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  • MÁFIA DA TORA – Organização criminosa pode ter gerado prejuízo de R$ 6 milhões em RO
MÁFIA DA TORA – Organização criminosa pode ter gerado prejuízo de R$ 6 milhões em RO
  • Fonte: Da Redação (Com informações da assessoria) - Foto: Reprodução
  • Publicada em 13/07/2017 às 16:45
Com essa fraude o não recolhimento dos tributos federais pode chegar a R$ 6 milhões, segundo cálculos efetuados pela Receita Federal.

Deflagrada na manhã desta quinta-feira (13) em Guajará-Mirim e áreas próximas, na zona Rural de Nova Mamoré e no distrito de Vista Alegre, a operação “Máfia da Tora”, uma ação da Polícia Federal com a Receita Federal e Ibama, para combater uma organização criminosa especializada na retirada de madeiras em terras indígenas, e além de cometer delitos de sonegaçaõ, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

Foram expedidos pela Subseção Judiciária de Guajará-Mirim (RO) 31 mandados judiciais, entre busca e apreensão (15), prisão preventiva (10) e (5) mandados de condução coercitiva, além da decretação de indisponibilidade de bens pertencentes aos grupos investigados.

Em entrevista coletiva realizada as 10h na Delegacia da Polícia Federal em Guajará- Mirim para esclarecer os detalhes da operação e participaram desta coletiva os representantes da Policia Federal, delegado Heliel Jefferson Martins Costa, e o da Receita Federal, Michel Teodoro.

De acordo com informações da PF, a organização criminosa agia nas áreas de preservação permanente da zona rural de Nova Mamoré (RO) e no distrito de Vista Alegre, removendo de forma ilegal espécimes vegetais daquelas áreas para revenderem aos mercados internos e externos de Rondônia.

Os integrantes trabalhavam em dois grupos distintos que agiam de maneira igual e que segundo o delegador da Receita Federal, Michel Teodoro, apontou que que empresas fictícias, constituídas apenas documentalmente e sem qualquer atividade econômica, foram criadas para dissimular a origem da madeira extraída ilegalmente por meio de fraude no sistema DOF e emissão de notas fiscais eletrônicas.

Com essa fraude o não recolhimento dos tributos federais pode chegar a R$ 6 milhões, segundo cálculos efetuados pela Receita Federal.

Entre os crimes citados pela Polícia Federal estão crimes de extração de madeiras nobres em terras indígenas, lavagem de capitais, usurpação de matéria-prima da União, falsificação ideológica, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, associação criminosa, entre outros.

Com isso foi informado que pelo menos “ dezenas de milhares de metros cúbicos de madeira” tenham sido irregularmente movimentados no sistema DOF – do IBAMA – para dar ares de licitude às espécimes vegetais de origem clandestina.

A ação da PF, Receita e Ibama ocorreram em Rondônia - Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Porto Velho – e Santa Catarina - Florianópolis. Além das prisões, buscas e apreensões, haverá a lacração e interrupção temporária das atividades das madeireiras investigadas.

“É a filosofia da Policia Federal não sermos muito entusiastas da prisão pela prisão, essas pessoas irão ficar presas pelo tempo razoável ou até que qualquer risco de delinquir da maneira como estavam delinquindo isso vai ficar a cargo do Juiz ponderar o tempo”, disse o delegado da Polícia Federal, Heliel Jefferson Martins Costa.

De acordo com informações da Assessoria da Polícia Federal, 6 (seis) mandados de prisão não foram feitos hoje, porém permanecem em aberto e poderão ser cumpridos.

  • Atualizada em 13/07/2017 às 18:32:25