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  • Bandidos fritam charque na cozinha de escola e furtam equipamento de segurança
Bandidos fritam charque na cozinha de escola e furtam equipamento de segurança
  • Fonte: Da Redação
  • Publicada em 25/07/2017 às 18:31
Casos inacreditáveis como roubo de câmeras de vigilância, festa de ladrões na cozinha e 16 centrais de ar levadas é rotina da Escola Prof. Eloísa Bentes Ramos

Os casos de violência latente no Brasil apresentam alvos frágeis e os números de ocorrência envolvendo o patrimônio público impressionam. Em Porto Velho as escolas se tornaram preferência em meio ao ataque de marginais, muitas vezes uma forma de manter o mercado dinâmico das drogas. Os estabelecimentos de ensino, muitos na periferia, de forma quase desprotegida acumulam materias de valor para o mercado informal e não dispõem de vigilância armada para coibir nos momentos dos crimes. Este drama é vivido por pais, alunos e servidores da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Eloisa Bentes Ramos localizada no bairro Flodoaldo Pontes Pinto em Porto Velho, que desde 2012 virou alvo de marginais. Nesta semana a comunidade deve retornar as atividades, após o recesso escolar, totalmente desguarnecida de ar condicionado e uma secretaria destruida, arrombada por bandidos recentemente.

Joelson Chaves de Queizoz, foi diretor da escola por quatro anos e hoje é o Presidente do Sindicato de Professores no Estado de Rondônia (Sinprof), criado ha 2 anos. Ele representa a categoria de professores que atende as escolas de todo estado, nas modalidades de ensino infantil, fundamental e médio. A entidade denuncia a inoperância perante o histórico de arrombamentos ao longo dos anos e pede providências para conter a ação de bandidos, pois o prejuízo quem sente é a comunidade.

Os problema são relatados desde 2012, com fim da vigilância física. “A partir daí começou a tragédia nas escolas, o funcionamento das cameras de vigilância não atende a necessidade, os bandidos sempre ousaram contra o patrimônio e não ficam coagidos”, disse Joelson. “A insegurança ainda toma conta dos pais, que estão retirando os filhos da escola, alegando a falta de segurança e de estrutura física. Os aparelhos de ar foram roubados e as salas ficam em péssimas condições para o ensino”, completa o presidente do Sindicato, alegando que muitos servidores não fazem a denuncia claramente por temerem represálias.

Inacreditável

Dia 15 de julho, outro servidor informou o sindicato que a escola sofreu outro ataque. A diretora se esforçou para pedir a religação das câmeras e o eletrecista contactado deixou escada e suas ferramentas para fazer o serviço no outro dia. Resultado: Invadiram a escola e levaram as cameras e as ferramentas do profissional.

“Não suportei mais e fui dormir na escola e isso durou quatro meses, e assim provei que a vigilancia assistida resolve este problema”, enfatiza o Presidente do Sindicato. Os roubos continuam, e foi informado que até a promessa da presença de um soldado da PM na escola seria destacado até que um novo sistema de videomonitoramento com sensores de presença, altamente modernos fossem instalado e o problema persiste.

Hoje (25) outro servidor que não quis se identificar, entrou em contato com o Sinfprof e avisou mais um furto, e desta vez foi na secretaria, onde foi levado o DVR, aparelho que faz a gravação das câmeras de vigilância, computadores e impressoras. Os bandidos invadiram quebrando o vidro da janela da secretaria.

“Estamos indignados, pois desde 2012 identificamos já duas pessoas e nunca vimos ninguem preso”, comenta Joelson. “Fui questionar em uma ocasião o Ministério Público onde levaram a bomba D’água, televisores e câmeras e neste caso consegui a reposição”, informou.

O grau de audácia e de sentimento de abandono é considerado grande, pois em outro arrombamento, o Sinprof informou que os ladroes roubaram o deposito da merenda e fizeram literalmente a festa. “Cozinharam frango e fritaram até charque!”, finaliza inconformado Joelson.

Números

O presidente do Sinprof conta que em sua vivência como diretor da escola desde 2012, os crimes acontecem na região. O ano passado, neste mesmo mês, Joelson foi realizar uma visita, a pedido dos servidores, onde constatou o arrobamento de 10 centrais de ar condicionado e materiais diversos. Este ano, no último dia 12 de julho, foram repostas nove centrais de ar na tentativa de compensar o furto anterior, mas de janeiro para julho roubaram mais 16 centrais de ar.

Na última terça -feira a noite (24/07) mais uma vez a escola foi invadida e levaram os dois últimos computadores da escola. “Foi seguida a orientação da representação de ensino, sem divulgar o fato, e após lavrado o Boletim de Ocorrência ficamos numa espera e nada acontece. Ninguém foi preso”, comenta o ex-diretor.

O Sinprof diz que tem alertado e divulgado nas redes sociais os casos de arrombamento e furtos para que o Poder Público não alegue desconhecimento e a sociedade não seja privada das informações, também não seja responsabilizado os gestores pela situação de descaso e evasão escolar. O sindicalista acredita que há um bloqueio das informações para que não chegue a imprensa e consequentemente a população e autoridades.

Vigilância

“Não houve planejamento, me refiro a escola Professora ELoisa, e após esta mudança onde retiraram o guarda, não foi pensado na altura do muro, posição geografica, adjacencias com terrenos baldios, onde sugeri até a compra do terreno do lado para a construção de uma quadra que falta na escola e não fui ouvido”, lamenta.

A ousadia dos marginais, brinca até com a fragilidade da segurança, ao levarem por exemplo: Uma câmera de vídeomonitoramento, televisores para monitoramento, notebook, impressoras e demais materiais”, Comenta.

 

  • Atualizada em 26/07/2017 às 15:00:11