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  • Palestrante condena disseminação do “Fake News” em evento realizado pelo MP RO
Palestrante condena disseminação do “Fake News” em evento realizado pelo MP RO
  • Fonte: Da Redação (Marcos Souza - Com informações do MP RO)
  • Publicada em 10/04/2018 às 08:13
O problema é da proporção que um tópico dessa natureza pode causar devido a velocidade com que é espalhada.

A discussão do momento nas redes sociais e que alguns especialistas consideram tão nociva quanto a viralização de memes ofensivos é a onda das “Fake News”, quando circulam as notícias falsas que podem mobilizar grupos de pessoas com a intenção de atingir alguém ou alguma entidade. O problema é da proporção que um tópico dessa natureza pode causar devido a velocidade com que é espalhada. No período eleitoral desse ano advogados, juízes e especialistas em marketing digital tem alertado sobre a disseminação das “Fakes News”.

Na segunda-feira, o professor de direito eleitoral do Rio Grande do Sul, Alexandre Basilio - Professor de Direito Eleitoral da Pós-Graduação em Direito e Processo Eleitoral Univale/TRE 2017/2018, onde leciona Propaganda Política com Ênfase em Propaganda na Internet -, esteve em Porto Velho em um evento realizado pelo Ministério Público de Rondônia, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), e proferiu uma palestra sobre “Propaganda Eleitoral”, quando deu ênfase a vários temas inseridos nessa temática, mas chamou muito atenção quando destacou o tópico da “Fake News”.

Basílio fez um retrospecto desse fenômeno durante campanhas eleitorais ao redor do mundo ressaltando que não se trata de nenhuma novidade e que já existe até mesmo um livro de 1925, em que o autor já critica a prática.

“O que está acontecendo agora é que as notícias inverídicas estão sendo utilizadas na internet, nas redes sociais. Então, o grande diferencial nesse momento é o uso da tecnologia”, disse o advogado.

De acordo com um estudo dos cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras, alcançando um grande número de pessoas. O estudo foi publicado na revista Science e os dados são alarmantes.

Vale ressaltar que dependendo do conteúdo da notícia falsa, com a sua proporção, as consequências dessas informações podem prejudicar e muito os envolvidos, com perdas irreparáveis.

O advogado Alexandre Basílio disse se tratar de um fenômeno que ganhou muita força nos últimos anos, porém ele advertiu que quem utiliza desse meio de mensagem para difundir ou espalhar fatos não condizentes com a realidade, já existe um meio de combater através do artigo 323 do Código Eleitoral, que prevê pena detenção de dois meses a um ano ou pagamento de 120 a 150 dias-multa a quem divulgar, na propaganda, fatos inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado.

Para evitar problemas dessa natureza ou não disseminar esse tipo de notícia, a checagem da informação, antes do compartilhamento, é uma grande aliada contra a disseminação de informações inverídicas.

Um estudo do  Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP) apontou que, somente nas redes sociais, 12 milhões de brasileiros compartilham notícias falsas. Um número preocupante.

Dentro do que o advogado apresentou em sua palestra, ainda sobre esse tópido do fake news ele ressaltou que torna-se muito difícil contextualizar uma notícia sabidamente inverídica. Para ele, é preciso investir em educação política, na conscientização do cidadão que tem acesso à internet, fazendo com que tenha interesse pela verdade.

  • Atualizada em 10/04/2018 às 08:13:44