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Preto e Branco para retratar a beleza de Rondônia por Assis Chateaubriand
A paixão pela fotografia e desenhos, somado ao destino decidido numa cama de hospital, fez nascer o artista que hoje apresenta sua arte no Porto Velho Shopping

Um artista genuinamente de Porto Velho. Conheçam a história de Assis Chateaubriand, 31 anos de carreira encantando a todos com suas telas e diversas obras. Nascido em Porto Velho e com origem em ex-funcionários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Avô Alfaita criado em Guajara Mirim e todos criados no Bairro Liberdade. Nascido em 26 de dezembro de 1968, passou a infância entra a cidade e o sítio na região do Belmont fazer coisas títpicas de criança, como andar de canoa, comer frutas e observar o dia a dia das familias beiiradeias.

Com o passar do tempo concluiu o ensino médio no Colégio 21 de Abril e foi para Manaus fazer o curso de Técnico Agrícola, que era o que se tinha disponível. Aí nasceu uma paixão, a Fotografia, aliada a música na Igreja Adventista e com a soma disso tudo se revelou em pintura, disponível para todos poderem curtir nas paredes do Porto Velho Shopping, áreas de lazer de inúmeras residencias e dentro de centenas de lares, que se apaixonaram pela obra do artista.

Como foi o início da vida profissional? A fotografia foi o primeiro olhar?

Lá no final de 1983 voltei a Porto Velho e revelar uma foto era uma ação demorada, as fotos de linho, até chegar as fotos coloridas onde fiz até especialização. Era uma semana para entregar uma foto e isso me ajudou muito na pintura pra enteder as perspectivas de tempo e espaço.

As fotos eram em preto e branco e isso te influenciou?

Levei muita brinca, nas horas de folga ficava tentando passar no papel o que ei via nas fotos a lápais e eu tantava imitar. No colégio ei já fazia capas de trabalhos e ganhava pontos. (risos).

Como foi mudar da foto para a tela?

Quando a fotografia acabou, entendamos, quando todos tinhas suas máquinas portateis digitais e hoje com celulares era diferente das fotos lambe-lambe, pois já fui para a praça tirar foto!

Antes de viver da arte o que você fez?

Sou torneiro mecânico, soldador, retificador de cabeçote e virabrequim, graças ao curso do Senai. Fis o curso de mecânica geral e aprendi a fazer todos os desenhos que eu convivia ali. Aulas de arte sempre me dava bem e ganhei muito lanche ajudando os colegas.

Em que momento foi essa guinada na sua vida de decidi: “Vou viver da arte!”. Estou em rondônia, como a família reagiu?

Dona Verônica minha esposa ficou preocupada. Tive três filhos, o do meio faleceu e a vida foi me levando. Eu trabalhava num banco e sofri um graver acidente ao ser atropelado, quebrei baci a perna e isso me deixou em 2004 um ano e meio em cima de uma cama. Pra combater a depressão pensei, vou pintar e os amigos vinham me visitar e não sei se por pena levavam a obra (risos), ai ate voltei pra retifica por dois anos, mas minha forma não era a mesma. Sai da empresa e usei todo odinheiro para pano e madeira para fazer os caixilhos e assim baratear o custo de minha obra pra sustentar a familia. Como conhecia o pessoal da Casa Ivan Marrocos, e fui expor lá na praça das Três Caixas D’água. Quem expunha lá era o Frank, que sofreu umacidente e eu aproveitei o ponto.

Qual sua técnica e os preços?

Uso a técnica monocromático preto e branco, acrilex ou a óleo, que encarece, então eu prefiro o acrílico, por exemplo uma tela pequena de acrilico custa uns 150 até 600 reais, uma tela pequena a óleo no mínimo 400 reais e eu quero minha obra disponível para todos. Em uma semana e meia pintei uma base de 20 telas e vendi em dois dias, minha mulher me ‘esculhambou’ (risos) e ai comecei a vender telas na casa da cultura, no shopping e Graças a Deus deslanchou.

Como foi a história de um General do Exército que passou pra ver seu material?

Foi o General Novaes da 17º, ele parou e escolheu umas cinco telas, e a esposa dele se empolgou e levaram umas oito telas. E ele pediu pra conhecer meu trabalho, e tinha na casa  Casa Ivan Marrocos na época o diretor era o Carlinhos Maracanã, que foi apresentado a ele, e dai nasceu um concurso de arte, e eu ganhei!

Como foi chega a grande vitrine do Shopping?

Devo ao comunicólogo Vinícius Teixeira, que viu a arte e levou Dona Cíntia e a equipe de arte e ai começou o movimento de uma exposição comemorativa daqui do Shopping. Convidei vários artistas e em agradecimento pedi a ele uma parede pra fazer uma pintura. Como já fiz alguma beira de piscina, parede, pois quero levar a arte aonde eu puder, e me deixaram. Perguntaram quantos dias eu levava e disse que em três horas eu fazia (Risos)… e fiz! Aí filmaram e fiz em alto relevo e gostaram. Terminei, fui pra casa e no final do dia me chamara para uma reunião e já tinha uns 28 tapumes pra eu pintar. Já faz 3 anos que estamos nessa parceria.

Você demonstrou humildade não pensando só em você, como foi?

Eu achei uma covardia só arte minha aqui e resolvi chamar outros artistas e fico muito feliz com isso. Chamei todos artistas e o Shopping criou essa galeria no segundo piso de forma gratuita e todo artista pode comercializar sua arte sem pagar nada ao Shopping, ele criaram para retribuir a arte e eu sou o responsável pela galeria de arte do PVH Shopping com muito orgulho. Este espaço é para todo artista, podendo ser pintor, escultor, músico, enfim é de todos.

E esses paineis, onde vão parar?

Como abriram muitas lojas, os paineis saem e o comércio reage graças a Deus com novas vitrines e já quiseram levar os tapumes, mas eu prefiro repintar para quem se interessas. Está nascendo o hábito de ter artes fiéis e oficiais nos lares, pois a arte é única, e infelizmente poessoas compram cópias de artistas cosagrados e não é nada legal fazer isso e nem criativo.

Qual seu sonho, por exemplo um lugar para pintar?

Meu sonho é ser convidado para uma Bienal no Rio de Janeiro. Já viajei para o Acre e interior, mas sinto que está na hora de alçar novos vooos em grandes centros. Aqui tem muitos artistas bons e não podemos ficar parados. Geraldo Cruz, Francinei Vasconcelos e tantos outros merecem destaque. Quem está começando deixo a dica… estudem, pois vale a pena!

Para poder ter sua arte, como faz?

É fácil, só ligar ou mandar um Whatsapp para 99236-1101, acessar as redes sociais do Facebook procurando: AssisChateaubriantPortoVelhoRondônia nas redes sociais.

Esse Chateaubriant é francês ou artístico?

Meu nome é muito grande… meu nome é Francisco de Assis da Conceição Santos da Silva, mas tinha um Almeida Xavier, e o Padre não quis batizar todo, pois creio que era tanta promessa para uma febre que as crianças tinham convulsão, e somada a acrendice popular, por falta de médicos sós os Santos estavam aí, por isso foi resumido e em homenagem ao pioneiro da comunicação adotei esse nome de Assis Chateaubriand.

  • Atualizada em 25/07/2017 às 15:23:52