VOCÊ ESTÁ AQUI:
  • Dia Internacional da Mulher, ainda há pouco o que comemorar e muito pelo que lutar...   RETICÊNCIAS POLÍTICAS – Por Itamar Ferreira
Dia Internacional da Mulher, ainda há pouco o que comemorar e muito pelo que lutar...   RETICÊNCIAS POLÍTICAS – Por Itamar Ferreira
Na Constituição Federal está escrito em seu artigo 5º, inciso I, “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta constituição”. Entretanto, no próprio Congresso Nacional que aprovou esta mesma Constituição, aproxim

...  é fácil perceber sua quase onipresença em nossas vidas: mãe, irmã, esposa, amiga, colega de trabalho... também não é difícil compreender sua importância, para começar viemos ao mundo do ventre de uma mulher. Entretanto, valorizar esta mesma mulher, reconhecer seus direitos, promover a igualdade, incentivar sua participação política e protege-la em uma sociedade machista, patriarcal e discriminatória é uma tarefa gigantesca que, apesar de reconhecidos avanços, ainda se está engatinhando.
 
Na Constituição Federal está escrito em seu artigo 5º, inciso I, “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta constituição”. Entretanto, no próprio Congresso Nacional que aprovou esta mesma Constituição, aproximadamente só 10% são mulheres. Talvez o segredo para solucionar essa dramática realidade esteja nas palavras proferidas por alguém que nasceu há 2.401 anos: “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”, o filósofo Aristóteles.
 
É URGENTE assegurar uma ampliação imediata da mulher na política. Pois há muitos anos nossa Lei Eleitoral prevê a obrigatoriedade de 30% das candidaturas para os parlamentos serem preenchidas por mulheres, porém não há nenhum percentual assegurado para preenchimento das vagas por elas. NO MÍNIMO, 30% deveria ser preenchida por mulheres, embora o ideal é que fosse algo próximo de 50%, já que as mulheres são a maioria da população.
 
Tivemos avanços significativos no combate à violência contra mulher, como a aprovação da Lei Maria da Penha e Delegacias da Mulher, estas ainda insuficientes. Mas só lei não basta, é preciso combater a cultura machista, que está presente nos mais diversos aspectos do nosso viver. Rotulações sobre o papel que cabe ou não cabe à mulher; a visão absurda de que a vítima é, em alguma medida, responsável pela violência, seja pelo comportamento ou vestimentas. Mas é importante destacar que a cultura machista é compartilhada e reproduzida por homens e mulheres. É URGENTE que a questão dos direitos da mulher entre mais amplamente para os currículos escolares.
 
Em pleno século 21, convivemos com a realidade de um mercado de trabalho discriminador, onde as mulheres são minorias nos postos de comandos, sendo que esta semelhança com a participação das mulheres no Congresso Nacional não é mera coincidência. Além disso, as mulheres que ocupam os mesmos cargos que os homens recebem proporcionalmente menos, conforme já constataram inúmeros estudos. Porque não criar leis que asseguram a igualdade de remuneração e também estimulem o preenchimento de mais cargos com mulheres?
 
As mulheres são fortes e guerreiras, mas lutam contra uma multimilenar cultura machista, imposta desde os tempos imemoriais, onde a lei do mais forte é que prevalecia; mas hoje, a inteligência e a capacidade intuitiva fazem a diferença e se contrapõe ao passado. Portanto, é necessário, sim, leis que tratem essas desigualdades historicamente impostas às mulheres.
 
No mais, devemos neste Dia Internacional da Mulher comemorar, confraternizar e, principalmente, refletirmos sobre uma nova condição da mulher na sociedade brasileira.

  • Atualizada em 08/03/2017 às 09:42:37