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ENTREVISTA – O Procurador-Geral da Justiça de Rondônia, Airton Pedro Marin Filho
O site O Rondoniense entrevistou o Procurador Geral momentos antes do cerimonial de recondução ao seu cargo em uma concorrida coletiva e depois captou os pontos mais significativos de seu discurso

O Procurador de Justiça Airton Pedro Marin Filho, foi reconduzido ao cargo no final da tarde de sexta-feira (12) para permanecer no biênio 2017-2019 no cargo de Procurador-Geral de Justiça de Rondônia, em uma cerimômia bastante prestigiada ocorrida no auditório do Ministério Público de Rondônia, em Porto Velho.

Com um ótimo retrospecto na área em que se especializou, Airton Pedro Marin Filho dentro do Ministério Público trabalhou como Promotor de Justiça e atuou nas Promotorias de Justiça de Pimenta Bueno e da Saúde e da Cidadania em Porto Velho. Exerceu os cargos de Corregedor-Geral do Ministério Público; Chefe de Gabinete da PGJ; Chefe de Gabinete da Corregedoria-Geral; diretor do Centro de Controle Institucional (CONI) e diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF). Foi ainda presidente do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do Ministério Público (CNCGMP); vice-presidente para a Região Norte do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG) e atualmente ela está no Núcleo de Combate à Corrupção e à Criminalidade do CNPG junto ao Ministério da Justiça.

O site O Rondoniense entrevistou o Procurador Geral momentos antes do cerimonial de recondução ao seu cargo em uma concorrida coletiva e depois captou os pontos mais significativos de seu discurso, onde ele pontuou como hoje trabalha o Ministério Público no combate à corrupção e vive na busca da dignidade social através da Justiça buscando prestar um serviço em vista de resgatar a cidadania e o respeito na sociedade.

Confira a entrevista:

O RONDONIENSE – Nesses dois últimos anos, o tempo que o senhor ficou à frente da Procuradoria Geral, que mudanças ocorreram na sociedade brasileira em relação a problemas as desigualdades por causa da corrupção?

AIRTON PEDRON MARIN FILHO – Nos dois últimos anos a sociedade brasileira viveu com verdadeiros esquemas levados à efeito contra o erário deixando evidente os critérios que levam as desigualdades sociais e a violação dos direitos fundamentais dos cidadãos. Diariamente assistimos a um longo capitulo do inescrupuloso mercado da negociação e divisão do dinheiro do povo entre agentes públicos e empresas privadas, em detrimento daqueles que com o suor dos seus rostos trabalham e procuram pagar os seus impostos e que retornem em forma de serviços públicos essenciais de boa qualidade.

O RONDONIENSE – E qual a importância do Ministério Público diante disso?

AIRTON PEDRON MARIN FILHO – Essa quebra da responsabilidade e desnível social das empresas, protegidas e alimentados pelos órgãos públicos e concessionárias de serviços trazem irreparáveis consequências para a sociedade, que depende integralmente da eficiência da máquina pública para assegurar o mínimo de serviços. Nesse contexto, ao Ministério Público foi concedida a imponência de defender uma sociedade pobre, marcada pela injustiça social. A atuação repressiva do Ministério Público em recentes episódios políticos em parceria com os demais poderes e instituições do sistema de Justiça deixa evidente a sua luta contra o descaso e o combate à desonra dos agentes públicos. As grandes investigações pautam a operação “Lava Jato”, para citar um exemplo. E se bem conduzidas, de acordo com o devido processo legal e utilizando as novas técnicas de investigação de forma eficiente podem ainda punir seus agentes. Percebe-se que as ações institucionais tem tido êxito não só no âmbito federal como também estadual.

O RONDONIENSE – O Ministério Público hoje garante mais segurança à sociedade?

 AIRTON PEDRON MARIN FILHO - Dois fatores são indispensáveis para uma vida satisfatória e relativamente feliz. Um é a segurança e a outra e a liberdade. Não se consegue uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão, liberdade sem segurança constitui o caos. Esse novo olhar a partir do significado social contemporâneo faz com que o Ministério Público assuma a sua identidade de agente parceiro da consolidação e ampliação desses novos tempos, servindo de canal privilegiado às demandas que usam a conscientização dos novos meios e o resgate da cidadania da parcela mais prejudicada na população brasileira.

O RONDONIENSE – O senhor como Procurador Geral da Justiça garante os preceitos constitucionais do Ministério Público com a comunidade?

AIRTON PEDRON MARIN FILHO – Institucionalmente vivemos um momento de profundas mudanças, da superação de paradigmas e dificuldades, realinhamento às nossas ações para necessária valorização e utilização da função social do Ministério Público. Isso é imprescindível. Como eu já disse inúmeras vezes e não canso de dizer: o Ministério Público é a personificação constitucional da sociedade brasileira. Nele e através dele se concentra todas as aspirações da sociedade que clama respeito a seu direito em nome da dignidade humana.

  • Atualizada em 13/05/2017 às 13:49:39