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  • Ônibus quebrados e frota com ar condicionado, o que você precisa saber sobre o Consórcio SIM
Ônibus quebrados e frota com ar condicionado, o que você precisa saber sobre o Consórcio SIM
  • Fonte: Da Redação - (Marcos Souza)
  • Publicada em 11/10/2017 às 17:31
Assim como seu João e o seu Francisco, muitos usuários do transporte de ônibus coletivo colecionam reclamações e queixas contra a maioria dos veículos do Consórcio SIM

O telefone na redação não para e o número de reclamações está acima da média, mas alguns problemas que acarretam com o transporte coletivo de Porto Velho, mantido hoje por uma única empresa, Consórcio SIM, que veio anunciada na gestão municipal anterior como a que seria responsável pela quebra do monopólio das empresas Três Marias e Rio Madeira, há anos trabalhando na Capital rondoniense, tem se tornado uma constante e provocando a ira e reclamações dos usuários.

João Evangelista Neto, de 54 anos, caminha no terminal integração pouco depois das 14h em busca do ônibus que faz a linha Ulisses via Tancredo Neves, zona Leste da cidade, para tentar chegar em casa, porém no calor insuportável do ambiente, insalubre em alguns pontos, disse que não gosta de vir ao local para pegar coletivo, mas as vezes é inevitável.

Questionado porque ser resoluto em ir até o local, seu João disse à reportagem do site O Rondoniense que no início da semana passada um dos ônibus chegou no terminal com alta velocidade e freou bruscamente no canteiro da parada, quando uma das rodas ao frear em um buraco acabou jogando uma pedra em seu pescoço, causando um hematoma.

Ele queria saber quando o consórcio iria reformar o local ou ensinar os motoristas a dirigir melhor. Mesmo sendo um caso isolado e algumas pessoas explicando ao seu João que cabe a Prefeitura a manutenção do Teminal de Integração, no que diz respeito a sua infraestrutura, ele disse que o que o deixou chateado foi a forma brusca como o ônibus chegou no local.

Outro usuário, seu Francisco Onório da Silva, de 63 anos, aguarda pacientemente o ônibus todos os dias em frente ao ponto localizado na igreja Nossa Senhora das Graças, na região central, por volta das 07h da manhã. Ele ainda não usa o aplicativo do SIM porque ele não entende como funciona e o seu celular é de baixa funcionabilidade, mas ele sabe de cor os horários dos ônibus com os devidos logradouros que ele necessita para se deslocar. Porém, seu João não tem cartão algum e paga com moedas e troco miúdo a sua passagem. Ele diz em alto e bom tom que não consegue entender como a passagem do ônibus aumento para R$ 3,80 se a qualidade dos ônibus não melhorou.

Ele, mas a sua neta, a estudante Ana Carolina, de 14 anos, pegam o ônibus São Francisco rumo a região Norte, onde ele a deixa próximo a Escola Duque de Caxias, onde ela estuda, e depois segue viagem até a avenida Costa e Silva onde faz serviço de tratador de peixe num comércio daquela região.

Assim como seu João e o seu Francisco, muitos usuários do transporte de ônibus coletivo colecionam reclamações e queixas contra a maioria dos veículos do Consórcio SIM. Mesmo com as garantias de melhorias no serviço, como a adesão de mais ônibus com ar condicionados ou até novos, pouco se tem visto a respeito.

A partir desse aumento significativo de R$ 3,00 para R$ 3,80, ocorrido no dia 08 de julho, após aprovação do Conselho Municipal do Transporte Coletivo e sancionada pelo prefeito Hildon  Chaves, o acordo da contraproposta do Consórcio SIM era a sensível melhora na frota de ônibus para a atender a população. Porém, para a população, pelo menos uma parte que reclama e se sente prejudicada, pouca coisa mudou.

Corre um relatório já encaminhado ao promotor Ivanildo de Oliveira, titular da 8ª Promotoria de Justiça/3ª Titularidade de Defesa do Consumidor, que foi anexado ao processo que pede o cancelamento do aumento da tarifa de ônibus, apontando algumas irregularidades do contrato do Consórcio com a Prefeitura, principalmente após o aumento da tarifa.

Em contato com a assessoria de comunicação do Consórcio SIM sobre as demandas que seriam providenciadas em comum acordo junto ao Conselho Municipal do Transporte Coletivo para o aumento da tarifa, foi apresentado que, mesmo surgindo a reclamação de que a frota disponível pela empresa não condiz com o que é determinado, o SIM atende o contrato com a Prefeitura que demanda 180 ônibus, sendo 160 circulando diaramente, nos dias normais. e 20 de reserva para os casos de pane.

A decorrência em relação a esse caso, de ônibus quebrado nas ruas de Porto Velho, que tem se repetido quase diariamente, o Consórcio disse que a reserva de veículos para atender o caso de pane serve para todos os veículos.

“Quando um ônibus tem problema, a central é acionada, um reserva sai da garagem e equipe de mecânicos vai ao socorro do veículo. Esse é o padrão. Infelizmente,  não se pode garantir quando pode acontecer um acidente, ou uma pane em um veículo. Para isso existe a equipe de apoio”, informou a assessoria.

Quanto as denúncias de ônibus quebrado em meio a viagem do itinerário, o Consórcio pede para o usuário informar através dos números que está disponíveis no próprio veículo a ocorrência com o número do carro. Pois com essa informação é possível ver pelo GPS as ocorrências do veículo e tomar as devidas providências.

Outro ponto criticado e apontado é que no acordo para o aumento da tarifa, haveria uma frota de ônibus com ar condicionado para atender a população, no caso, são 10 ônibus circulando com ar condicionado, conforme estabelecido junto à Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran). Esta tem as rotas e fiscaliza, de acordo com a assessoria.

 

 

  • Atualizada em 11/10/2017 às 18:03:54