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À frente do TSE, Barroso tem agenda pró jovens, mulheres e voto consciente

Nesta segunda-feira (25), os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin tomaram posse como presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova gestão comandará o tribunal até fevereiro de 2022, quando se encerrará o segundo biênio do ministro Barroso como membro da Corte Eleitoral.

Barroso substitui a ministra Rosa Weber, que encerra o segundo mandato como ministra titular. Alexandre de Moraes ocupa a terceira vaga destinada ao STF. Representam o Superior Tribunal de Justiça os ministros Roque Fernandes, corregedor-geral eleitoral e Luis Felipe Salomão. Os ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sergio Banhos ocupam as cadeiras destinadas aos juristas.

As próximas eleições municipais serão conduzidas por Barroso, que também ficará responsável pelos preparativos das próximas eleições gerais, considerando que o planejamento de um pleito começa quando o outro termina.

Ao ser empossado, Barroso e Fachin prometeram “fielmente cumprir respectivos deveres em harmonia com a constituição e leis da República”. “Parabenizo-o mais uma vez desejando êxito e certa de que engradecerá ainda mais esta casa”, disse a ministra Rosa Weber.

Barroso apresentou as pautas, que devem fundamentar seu mandato à frente do TSE no próximo biênio. De acordo com o ministro, a agenda da gestão terá três pilares: a campanha pelo voto consciente, a batalha pela atração de jovens para a política e a luta pelo empoderamento feminino e mais espaço às mulheres nas gestões públicas.

Para o presidente, também será fundamental seguir o trabalho realizado pela ministra Rosa Weber no combate à desinformação e às notícias falsas. “São terroristas virtuais. A justiça eleitoral deve enfrentar estes desvios. Os principais atores contra fake news serão as próprias mídias digitais, imprensa profissional e população. É preciso neutralizar a atuação de robôs para combater o abuso. Imprensa profissional que é capaz separar fato de opinião. As empresas de verificação de fatos que tem papel decisivo no jogo democrático. Vamos precisar de um resgate da boa-fé, não fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem conosco”, declarou.

O ministro reiterou a importância de uma reforma no sistema eleitoral e apontou três temas de urgência para futuro pós-pandêmico. Em sua visão, será necessário olhar para a integridade, derrotar a pobreza extrema e enfrentar o racismo estrutural e, por fim, deixar de lado compadrio, derrotando a predileção pelos medíocres.

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