimentos.

ORondoniense – O artista plástico tem medo das novas tecnologias ou tem nas ferramentas digitais um aliado?

R – Tudo o que é novo e revolucionário causa estranheza e movimentos contrários, porém acho que a evolução, em qualquer área, é inexorável e parte da vida humana, é só olhar para trás. No campo das artes não poderia ser diferente. Conheço muitos artistas que rejeitam as novas tecnologias em defesa de um ”purismo” ou unicidade e até em nome do sagrado artístico. Isso me preocupa. A tecnologia nada mais é do que uma nova ferramenta com funções mais eficientes mas que não substitui os fundamentos das artes; criatividade e sentimento.

ORondoniense – O artistas precisa estar antenado com o mundo real para despertar um mundo imaginário? Ou é vice-versa?

R – Costumo dizer que sou artista com toda a idiossincrasia dentro do templo sagrado que é o meu ateliê mas, da porta pra fora existe um mundo real que é pragmático, egoísta, que amamos e odiamos, que briga, disputa e compra, te faz rir e chorar mas que põe o pão na mesa. São essas as experiências que vivemos lá fora, que trazemos para dentro do ateliê e que servem de subsídios para as criações.

ORondoniense – Quais as ciências que você gosta de ler ou estudar que “acha” que contribuem com sua criatividade?

R – Educação é tudo, erudição é tudo, ciência é tudo; estudar e desenvolver novas técnicas são necessários não só para a compreensão mas para se chegar a um nível de amadurecimento e discernimento sobre aquilo que se produz com caráter artístico de maneira segura, com crítica e personalidade. Ainda assim a pureza da arte ingênua tem seu lugar é fundamental e serve de  parâmetro devendo ser contemplada para o nosso bem.  

ORondoniense - Porque escolheu Brasília para atuar?

R – Brasília foi um desses acasos da vida. O plano  era sair o mais rápido possível de Macapá/AP em busca de formação e qualificação profissional. Pensamento comum na época. A cidade não oferecia as condições para as minhas pretensões. Brasília estava no meio do caminho e aqui fiquei e dou graças a Deus pela escolha que fiz. Amo minha terra do norte mas também amo a cidade que me deu filhos, família, trabalho e arte.

ORondoniense - Qual o trabalho artístico mais marcante por qual passou? Foi capaz de influenciar em seus conceitos?

R – Sou saudosista. Sinceramente o trabalho mais marcante certamente foi aquele que fiz conscientemente lá atrás, no início de tudo. Hoje, quando vejo qualquer obra contemporânea minha sendo celebrada, busco na memória e comparo com os desenhos que fazia quando pequeno. Funciona como se estivesse dando uma satisfação ou respondendo aquele garoto da linha do equador que sonhava e se perguntava se um dia seria artista plástico de verdade. Isso me emociona.

ORondoniense - Suas obras de artista ilustram estádio Mané Garrincha, no DF? Como foi este convite?

R – As obras para o estádio Mané Garrincha são um marco na minha carreira. O governo local procurava um artista local para envelopar o estádio, por ocasião da Copa do Mundo, com uma arte que representasse o espírito alegre e cores tropicais do brasileiro. Sou do norte, da Amazônia e já desenvolvia um trabalho muito forte e ligado nos valores da nossa terra. O resultado podemos ver nos anéis das arquibancadas e que envolvem todo o estádio.

ORondoniense – Uma obra que marcou a vida de alguém? Ou é fruto de um fato real?

R – Sinto-me honrado quando alguém contempla ou adquire uma obra minha. Percebo e vivo as emoções dessas pessoas. E fica uma sensação de dever cumprido, de saber que aquilo que faço serve como agente transformador e que causa emoções reais e positivas na existência de todos. Toda forma de arte só faz bem.

ORondoniense - E Rondônia como veio para o Estado?

R – Além de artista plástico, também sou publicitário. E falo sempre que a publicidade subsidia minha arte. Há muito que frequento Rondônia para desenvolver Jobs nessa área.  

ORondoniense - Qual a primeira impressão do Estado e do convite a trabalho?

R – Rondônia e em especial Porto Velho parecem muito com meu estado do Amapá e minha cidade de Macapá. As pessoas de Rondônia tem o mesmos valores e carismas. Tenho muitos e amados amigos no estado que, com generosidade, dão suporte para desenvolver meu trabalho, portanto me sinto em casa. Essa relação com o estado de Rondônia começou há muito tempo quando recebi o convite para um job em Ariquemes. Fui, vi e adorei!

ORondoniense - Qual o papel de um artista plástico em campanhas politicas?

R – Rondônia e uma determinada classe política tem uma particularidade. Pensam estado e, mais que isso; trabalham antenados com a vanguarda. Digo isso porque sempre sou solicitado para desenvolver projetos do ponto de vista estético e que tragam bem estar à comunidade. São cabeças que desenvolvem trabalhos visando o bem comum. Conheço algumas lideranças que agem assim. Quando me chamam, sentam e discutem como passar a informação para o público de maneira franca, honesta e “sem photoshop”. Talvez seja um dos poucos lugares em ainda exista um fiapo de luz no fim do túnel quando se trata de política e políticos.

ORondoniense – Como você representaria Rondônia, em obra?

R – Vocês tem a obrigação de se orgulhar do Estado de Rondônia. Tem uma natureza exuberante, um rio Madeira belíssimo (apesar das agressões) e seus habitantes ribeirinhos, um povo que cultiva seus valores e história e que não se resume as caixas dágua ou aos antigos trens. Portanto é um lugar que fornece generosos subsídios e farta inspirações para qualquer artista.

ORondoniense – Quando volta ao Estado? E existe algum planos para compartilhar seu conhecimento?

R – Tudo indica que, provavelmente, estarei no estado para novo job. Estou na torcida.

ORondoniense – Como entrar em contato com Ralfe Braga e ter acesso as obras?

R – Rede social. Basta digitar no google Ralfe Braga. Tenho perfil no instagran, facebook. Site ralfebraga.com, email  ralfesbraga@gmail.com ou whatsapp (61) 9988 0139

ORondoniense – Muito obrigada por nos ceder parte de seu conhecimento e entendimento. Suas saudações:

Muito me honra poder falar sobre minha arte no portal ORondoniense. Eu que agradeço. Saúde e sucesso para todos.

  • Atualizada em 09/01/2018 às 21:28:50