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Allyson Castro o cantor e ator rondoniense de sucesso ungido por Deus
Com uma bela história de vida, ele é um dos grandes talentos de Rondônia que brilha no eixo Sul-Sudeste, sem esquecer as suas raízes caboclas do velho recanto banhado pelo rio Madeira.

Allyson Castro, é rondoniense, da gema. Porto Velho é um de seus grandes amores, músico, cantor de música cristã, ator também, onde estudou teatro em Belo Horizonte ainda jovem, logo se mudou para o Rio, no ano de 2000, em busca de um sonho. Formado em direito, tem o seu talento reconhecido como como um “servo de Deus” e tem em sua discografia três discos: Allyson (2007), um álbum de música de popular brasileira, Corações ao Alto (2011), seu primeiro disco cristão, e Ao Rei dos Reis (2013), com versões em português de canções gospel lançadas por Elvis Presley.

Com uma bela história de vida, ele é um dos grandes talentos de Rondônia que brilha no eixo Sul-Sudeste, sem esquecer as suas raízes caboclas do velho recanto banhado pelo rio Madeira.

Talento já apresentado na TV, quando conseguiu emplacar uma versão da música Paixão, da dupla Kleiton e Kledir, na novela Vidas em Jogo, da Record. Depois registrou participação em duas novelas de sucesso da Rede Globo – “Caminhos da Índia” (2009) e “Tempos Modernos” (2010). Já trabalhou com o seu ídolo, o compositor e cantor Oswaldo Montenegro. E no seu primeiro show artístico contou com a participação muito especial e inesperada do grande cantor Elymar Santos, um dos seus incentivadores a seguir carreira artística.

São muitos registros e histórias humanas desse talento. Allyson Castro, membro de uma das mais tradicionais famílias de Porto Velho, provou o seu crescimento artístico acreditando não só em um sonho, mais vários, porém sem nunca ter deixado de lado o que hoje o motiva cada vez mais, ter sido ungido com o Espírito Santo de Deus e cumprir a sua missão, com amor e dedicação. Venha conhecer um pouco mais desse artista completo, acompanhe na entrevista cedida ao site de notícias O Rondoniense através do consultor de marketing Fernando Fontes, que teve uma longa entrevista com Allyson Castro.

O RONDONIENSE – Você nasceu aqui em Porto Velho e tem um amor muito grande pela terra, conte como foi a sua infância.

ALLYSON – Eu estava conversando até um pouco tempo atrás com uma pessoa que poucas crianças tiveram uma infância tão boa quanto a minha. Eu amo muito minha cidade, eu amo muito Porto Velho. Eu já tenho metade da minha vida no Rio de Janeiro, morando lá, mas é engraçado, por mais que eu me sinta a vontade como a minha cidade hoje, o Rio de Janeiro, o meu coração sabe onde está em que lugar? Que tu volta a casa da tua avó… Não só tem a ver com Porto Velho, tem a ver com o povo. Sabe, ali são meus iguais. Quando a gente fala: ali estão meus iguais, pois são as pessoas que falam do mesmo jeito, que são engraçadas, tem um bom humor, tem um acolhimento absurdo, recebem muito bem as pessoas que vem de fora. Eu sou muito assim também. Então eu fico muito feliz da minha infância aqui. Eu fui uma criança que brinquei muito, joguei muita bola. Meu primeiro colégio foi o Laura Vicuna, dos salesianos, daí fiquei até a 4ª série, depois eu fui para o Colégio Dom Bosco e a metade de uma galera foi para o Instituto Maria Auxiliadora, que era uma escola só para mulheres naquela época. E fomos estudando, estudando, sempre praticando esportes. Então treinei desde a 5ª série até o 2º ano com o Pedrão jogando basquete, então jogamos campeonatos. O Pedrão é maior apaixonado pelo basquete que eu conheço no Estado de Rondônia. É um cara que entende tudo e foi fundamental na minha educação. O colégio Dom Bosco foi fundamental na minha educação, os meus amigos. Então eu tenho muitas boas lembranças. Nunca imaginei em ser cantor, nunca. Nunca sonhei em ser cantor e, principalmente, religioso. Foi uma consequência da própria vida.

O RONDONIENSE – Você planejou seguir essa carreira?

ALLYSON – Não, nunca planejei. Chegou um momento que eu comecei a pensar: “Nossa, será que eu poderia ser cantor?”. Mas isso já era muito mais tarde e essa questão de ser cantor religioso, nossa isso só foi depois dos meus 24 ou 25 anos. Já muito velho. Mas Deus faz a obra né? Quando ele quer não tem muita conversa não. Eu posso falar que nesse tempo todo eu fui muito feliz. E o meu encontro com Deus, de certa forma, se deu pela necessidade que eu tinha de agradecer a ele por todas as bençãos que Deus já tinha me dado na minha vida. De poder ter tido uma infância boa, poder ter tido uma família maravilhosa, ter condições boas para estudar em bons colégios, poder viajar. Por mais das dificuldades que eu passasse dentro da minha busca artística que eu já estava procurando nos meus 20 anos eu só tinha que agradecer a Deus. Então foi dentro dessa vontade de agradecer a Deus resolvi me aproximar mais da igreja, pois não quero perder essa conexão. E a igreja é a conexão que gente pode ter com Deus. Querendo ou  não as pessoas tem a melhor tradição indo a igreja e é só saber discernir as coisas e… Cara me apaixonei, entrei numa loucura. Passei dois anos de discernimento, sabe. Até de mudança mesmo de muitas coisas minha. Eu falava muito palavrão, essas coisas assim. Eu tinha que parar de falar palavrão se eu quisesse seguir essa vida missionária. E foi assim aos poucos.

O RONDONIENSE – Com 16 anos você foi para Belo Horizonte (MG), foi lá que você se encontrou artisticamente?

ALLYSON – Eu conheci a arte de uma forma diferenciada. Eu já tinha feito teatro aqui, lá no Dom Bosco com 15 anos com o Elcias, que é muito famoso aqui e faz teatro em Porto Velho. Eu já tinha começado a fazer teatro, mas era uma coisa de brincadeira. Nunca tive pretensão alguma, amava aquilo ali, me apaixonei. E quando eu fui para Belo Horizonte meio que um mundo se abriu para mim. Nossa era muita coisa. E se falava muito lá em um curso de mecatrônica. O que era isso? Tudo era novo para mim. Aqui a gente tinha Direito, tinha Contabilidade, a gente tinha Administração, aí Matemática e História. Só de engenharia tinha quase todos os cursos que a gente tinha aqui. Então eu falei: “Cara é um mundo muito grande!”. E eu, não, falava “quero ser médico”. E lá em Belo Horizonte foi acontecendo as coisas. Aí eu tenho curso de teatro da NET – Núcleo de Estudos Teatrais. Comecei a fazer teatro de rua, me apaixonei. E essa época era quando o “Sai de Baixo” (programa de humor da rede Globo que era gravado em um teatro e exibido aos domingos a noite) estava bombando na TV, então eu olhava aquilo ali, o teatro na televisão era perfeito para mim. Então me apaixonei por aquilo ali e ao mesmo tempo eu fazia o terceiro ano, o cursinho para tentar passar em Medicina. Era um hobby. Mas que estava já se plantando no coração.

O RONDONIENSE – Vamos falar das músicas. Qual é a sensação de ter saído de Porto Velho e emplacado uma música numa novela de uma grande emissora?

ALLYSON – Isso é bem depois né? Isso aconteceu eu já tinha mais de 30 anos, com certeza. Cara, vou te falar é inacreditável. Quando eu vi a notícia eu não acreditei. Eu falei: “Muito legal. Nossa que legal!”. É o sonho de um artista porque a novela te dá motivo para ir a TV dar entrevista, então para a carreira é muito bom. É bom para o currículo sabe? E eu fui assim muito, muito feliz. Sem contar a questão dos direitos autorais que você recebe em relação a isso. Te dá uma expressividade no ambiente musical. Mas nada é melhor do que você está assistindo a televisão e começar a tocar a música e você cantar. Mas é muito louco porque… Eu tenho uma coisa engraçada em mim porque eu fico orgulhoso é claro, mas parece que não sou eu, parece que é uma pessoa que eu amo muito e fico muito feliz por ela. Então eu fico botando a mão na cara, meio que com vergonha. É muito legal cara! Aquilo começa a cantar e de início se critica muito de ouvir a própria voz, a minha voz. Com o passar do tempo a gente vai lapidando tudo isso até encontrar um tom de voz, o jeito de falar, jeito de cantar. Você se acostuma e diz “Não aquilo é a tua voz mesmo”. Cara, é incrível! Eu parei e fiquei olhando assim, a lágrima desceu. Com certeza a minha família ficou extremamente emocionada. Eu fiquei muito emocionado de ver. E eu falei “Posso morrer, eu estou muito feliz”. Realizei um sonho e foi assim, muito, muito bom.

Nota do Editor: Allyson teve a música "Paixão", do seu primeiro CD, de música popular, como tema do casal protagonista da novela "Vidas em Jogo", da Record, novela com 243 capitulos e exibida entre entre 3 de maio de 2011 e 9 de abril de 2012.

O RONDONIENSE – Você fez uma música tema de novela para a Record e participou de novelas da Globo (“Caminhos das Índias” e “Tempos Modernos”), têm curiosidades de bastidores?

ALLYSON – Cara, o ambiente de gravação é uma loucura, uma fábrica de sonhos. É muita gente trabalhando. É uma pessoa específica só para o cabo, uma pessoa específica só para uma lâmpada, uma pessoa específica só para um som. É muita gente focada. O diretor tem uma equipe muito grande pra coordenar. É muito legal. É muito bonito ver isso tudo. Cada parte é fundamental para a gravação, então por isso tem que ter cada pessoa para cada coisa porque ele não pode falhar, porque se ele falha, ele falha como um todo ali. O legal da novela é que você tem a oportunidade de vivenciar coisas que você nunca imaginava que iria vivenciar. Um dos personagens que eu fiz era um piloto de balão. E era muito legal, pois foi tipo um Golf Clube que tem lá no Rio e quando você estava chegando perto e o cara estava levantando o balão e joga aquele ar quente, você não tem noção daquele barulho. Você toma um susto, pois é muito alto aquele barulho do ar quente enchendo o balão no pé do ouvido, parece que aquele negócio vai estourar. E o balão sobe, só que estava preso numa corda bem alta, então o balão ficava ali parado e eles filmavam e aquela coisa toda, o resto era feito com trabalho de computação gráfica, mas bicho foi muito legal. E eu maneijei mesmo e essa participação foi em “Tempos Modernos”. A outra participação foi em “Caminhos da Índia”. A cena de pancadaria, o pessoal quebrando tudo e eu salvando um menino, meio que um momento de revolta do personagem do Márcio Garcia. As curiosidades que a gente tem porque idolatra muita gente, porque são ídolos, lógico. Mas são pessoas supernormais sabe, como todos nós e são pessoas que tem seus dramas, suas alegrias. Que fazem as mesmas coisas, tomam água no copo de margarina as vezes, sabe? Vê um humano como humano, não joga tanta expectativa. Isso é legal. Eu hoje lido muito bem, com tranquilidade. Lógico que tem pessoas que você tem uma admiração muito grande, eu tenho os meus e um dos meus que eu sou admirador, eu sou um amigo dele, somos amigos, mas eu ainda gaguejo falando com ele. Eu fico com uma raiva. É o Oswaldo Montenegro, eu trabalhei junto com ele numa peça chamada “Tipos”. Ele me fez o convite no shopping. A gente estava no shopping, cruzou, e ele: “Allyson cara, eu estou fazendo uma peça e tal. Cara você está fazendo algum trabalho agora?”. “Mas e tal horário você está podendo fazer alguma coisa”, eu repondi que poderia. E ele: “Cara vai entrar na peça comigo”. Foi desse jeito. Nossa bicho e ele é o meu ídolo, meu amigo, mas também um ídolo. E cara eu pensei, “não acredito”, um dos meus maiores sonhos quando sai de Porto Velho para trabalhar com arte era: “Puxa eu gostaria de trabalhar com o Oswaldo Montenegro”. Cantando, trabalhando no teatro, que o Oswaldo pra mim é tão legal que ele junta isso, a música e o teatro. Cara eu estava trabalhando um musical do Oswaldo Montenegro, sendo convidado pelo próprio. Essas coisas são impagáveis.

O RONDONIENSE – Você falou de show e teatro. Teve algum momento de um show ou de uma peça que te marcou e que tu leva até hoje contigo?

ALLYSON – Tem, tem sim. Eu tive algumas coisas. Um show que marcou muito foi o meu primeiro show quando eu surpreendi meu pai que não imaginava que eu podia ser cantor. Eu o surpreendi. Foi em 1999, aqui em Porto Velho, eu estava cursando direito e o Beto Amorim, que hoje é professor titular, doutor em violão clássico, da UFRJ, a gente fez o show junto. Éramos uma dupla, ele tocava, fazia grandes composições, e eu cantava e tinha algumas composições com ele. E a gente fez esse show e foi na Peixe Vivo (famosa boate e casa de shows), aqui, e teve a participação surpresa, pois eu não sabia, do Elymar Santos. O Elymar chegou lá, viu o show, falou no final show e cantou no final do show. Cara, olha como Deus é Bom! Olha a chance disso acontecer em um milhão. Isso foi muito legal, mas mais do que isso foi a preparação desse show. O meu pai não sabia que eu cantava, não sabia que eu ia fazer esse show. Então eu trabalhava com o meu pai, ia para a faculdade, voltava, jantava com a minha família e eu ia escondido ensaiar. O ensaio de meia noite às três da manhã, voltava de novo para ir trabalhar cedinho e assim vai. Ensaiava pela madrugada na Escola Municipal de Música Jorge Andrade. E foi incrível cara! A gente pregou os cartazes. Teve uma noite que a gente saiu para pregar os cartazes com uma cola branca, que a gente colocava nos postes. Isso tudo eu fiz. Meu pai quando descobriu foi vendo os cartazes. “Meu filho que show é esse seu?”. E foi mais ou menos assim. Isso foi um dos shows. A outra que marcou foi uma peça de teatro, um musical muito grande que eu passei, e eu ter passado nessa peça musical é uma história superengraçada, bem legal. Vou falar o que me marcou já nessa peça. Essa peça era uma coisa muito grande, tudo ao vivo, tudo cantando ao vivo, com o Cláudio Lins (cantor e ator, filhos da atriz Lucinha Lins e do cantor e compositor Ivan Lins), Cláudia Mauro, Francoise Fortoun, era uma galera de peso. Tinha a Flávia Monteiro, muito peso mesmo. E Maurício Branco, que também era superfamoso, e o Maurício estava gravando os últimos capítulos da novela e aí atrasou tudo, e assim, o teatro lotado e estava previsto para ele chegar atrasado quase uma hora e meia. Olha só! Olha o pepino. E assim, imagina o teatro lotado e o que aconteceu? O produtor da peça chegou e falou: “Gente será que alguém aqui consegue entreter o público?”. Tinha uma menina que era supermusical, que tinha uma banda e ela disse: “Ah não, isso aí não vai dar certo, o povo não vai gostar”. Aí o produtor falou: “Allyson você toca e aí cara?”. E eu: “Tá bom, eu vou”. Cara, quando eu cheguei lá, aquele mal estar, todo mundo com raiva porque já estava un 40 minutos atrasados. Você não noção cara. E tinha muita gente de idade. Aí eu cheguei e disse: “Gente eu quero antes de qualquer coisa pedir desculpas para vocês pelo atraso”. Aí explicamos um pouco o motivo. Continuei: “Mas estou aqui para que possar estar junto, mas de uma forma mais leve”. E eu tinha um repertório de violão, só que eu não sabia quanto tempo eu tinha que tocar. E aí comecei a tocar violão e todo mundo assim (demonstrando raiva). Com raiva. E eu comecei a me criticar e aí veio uma percussionista junto comigo, ela era da peça, pois como era ao vivo, tinha essa percussionista. E comecei a tocar. Cantei a primeira música e aquele silêncio. Olhei e aí cantei a segunda música e… Silêncio. Terceira música, silêncio. Na quarta música a percussionista: “Allyson, tô indo”. Ela saiu e aí, cara, eu entrei em um desespero tamanho que fiquei pensando. “Cara, e agora?”. Me senti muito só, sabe aquela vontade de chorar. Mas eu estava chorando por dentro e eu comecei a tocar, fui tocando e no final a galera começou a cantar junto, batendo palma, e nisso nada de tempo né, nada do cara chegar. Aí chegou uma hora que eu não tinha mais repertório de violão, eu não sabia mais o que tocar no violão. Aí eu cheguei e dissei: “Gente, acabou o repertório, eu não sei mais o que tocar no violão”. Falei isso para eles. “Mas ó tem uma música que eu gosto que diz assim: Se você quer ser minha namorada, e eles: ah que linda namorada você poderia ser. E eu, se quiser ser somente minha, exatamente essa coisinha, e eles, essa coisa…”. Cara, ficou maravilhoso, tudo, tudo a capela. Aí quando terminou essa música, eles olharam pra mim e aí fez o sinal do teatro de que ia começar o espetáculo, ou seja, já estava tudo preparado para começar aí eu disse: “Ah não agora vamos esperar que eu vou fazer mais uma música aqui”, aí todo mundo caiu na gargalhada. Eu terminei, mas eu estava no desespero. Eu não estava gostando, eu não via que o povo estava feliz. Eu estava muito triste com aquilo ali, uma vergonha. Aí eu terminei com uma poesia, quando eu terminei estava chorando, chorando mesmo de tristeza e de vergonha, mas eu fiz o que eu tinha que fazer. Quando eu terminei a poesia, eu disse: “Boa noite, bom espetáculo”. Eu virei e as pessoas me aplaudiram de pé. Aí bicho eu estava voltando e o pessoal todo me abraçando, dizendo: “Cara, você arrebentou. Que maravilha!”. E eu não sabia que tinha sido um sucesso. Eu estava tão transtornado. Eu acho que foi a primeira vez que eu fui totalmente levado pelo Espírito Santo de Deus sem eu ter conhecimento do Espírito Santo de Deus. E começou a peça, prossegui, terminou, mas as pessoas, todas vieram falar comigo. A Zezé Mota veio falar comigo: “Meu filho você fez uma coisa que poucas pessoas, artistas, eu vi fazer aqui”. Foi uma coisa impressionante, parece que foi um sonho.

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Entrevista cedida ao consultor de marketing Fernando Fontes, especial para O Rondoniense. Conheça o canal no Youtube do Fernando e vários vídeos com entrevistas feitas por ele clicando AQUI.

  • Atualizada em 09/10/2017 às 11:26:35