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  • Chuva torrencial deixa vários pontos de Porto Velho alagados e prejudica tráfego
Chuva torrencial deixa vários pontos de Porto Velho alagados e prejudica tráfego
  • Fonte: Da Redação - (Marcos Souza)
  • Publicada em 13/11/2017 às 18:50
Da Avenida Sete de Setembro com a Rua Gonçalves Dias até o trecho correspondente próximo a praça Jonathas Pedrosa parecia uma corredeira (foto).

Bastou algumas horas de chuva intensa e torrencial para que Porto Velho ficasse em sua grande parte alagada, literalmente a ponto de virar uma situação caótica. Ruas, avenidas e calçadas ficaram intrafegáveis seja por qualquer veículo ou até mesmo pedestres e foram poucos que arriscaram a atravessar alguns pontos da cidade, mesmo com risco de ficar atolado ou danificando o seu veículo.

Da região central, na confluência da Avenida Sete de Setembro com a Rua Gonçalves Dias até o trecho correspondente próximo a praça Jonathas Pedrosa parecia ter  uma corredeira descendo rumo ao rio Madeira, a água descia com tanta força que as bocas de lobo transbordaram assim como as entradas de esgotos. As calçadas foram tomadas por água suja, e lojas sofreram com alagações. Praticamente impossível de trafegar até mesmo por pedestres mais ousados.

Outro trecho crítico foi na Avenida Jorge Teixeira (BR 364) na altura da Avenida Sete Setembro, até a rua Almirante Barroso. Muita água retida, praticamente uma lagoa que chegava até quase a metade da porta de um carro.

Pontos que já tornaram corriqueiros as alagações, como a Avenida Guaporé, na altura da Rio de Janeiro, capaz de levar uma pequena balsa a cruzar a via de uma ponta a ponta.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste, localizada na Avenida Mamoré, entre as Avenidas Amazonas e a Raimundo Cantuária com as telhas danificadas chove mais no interior da unidade do que fora dela. A água da chuva cai dentro da UPA na área de atendimento e pacientes ou pessoas que buscam consultas acabam ficando colhidas num canto da sala esperando a chuva passar.

Muitas dessas alagações poderiam ter sido evitadas, principalmente na região central onde as bocas de lobos transbordaram porque as águas ficaram retidas pelo acúmulo de lixo jogados nas redes de esgotos – como garrafas pet, sacos plásticos, pedaços de papelão e muita sujeira que poderia ser evitada ter sido jogada.

“Falta consciência das pessoas que moram na cidade, eu vejo gente jogando lixo no meio da rua, desde latas de cerveja até sacos plásticos, muita sujeira mesmo. Claro que isso vai sendo levado pela água da chuva para o local onde deveria escoar, porém o lixo é tanto que acumulam em diversos pontos e represam essa água suja. Lamentável que as pessoas que moram aqui, pelos menos uma boa parte delas, não respeitam e jogam sujeira no chão”, reclamou Iracy Nobre Lima, comerciante.

Na rua Barão do Rio Branco, um microempresário - que pediu para ser identificado - possui um comércio de venda de acessórios para celulares na descida da Rua José Bonifácio e que chega até aquela via, disse que chuvas como a que caiu hoje acaba mostrando as deficiências da cidade, mas ele disse que a população também continua jogando lixo na rua e transformando aquele perímetro em uma área de alagação que prejudica o comércio. 

A chuva que iniciou por volta das 14h só vai dar trégua um pouco depois da 16h, deixando um rastro de alagação por quase toda a cidade.

 

 

  • Atualizada em 13/11/2017 às 18:58:25