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  • A matemática fácil do “Distritão” é só uma parte da Reforma Política
A matemática fácil do “Distritão” é só uma parte da Reforma Política
  • Fonte: Redação com informações El País
  • Publicada em 12/08/2017 às 11:32
Na reforma política, uma lista de proposta para mudança na politica eleitoral, o sistema de escolha é apenas um item a ser observado

O congresso Nacional avalia a mudança de regras no sistema de escolha para deputados federais, estaduais e vereadores, e as novas regras podem valer para as eleições de 2018
O sistema proporcional misto com lista aberta é o mais usado no mundo, nosso modelo atual, também adotado na Itália, Holanda, Turquia e vários outros países. O eleitor pode votar no partido ou no candidato, as coligações partidárias são permitidas.
O cociente eleitoral, número mínimo de votos válidos para cada legenda ocupar uma vaga, é usado para definir quantas vagas cada partido ou coligação terá direito. São eleitos os mais votados em cada coligação ou partido, as consequências desse modelo são os puxadores de votos, aqueles que tem muito voto e garantem vaga para outros candidatos da coligação. 
Aqui em Rondônia as deputadas federais Mariana Carvalho e Marinha Raupp foram consideradas puxadoras de votos, assim como o fenômeno Tiririca, que ajudou a eleger candidatos menos conhecidos e proporcionou uma renovação no legislativo com a eleição de políticos que dispuseram de menos votos em relação a uma grande maioria que estavam no pleito.
A comissão da reforma política aprovou o chamado “Distritão” um modelo adotados apenas por quatro países do mundo, como Afeganistão e Jordânia.
Nesse sistema os candidatos mais votados são eleitos, não são levados em conta os votos para partido. A eleição é majoritária como já acontece no Brasil para presidente, governador, prefeito e senador . Quem tem mais voto vence.
A polêmica gira em torno da desigualdade na disputa entre celebridades, que já ocupam destaque na vida pública, e os políticos novatos, com pouca visibilidade na sociedade; e ainda pesa a visão empresarial na hora do financiamento de campanha.
A proposta aguarda aprovação, em dois turnos, nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Fundo de 3,6 bilhões de reais para campanhas, fim do voto proporcional, limitação de mandato de ministros de tribunais são algumas das alterações proposta. 

Reforma Eleitoral

Há 14 anos, a proposta de emenda constitucional de número 77 tramita na Câmara dos Deputados para discutir alterações nas regras eleitorais. Nos últimos dez meses, no entanto, ela passou a ganhar relevância por conta da criação de uma comissão especial para discutir as principais mudanças sugeridas pelos partidos.
Hoje, essa PEC faz parte de um pacote de três projetos de lei elaborados para reformar o sistema político brasileiro. As outras propostas são a PEC 282/2016, já aprovada no Senado e que trata principalmente da vedação das coligações partidárias em eleições e estipula uma cláusula de barreira, e o projeto de lei da Reforma Política, que ainda precisa ser votada nas duas Casas e trata principalmente das regras da campanha eleitoral e cria tetos de gastos para os candidatos.
Qualquer alteração na lei eleitoral tem de ser feita a pelo menos um ano antes do pleito de 2018. Em outubro do ano que vem, o Brasil elegerá um novo presidente, 513 deputados federais, 27 governadores, 54 senadores e 1.059 deputados estaduais.

  • Atualizada em 12/08/2017 às 11:32:26