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A população precisa nos ajudar, ficando em casa quem puder, diz Fernando Máximo

Durante a coletiva de imprensa nesta quarta – feira (03), o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, voltou a alertar a população sobre a importância de obedecer ao decreto que define distanciamento social, por conta do aumento no número de casos de coronavírus e a crise de saúde pública que tem ocorrido por falta de leitos de UTI.

Fernando Máximo reforçou a informação que as UTIs do Cemetron e do Samar estão 100% ocupadas. Nesta manhã, surgiram três vagas de UTI na AMI, totalizando 91,4% de ocupação e mais quatro vagas no Hospital João Paulo II. No interior, no Hospital Regional de Cacoal, 87,5% dos leitos de UTI estão ocupados. “Isso significa que estamos completamente no limite, os leitos esgotados. Os hospitais da rede privada estão na mesma situação, lotados. A população precisa nos ajudar, ficando em casa quem puder”, alertou.

Uma das medidas para diminuir a crise da falta de leitos de UTI para pacientes de coronavírus, é a entrega dos 12 leitos do Hospital de Amor. A entrega destes leitos foi nesta quarta. Até sexta-feira (05), os leitos clínicos também serão entregues.

Outra medida é a previsão de entrega do Hospital Regina Pacis para próxima terça-feira (09). Conforme Fernando Máximo, alguns leitos clínicos desse hospital comprado pelo Estado sejam entregues. “Essa é a nossa esperança. Teve alguns imprevistos porque estamos com dificuldade de comprar material e isso está acontecendo no mundo inteiro”, disse o secretário.

Fernando Máximo disse que uma das grandes vantagens do Estado ter comprado o hospital, considerado de campanha, é que ele veio com vários equipamentos de UTI. “No hospital, tem 30 leitos clínicos montados. Terão inicialmente, 10 leitos de UTI montados com bomba de infusão, ventiladores, monitores multiparamétricos e rede de gases”, explicou.

Algumas salas cirúrgicas que serão disponibilizadas, que nesse momento não serão utilizadas, serão todas utilizadas como leitos. “Então, improvisa-se em salas de cirurgias com rede de gases, oxigênio, podendo chegar a 140 leitos clínicos, mas para isso eles não entregarão as camas, está no contrato, eles irão entregar essa estrutura que tem pronta, equipada e mobilhada, essa é uma vantagem pela dificuldade que a gente tem de comprar porque está difícil. Então para chegarmos aos 80 leitos, o Estado vai se comprometer a equipar”, disse Fernando Máximo.

Para esses 140 leitos clínicos, onde 60 serão improvisados nas salas cirúrgicas, na parte administrativa e consultórios, o secretário disse que a empresa não tem a mobília, mas o Estado está se comprometendo dar o suporte e o que precisar. “Mas a grande vantagem da compra desse hospital não foi o prédio, e sim a compra de vários equipamentos caros e raros nesse momento”, finalizou o secretário.

Servidores

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), 930 servidores foram afastados de suas funções, entre casos confirmados, suspeitos e do grupo de risco. Outros 198 profissionais de saúde que atuam no Hospital João Paulo II, testaram positivo para Covid-19. No Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, 139 servidores foram infectados com a doença. O número de curados entre profissionais do município e do estado chegou a 783.

Além de casos de Covid-19 confirmados em servidores do João Paulo II e Hospital de Base, também foram registrados situações de trabalhadores infectados no Hospital Infantil Cosme e Damião, Lacen, Cemetron, Hospital Regional de Cacoal, Heuro, no hospital da rede pública de Buritis e em Extrema, elevando o número de positivados da área da saúde.

Casos de Covid – 19

Dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Rondônia registrou nesta terça-feira (2) mais 12 mortes devido ao novo coronavírus, totalizando 172 óbitos. O número de casos confirmados chegou a 5.477, sendo 305 a mais que o balanço da última segunda (1º).

Informações iniciais do Rondoniagora