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A sétima arte em Porto Velho – 1° cinema da cidade – Por Rita Vieira

Diferente do que muitos pensam, o famoso Cine Resky não foi o primeiro cinema de Porto Velho, durante a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, havia projeção de filmes, em salas improvisadas dentro dos próprios galpões, para entretenimento dos trabalhadores, mas por não terem um local único e apropriado para funcionamento, essas projeções irregulares da EFMM, também não ocupam o lugar de 1° sala de cinematografia.

Historiadores mais antigos e memorialistas, relembram várias salas à céu aberto e mesmo sem paredes, como a existente na antiga rua da palha, mas, o primeiro cinema de Porto Velho, com toda estrutura exigida para a sétima arte, foi o Cine Brasil, localizado na avenida 7 de Setembro, seu primeiro nome e mais antigo foi Cine Rocha, inaugurado entre as décadas de 20 e 30 do século passado. Tempos depois, foi comprado pelo libanês George Resky, que o rebatizou de Cine Catega.

George e Geny Resky

Em 1938, o prédio foi reformado e na reinauguração foi chamado de Cine Brasil, nome que carregou de forma imponente e resistente até o encerramento de suas atividades em 2007. O Cine Brasil foi o primeiro cinema sonoro de Porto Velho, com 512 poltronas, sobrevivendo por 6 décadas. Infelizmente, não conseguiu vencer a concorrência da pirataria, da internet e de novas e mais modernas salas que surgiram na cidade.

George Resky é uma figura extremamente importante para o desenvolvimento da sétima arte em Porto Velho, pois além do Cine Brasil, foi o responsável pela construção do Cine Teatro Resky, na década de 50, o maior na época, com 776 poltronas, esteve em atividade até a década de 70, do século XX. Hoje o prédio dá lugar à uma igreja protestante, assim como o Cine Brasil, que dá lugar à uma loja de eletrodomésticos.

Rita Vieira

Formada em História pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), professora de História na Escola João Bento da Costa e Medquim Vestibulares, especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos, além de estudiosa e pesquisadora da História Regional.

Contato: ritaclaravieira@gmail.com