O Rondoniense



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25 de Novembro – Um ato contra a violência

A cada duas horas uma mulher é morta, a cada dois minutos uma mulher é vítima de agressão doméstica, a cada dois segundos uma mulher é vítima de abuso sexual.  As estatísticas comprovam a realidade da violência contra as mulheres, na qual tomamos conhecimento todos os dias.

A VIOLÊNCIA é uma transgressão de direitos humanos e liberdade que são fundamentais e não podem ser ignorados ou disfarçados. Considerado um problema social e de saúde pública, a violência contra a mulher atinge todas as etnias, religiões, escolaridade e classes sociais. Contudo, os números de agressão contra a mulher, no Brasil, também estão atrelados ao racismo, onde 61% das vítimas no Brasil são negras.

Entre as mulheres e as diversas formas de violência, a que mais ocorre é a sexual;  o local aonde ocorre o maior numero deste tipo de acometimento é no lar, cujo agressor muitas vezes é o pai, padrasto, companheiro, ou um ex-companheiro, ou seja, alguém próximo da vítima, fazendo com que a mulher não denuncie.

 25 DE NOVEMBRO

A data do Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher foi escolhida em 1999 em uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU, na qual referencia à morte das irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, “Las Mariposas”, que foram brutalmente assassinadas. As três combatiam fortemente a ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. Seus corpos foram encontrados no precipício, estrangulados e com os ossos quebrados. Suas mortes repercutiram, causando grande comoção no país.

16 DIAS DE ATIVISMO

Como estratégia de mobilização, a campanha anual e internacional conhecida como 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma ação de apoio à eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a mobilização abrange o período de 20 de novembro a 10 de dezembro.

UNA-SE

Em 2019, a campanha da UNA-SE marcará os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, de 25 de novembro a 10 de dezembro, sob o tema: ‘’Pinte o mundo de laranja: geração igualdade contra o estupro!”

O estupro é uma violência que está enraizada em um conjunto complexo de crenças patriarcais, poder e controle que continuam ainda em nossa sociedade. Devido a esta situação que ainda é muito silenciada pela sociedade a campanha de Geração Igualdade, da ONU Mulheres através a campanha UNA-SE está pedindo às pessoas de todos os lugares que aprendam mais e se posicionem contra a cultura de estupro generalizado que nos rodeia.

BRASIL

Em janeiro deste ano, a organização internacional Human Rights Watch divulgou relatório apontando que o Brasil enfrenta uma epidemia de violência doméstica. O Brasil já ocupa a 5ª colocação mundial.

LEI MARIA DA PENHA

A Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006 para combater a violência contra a mulher, porém a falta de implantação da Lei torna a cada dia as estatísticas maiores quando o assunto é violência à Mulher. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, pesquisou que além da deficiência da aplicabilidade da Lei ainda falta a garantia das casas abrigos nos municípios, o aumento de delegacias das mulheres, profissionais especializados, entre outros.

RONDÔNIA

Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia – TJ/RO, o estado possui 8.525 mil processos contra violência doméstica e só em Porto Velho, há 2.400 pedidos de protetivas. A informação do órgão ainda aponta que existem aproximadamente 40 casos de feminicídio aguardando a decisão da justiça.

PORTO VELHO

Somente nesse fim de semana (23 e 24 de novembro), ocorreram nove casos de violência doméstica, em Porto Velho. Os boletins foram registrados na Central de Flagrantes da capital.

 

TIPOS DE VIOLÊNCIA

Infelizmente, a violência contra a mulher no Brasil parece aumentar, entretanto as ações contra este tipo de violência tem ganhado cada vez mais notoriedade no Brasil e no mundo. O debate é fundamental para a redução dos índices alarmantes de abusos cometidos contra vítimas de todas as idades e classes sociais e, principalmente, para a conscientização da população, que ainda é mal informada sobre um assunto tão grave.

A Organização das Nações Unidas – ONU define a violência como qualquer ação resulte em dano físico, sexual,  mental,  sofrimento, incluindo ameaças de tais atos, coerção ou depravação arbitrária de liberdade. As mortes violentas de mulheres por razões de gênero são definidas pelo órgão como femicídio ou feminicídio.

 

Violência Física: Acontece quando a mulher é agredida intencionalmente através da força física (socos, bofetões e pontapés), arma ou objetos causando ou não danos, lesões internas e externas no corpo.

Violência Psicológica: Pode ocorrer de diversas formas: xingamentos, humilhações, ameaças, chantagem, discriminação, manipulação, perseguição, controle ou outros atos que causem danos à auto-estima, à identidade e ao desenvolvimento e equilíbrio emocional da mulher.

Violência Sexual: É toda relação sexual a que a mulher é obrigada a se submeter mediante força física, coerção, sedução, intimidação psicológica ou ainda, quando a impede de usar qualquer método contraceptivo. É considerada crime mesmo se praticada pelo companheiro ou marido.

Violência Patrimonial: Acontece quando alguém retém, subtrai, destrói, parcial ou totalmente os objetos, instrumentos de trabalho ou documentos pessoais da mulher.

Violência Moral: É uma violência pouco comentada, porém é mais comum do que você imagina. Podemos dizer que é qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. É quando o agressor dá uma opinião contra a reputação moral da mulher e faz críticas mentirosas. Esse tipo de violência também pode acontecer pela Internet.

 

COMO DENUNCIAR

Para qualquer tipo de violência existe uma Central de Atendimento à Mulher (ligue 180), ou aplicativo (Clique 180). A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. Por meio do telefone, a mulher receberá apoio e orientações sobre os próximos passos para resolver o problema. A denúncia é distribuída para uma entidade local como a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM).

NÃO FIQUE EM SILÊNCIO

A Violência contra a mulher é crime e precisa ser denunciada! Infelizmente, muitas mulheres perdem suas vidas por não ter coragem de denunciar seus agressores. Entretanto é necessário entender que se uma pessoa comete violência uma vez, provavelmente fará novamente, se não for denunciado.

Se você conhece ou é vítima de algum tipo de violência, denuncie, pois esta ação impedirá que muitas mulher

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