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A greve do transporte público segue pelo quinto dia e uma audiência com a categoria é agendada

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Na tarde desta terça-feira (14), o desembargador Osmar Barneze, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), determinou através de uma decisão liminar, o retorno imediatos do transporte dos coletivos de Porto Velho. Entretanto, mesmo com a intervenção judicial que estabeleceu a regressão de até 90% do serviço de transporte coletivo, os ônibus do Consórcio SIM não circularam pelas ruas de Porto Velho nesta quarta-feira (15).

Este é o 5° dia seguido que a capital fica sem transporte coletivo.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano de Rondônia (Sitetuperon) confirmou para a imprensa, que a categoria segue mobilizada com o movimento grevista.

Sobre a Liminar

A liminar exige o retorno de 90% da frota nos horários de pico (entre às 6h e 8h, das 12 às 14h e das 17h às 20h) e 70% nos outros horários, porém a decisão ainda não foi cumprida.

Uma audiência de conciliação foi marcada para a tarde desta quarta-feira entre TRT, Sitetuperon, Consórcio SIM e Secretaria Municipal de Trânsito. O objetivo é que a audiência resulte em um acordo para os trabalhadores voltarem ao trabalho.

Sobre a Greve

O movimento grevista, deu-se inicio no último sábado (11), devido aos atrasos nos salários e benefícios dos trabalhadores, conforme o sindicato, órgão que representa a categoria.

O presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, diz que os atrasos são recorrentes, porém a situação piorou porque os funcionários passaram Natal e Ano Novo sem salário e enfrentam problemas por atrasar pensão, aluguel e parcelas de veículos financiados, por exemplo.

Conforme o Consórcio SIM, ainda estão atrasados os pagamentos da 2ª parcela do 13º salário de 2019 e o salário de janeiro, que venceu no dia 6.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) divulgou nota de repúdio sobre a greve total do transporte coletivo em Porto Velho. Para a CDL, o efeito da greve é catastrófico e afeta diretamente o comércio da capital. “Os funcionários não comparecem a seus postos de trabalho, gerando atendimento de baixa qualidade, queda nas vendas e comprometendo o planejamento financeiro das empresas”.

*ORondoniense com informações do G1

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