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  • Secretário de Educação desagrada alguns servidores por querer por ordem na casa
Secretário de Educação desagrada alguns servidores por querer por ordem na casa
  • Fonte: Da Redação
  • Publicada em 17/05/2017 às 18:01
Tínhamos 600 servidores fora da SEMED, entre professores e administrativo, então pedimos ao prefeito esse decreto, que previa que eles teriam que retornar a secretaria de origem.

O secretário municipal de educação de Porto Velho, Zenildo de Souza Santos, esteve até um tempo, cerca de 15 dias, se destacando entre os servidores da educação por causa de sua gestão frente a pasta por conseguir colocar ordem na casa, ou seja, ter ações administrativas que reduziram gastos desnecessários entre eles a redução de 50% do quadro de servidores comissionados e trazendo outros que estavam a disposição de outras secretarias, colocando alguns dentro das salas de aulas para exercer o cargo de professores, o que acabou gerando desconforto para alguns, chegando ele, Zenildo, a ser chamado de “ditador”.

Essas ações já haviam sido tomadas desde o início da sua gestão em janeiro e faziam parte de uma plano de ação eficiente e que ampliaria a distribuição de profissionais da educação para as salas de aulas, que desde algumas administrações passadas sentiam a necessidade dessa mão de obra efetiva. Nas redes sociais chegaram a noticiar que houve até boletim de ocorrência ou tentativas de agressões contra o secretário. Mas nada comprovado, apenas especulações para tentar desestabelizar o trabalho de Zenildo frente à SEMED.

“É apenas a insatisfação de alguns servidores que viram que a gestão mudou, que agora temos horários de trabalho, metas a serem cumpridas. Um trabalho voltado para a comunidade que antes não tinha. Então o que é que o pessoal pensava: eu vou ficar no comodismo de duas gestões que ficaram e que ninguém executou nada”, disse o secretário Zenildo em contato com a reportagem de O Rondoniense.

Sobre a estratégia necessária para trazer os servidores que eram da SEMED, porém estavam prestando serviço em outras secretarias, Zenildo relatou:

“Tínhamos 600 servidores fora da SEMED, entre professores e administrativo, então pedimos ao prefeito esse decreto, que previa que eles teriam que retornar a secretaria de origem. No primeiro mês conseguimos até 178, que voltaram e colocamos nas salas de aulas. Alguns não retornaram porque já tinham aquela prática: ‘não, vou ficar por aqui’. No mês passado agora já pedimos até bloqueio de pagamentos aos que não se apresentaram , mas que precisamos trazer”, disse.

Zenildo disse ainda que percebeu que na Educação tem professores em todos os lugares, tem na Procuradoria Geral do Município para a pessoa que é advogado. E o concurso que é da SEMED e transforma em outras vagas, não concurso para outras secretarias. Na PGM é advogado mas não deixou de ser professor e a vaga de professor na escola não é preenchida, pois há tempos não tem concurso. É um problema sério para suprir a demanda. E hoje tem professor faltando na sala de aula e por outro lado na PGM, na SEMPLA, na SEMPRE tem gente cumprido metas de trabalho que caberiam a serem cumpridas como professor, na SEMED.

“Quando a gente colocou esse ritmo de trabalho, reduzimos a série também que eram 300, hoje não temos nem 150 servidores, a metade; e muitos que nunca pisaram numa escola tiveram que ir para uma escola e ficaram descontentes. Agora como é que você consegue administrar uma secretaria com pessoas que nunca pisaram numa escola ou que nunca vivenciaram a vida de uma escola. Não tem como.”, conclui o secretário.

Porto Velho, segundo dados de janeiro desde ano, conta com o total de 54.082 alunos matriculados na rede municipal de ensino, sendo 34.665 do ensino fundamental, 12.624 crianças na educação infantil, 3.446 matriculados no programa de educação de jovens e adultos, e no Mais Educação 3.347 alunos.

 

  • Atualizada em 17/05/2017 às 18:25:28