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ENTREVISTA – Aldino Brasil, Grão Mestre da Grande Loja Maçônica de Rondônia
Aldino Brasil de Souza, 50 anos de idade, engenheiro civil, professor da área de exatas, física e matemática, nascido em Porto Velho, se considera ribeirinho, pois nasceu na beira do rio Madeira

Aldino Brasil de Souza, 50 anos, engenheiro civil, professor da área de exatas (física e matemática), nascido em Porto Velho, se considera ribeirinho, pois nasceu nas barrancas do rio Madeira. 

Aldino Brasil de Souza, 50 anos, engenheiro civil, professor da área de exatas (física e matemática), nascido em Porto Velho, se considera ribeirinho, pois nasceu nas barrancas do rio Madeira, na margem direita, num seringal chamado "Espírito Santo", nas proximidades de Nazaré. Estudou em Goiânia, onde ser formou em engenharia civil, ficando oito anos fora e depois voltou à Rondônia em 1994 onde exerce a profissão de engenheiro e professor desde então. Entrou para a Maçonaria em 2002, galgando todos os cargos até chegar ao grau máximo, grau 33, e depois eleito Grão-Mestre em junho de 2015 para exercer o mandato 2015-2019 na Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia (GLOMARON).

O RONDONIENSE - A Maçonaria é engajada em muitas ações sociais aqui no Estado, verdade?

ALDINO – Sim, muitas atividades. Tem uma máxima cristã que usamos na maçonaria que diz que o que a mão direita faz a esquerda não vê. A gente tem feito muito pela sociedade, mas não temos o hábito de divulgar e nem de se vangloriar do que fazemos, aliás, só sabe quem é beneficiado. Mas como você está perguntando, tomo a liberdade de relatar algumas de nossas ações. Entre uma delas, esta que estamos realizando hoje (N.E.: foi sábado passado quando foi feita  entrevista) e tem a ver com a rede de Hospitais Shriners International, que tem 22 hospitais espalhados pelo mundo, são hospitais de alto padrão, para atender crianças – até 18 anos. Começou com o  tratamento da paralisia infantil, com a construção do primeiro hospital em 1922, por isso vinculam a imagem da maçonaria com erradicação da doença. Depois da erradicação da paralisia, os Hospitais Shriners começaram a lidar com o tratamento de queimadura, ortopedia, lesão de espinha e fenda labial e do palato. Os Hospitais Shriners são referência na área de próteses e peles artificiais, e são mantidos com doações, todo ano pagamos uma anuidade. Esse pagamento vai para uma central, que fica em Tampa (Flórida) e de lá é distribuídos aos hospitais. Dado à grandeza destas ações o Shriner International é reconhecido pela ONU, como a instituição mais importante do planeta na área de beneficência. No estado de Rondônia, temos 42 Lojas Maçônicas, sendo 11 em Porto Velho. As ações aqui no Estado são várias, como por exemplo: o Lar do Idoso em Vilhena e Jaru, a casa de apoio ao Hospital de Câncer São Daniel Comboni em Cacoal, o Solar da Paz em Porto Velho no Bairro Gurgel que atende mais de 400 crianças com escola, sopão, bazar beneficente, no Bairro Caladinho também temos a Loja Paz Universal, que faz sopão todo final de semana, a Loja de São João que tem a presidência da APAE e etc. A recomendação é que cada Loja Maçônica adote uma entidade pra ajudar. 

O RONDONIENSE - Hoje para uma pessoa ser maçon, tem um procedimento, um protocolo a ser seguido? Como funciona?

ALDINO – Tem que ser indicado por alguém da Maçonaria. Não basta a pessoa querer. Alguém de dentro observa a pessoa e se ela tem as condições necessárias aí é feita a indicação. Temos como principal exigência a crença em Deus. Se não crer em Deus não entra, a religião para nós não importa, pois a maçonaria,  embora muitos façam confusão,  não é religião. Aqui nós temos católicos, protestantes, espíritas, judeus, e etc, não nos importa a religião, mas tem que acreditar em Deus.

O RONDONIENSE - Para um leigo como o senhor explicaria o que é a Maçonaria?

ALDINO – A Maçonaria é uma entidade que busca melhorar o homem, buscamos a pessoa na sociedade e trabalhamos a pessoa, através do auto conhecimento,  para torná-lo uma pessoa melhor. Pois essa pessoa inserida na sociedade, certamente irá fazer algo em pról de melhorar o mundo que o cerca. A gente acaba fazendo a beneficência, mas o foco principal nosso não é a beneficência, mas a pessoa. A partir do momento que conseguimos transformar a pessoa, essa vontade de ajudar,  fazer a beneficência vem de dentro pra fora, a gente não consegue segurar. Então é isso que buscamos: se pessoa se transformar, ela naturalmente vai fazer o bem para as pessoas que o cercam e de alguma forma, tentar fazer feliz a humanidade. Isso é maçonaria: Investir no homem, transformar o homem, fazê-lo melhor a cada dia, o restante vem naturalmente. 

O RONDONIENSE - O senhor é Grão-Mestre há quanto tempo? e como ocorre essa nomeação?

ALDINO – Eu fui eleito em junho e assumi em agosto de 2015 e saio em agosto de 2019. São quatro anos de mandato, e é uma eleição realizada em todo o Estado.

  • Atualizada em 15/05/2017 às 09:22:39