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ABSURDO – Falta de médicos nas UPAs e outras unidades vira caso de polícia

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Nessa quinta-feira (05) algumas pessoas tentaram viabilizar consulta na Unidade de Pronto Atendimento da Zona Sul, localizada no Bairro Cohab, acabaram dando novamente de cara com a falta de médicos. Haviam somente dois médicos para atendimento e só casos de emergência e de extrema necessidade.

A reportagem entrou em contato com a UPA e foi informada que só casos de emergências que a unidade faria. Questionada sobre outras situações de risco como pessoas com doenças e que entram na categoria de atendimentos prioritários, como idosos, diabéticos e hipertensos. A resposta foi lacônica. “Depende da gravidade da situação e se realmente exige uma consulta, o quadro clínico nesses casos contam. Mas o atendimento só emergencial mesmo”, enfatizou a atendente.

Ressaltando que a UPA é responsável por concentrar os atendimentos de saúde de média complexidade, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica e a atenção hospitalar. É um serviço essencial e que fica localizado estrategicamente para atender determinada região – como as UPAs da Leste e Sul.

No entanto desde novembro o registro da falta de médico nessas unidades tem sido constante. Os vereadores Aleks Palitot e Ada Dantas já denunciaram e cobraram uma posição drástica da prefeitura de Porto Velho para que cubra e atenda a demanda, porém nada foi feito até o momento.

A secretaria responsável, Semusa, insiste na cantilena de que já existe um edital para contratação emergencial de pelos menos 40 médicos que devem atender as áreas carentes na capital e distritos. Porém não dá prazo para resolver.

O mal disso é que a comunidade carente de saúde fica à mercê do descaso e sofre consequências brutais da falta de médicos.

A Policlínica Ana Adelaide vem passando pelo  mesmo processo da falta de médicos, deixando atento somente atendimento emergencial. Na última terça-feira (03) pacientes que exigiam atendimento foram obrigados a chamar a polícia até o local porque tinham pessoas passando mal e estavam revoltados quando foram informados que não havia médico.

Não existe uma explicação eficiente a respeito da saída desses profissionais da saúde em Porto Velho, mas a causa tem surtido efeito, para pior, o número de reclamações e pessoas que acabam tendo que procurar outra unidade de saúde é muito grande.

RECLAMAÇÃO

Uma senhora em contato com a reportagem do site disse que tem diabetes e que procurou a UPA Sul para uma consulta e resolver a sua situação, pois a glicose estava muita alta e necessitava da consulta, ela chegou na unidade e foi avisada que não seria atendida por ter outros pacientes em situação mais grave que a dela. Ela foi recomendada que se dirigisse a uma  Unidade Básica de Saúde, porém também não tinha atendimento.

Na UPA para tentar evitar tumulto ou manifestação, foi colocado um aviso de que os atendimentos são apenas de emergência.

Atualmente a prefeitura conta em seu quadro com 376 médicos distribuídos em todas as unidades de saúde, porém o quantitativo não bate com o número de unidades da rede pública que deveriam disponibilizar pelo menos cinco médicos para cumprir a jornada legal.

Para suprir essa carência o município deve contratar imediatamente 40 médicos, porém a procura pelas vagas tem sido pouca, pois o salário proposto em relação a carga horária é baixo e para muitos desses profissionais da saúde não compensa.

Quem paga o pato é a população.

O Rondoniense (Marcos Souza)

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