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  • Transporte coletivo paralisa na Capital por causa de sessão na Câmara em votação polêmica
Transporte coletivo paralisa na Capital por causa de sessão na Câmara em votação polêmica
  • Fonte: Fonte: Da Redação (Marcos Souza)
  • Publicada em 10/07/2018 às 08:59
O anúncio da greve partiu na tarde de ontem mesmo logo após o encerramento da sessão na Câmara de Vereadores

Em nota divulgada no início da noite de segunda-feira (09) o Consórcio SIM informou que hoje os trabalhadores do sistema iriam aderir a uma paralisação geral na prestação do serviço do transporte público.  
Desde cedo dessa terça-feira motoristas e cobradores estavam reunidos na sede do sindicato da categoria e devem partir para a Câmara de Vereadores, onde vão acompanhar novamente a votação da lei 717/2018, que regulariza os transportes de mobilidade urbana por aplicativos, beneficiando também taxistas do chamado “táxi compartilhado”. 
O anúncio da greve partiu na tarde de ontem mesmo logo após o encerramento da sessão na Câmara de Vereadores, quando foi suspensa porque o horário regimental havia esgotado, o prazo máximo era de 15h50.
O que causou revolta nos trabalhadores que prestam serviço no Consórcio SIM, que desde a semana passada comparecem ao plenário da Câmara para acompanhar e pressionar os vereadores a não aprovarem o projeto de lei que regulariza e mantém o sistema de “táxi compartilhado” na capital.
Os taxistas que querem a aprovação aguardam que ocorra alteração  da lei 717/2018, que contempla os aplicativos dos transportes de mobilidade urbana da capital, no caso caberia brecha para formalizar o sistema de “táxi compartilhado”.
A previsão que uma nova sessão ocorra nessa terça-feira e a votação seja finalmente realizada. Caso ocorra outro adiamento, os trabalhadores ameaçam paralisar 100% dos serviços e por tempo indeterminado.
Na sessão de ontem muita confusão envolvendo tanto os motoristas de “táxi compartilhado” quando os trabalhadores Consórcio, com gritaria, empurra-empurra por causa o plenário lotado.
Faltou espaço e uma boa parte dos motoristas se deslocou para os corredores e pátio da Câmara.
A polêmica se deve ao fato de que os motoristas e cobradores de ônibus são contra a aprovação por conta dos taxistas dessa modalidade de transporte seguir a mesma rota dos coletivos na paradas, que com o preço de R$ 5,00 acaba por reduzir o número de passageiros, gerando, segundo o sindicato da categoria, um prejuízo que vai acabar causando desemprego.

  • Atualizada em 10/07/2018 às 09:06:44