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CRÍTICA – Obra prima chamada Heróis esquecidos – Por Humberto Oliveira

1918. Primeira Guerra Mundial. Três soldados que nunca se viram na vida, se refugiam numa trincheira. Acabado o confronto, os três se reencontram, porém cada um com seus planos. Eddie Bartlett (James Cagney) quer voltar a trabalhar numa oficina. George, personagem de Humphrey Bogart volta ao contrabando de bebidas e Lloyd, vivido por Jeffrey Lynn, quer advogar. Mas nem tudo sai como planejado, pelo menos para Eddie acaba no submundo, porém, diferentemente de outros personagens, este não é um assassino frio. Já Bogart, desde às primeiras cenas demonstra toda a sua maldade.
Heróis esquecidos, dirigido por Raoul Walsh, mestre dos filmes de ação e produzido pela Warner, é mais uma crônica fiel do período da Lei Seca. Tendo como pano de fundo noticiários jornalístico de época e narrações. Depois deste longa, Cagney só voltaria a interpretar novamente dez anos depois, em Fúria sanguinária, realizado numa época em que os filmes de gangster começavam a se tornar raridade.
Sem opções de trabalho, Eddie passa a viver do contrabando de bebida. Rapidamente, ele ascende no ramo, no entanto, o crescente sucesso nos negócios precisa encarar duas batalhas – Outros chefões e gangues que querem tomar seu território e as traições de um sócio duas caras, Bogart, que comete o erro de tentar matar o jovem e idealista advogado vivido por Lynn, amigo de Eddie.
Clássico do gênero, Heróis esquecidos é um dos melhores filmes da coleção lançada pela Warner. A primazia fica com o surpreendente Fúria sanguinária também dirigido com maestria por Raoul Walsh. Isso sem mencionar a brilhante atuação de Cagney e seu antagonista Edmund O’Obrian. Mas essa já é outra história.
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