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  • Técnicos da Sejucel realizam cadastro e mapeiam artesanato de Rondônia
Técnicos da Sejucel realizam cadastro e mapeiam artesanato de Rondônia
  • Fonte: Governo do Estado de Rondônia
  • Publicada em 04/07/2018 às 16:07
Os dados dos cadastros ficam na coordenadoria de artesanato no Sicab, do PAB

A coordenadoria de artesanato, que faz parte da coordenadoria de cultura da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), conseguiu identificar através do cadastro de artesão quais são as áreas que mais tem sido trabalhada em Rondônia, além de mensurar o percentual de entre homens e mulheres.

De acordo com a coordenadora de artesanato Wéllida Sodré, a maioria dos cadastros que são realizados são de mulheres. “É um percentual de 60% a 70% dos cadastros”. Segundo a coordenadora, outro índice que foi verificado é que são pessoas que estão na terceira idade e as peças artesanais mais usadas são feitas de palhas, sementes, argila, cerâmica e produtos de madeira, além do trabalho artesanal indígena.

Os dados dos cadastros ficam na coordenadoria de artesanato no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), do PAB, programa que é realizado entre o governo federal e o governo de Rondônia. Lá constam quais os tipos de artesanato que todos os artesãos produzem. Algumas dessas informações também são impressas na carteira do artesão.

Com a realização do projeto itinerante e o aumento dos cadastros, a Sejucel teve a ideia de realizar feiras para que os artesãos pudessem expor seus trabalhos. “Não bastava para nós realizar apenas o cadastro e ter esses dados conosco, com isso tivemos a ideia de realizar as feiras para os artesãos levar seus objetos para conhecimento do estado”, diz Rodnei, o superintendente da Sejucel.

Só foi possível ter esse levantamento depois que se deu início ao Sejucel Itinerante, com cadastros realizados em outros municípios de Rondônia, além da capital.  O projeto Sejucel Itinerante leva equipes das coordenadorias de esporte, juventude e do artesanato aos municípios para realizar atividades voltadas ao setor de cada uma. Com isso, a coordenadoria de artesanato pôde verificar os tipos de artesanato que estavam sendo produzidos pelo interior do estado.

“As feiras regionais de artesanato oportunizam os artesãos que possuem cadastros no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), um trabalho diferente do que muita gente está acostumada. Muitas dessas pessoas passaram por acidentes ou tiveram doenças e que hoje não podem mais trabalhar, então elas vêem no artesanato a alternativa para ganhar dinheiro”, ressalta Wéllida, coordenadora.

Segundo os dados da coordenadoria de artesanato, só no ano de 2017, com a realização de seis feiras o segmento movimentou cerca de quase R$500 mil. Para o superintendente da Sejucel, Rodnei Paes, o retorno é positivo. “Primeiro que o setor alcançou dados financeiros antes não contabilizados e agora que os artesãos fizeram o cadastro eles puderam participar das feiras e ficarem em evidência”, aponta Rodnei.

Desde que começaram a realização dos cadastros no ano de 2016, a Sejucel cadastrou cerca de 1300 artesãos, sendo 230 indígenas. Para fazer o cadastro é preciso que o artesão marque agendamento na Sejucel, e apresente documentos pessoais (RG, CPF e comprovante de endereço) e realizar uma mostra de como é feito seu produto. Assim as informações são cadastradas e posteriormente emitidas de forma gratuita.

  • Atualizada em 04/07/2018 às 16:07:01