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  • A longa espera de quem prestou concurso público para a prefeitura de Porto Velho - Por Valdemir Caldas
A longa espera de quem prestou concurso público para a prefeitura de Porto Velho - Por Valdemir Caldas
Enquanto isso, a prefeitura investe pesado na contração de comissionados, em sua maioria, cabos eleitorais e apaniguados políticos

São cada vez mais frequentes os protestos de concursados em busca de respostas por parte da prefeitura de Porto Velho para que os convoque. Essas pessoas pagaram cursinho, se prepararam, deram um duro danado, para brigarem pelas vagas anunciadas e, depois, simplesmente, foram ignoradas, não teriam recebidos sequer informações exatas sobre quando e como deverão ser convocadas.

Enquanto isso, a prefeitura investe pesado na contração de comissionados, em sua maioria, cabos eleitorais e apaniguados políticos, muitos deles sem qualquer qualificação para o exercício da função, o que evidencia um ato de desrespeito e uma desconsideração para com os selecionados.

Há, exatos, vinte três dias, um grupo de aprovados no concurso para operadores de máquinas pesadas e motoristas, realizado pela prefeitura de Porto Velho, em 2015, procurou a vereadora Ada Dantas para pedir providências, pois até agora à prefeitura não se teria manifestado sobre o assunto e o prazo de validade do concurso está quase acabando.

A vereadora enviou um expediente ao prefeito cobrando explicações. No documento, ela observa que o Tribunal de Contas do Estado aprovou, por unanimidade, um relatório do conselheiro Wilber Coimbra no qual considera ilegal a contratação temporária de operadores de máquinas pesadas e motoristas para atuarem nas secretarias municipais de agricultura, serviços básicos e obras.

Não se diga, contudo, que o problema se restrinja apenas à prefeitura da capital. Não! Há um enorme contingente de pessoas que prestou concurso, integra a relação dos classificados e não sabe o que vai acontecer em sua vida profissional. Esse tipo de conduta fere a dignidade das pessoas. Pior, é uma prática oficial.

Órgãos governamentais criam expectativas e saem, em seguida, de cena como se não tivessem assumido nenhuma responsabilidade com essas pessoas. É cada vez mais evidente uma postura que se assemelha a improbidade administrativa. E essa deve ser objeto de investigação, até para esclarecer se de fato há necessidade por parte dos governos de continuar oferecendo contratos temporários para setores que foram contemplados com os concursos públicos.

  • Atualizada em 18/04/2017 às 10:36:41