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Alunos são fundamentais no desenvolvimento do aplicativo de TDAH

O desenvolvimento da ideia e a formação da estrutura do projeto em transformar o aplicativo “Tdahmente” partiu de um trabalho conjunto do professor Cleiton Araújo com os seus alunos do Instituto Estadual Carmela Dutra, como Aldo Lery Pereira da Costa Júnior, do 3º ano do ensino médio, Luciendril Bryan Schirlaa, do 2º ano do ensino médio, e Ruan Monteiro Azzi Santos, do 1º ano do ensino médio.

Cleiton lembra que houve a necessidade de abrir oportunidade para mais um aluno, no caso  de Ruan Monteiro Azzi Santos, tendo em vista as atividades que estão sendo desenvolvidas de pesquisa e extensão.

Antes a equipe ainda contou com inspirador da ideia inicial, Robert Willian, que já saiu.

Aldo relatou da seguinte forma a sua participação no projeto Tdahmente: “Eu já trabalhava com o professor Cleiton, ajudei com o ‘Aluno Digital’. Eu estive um pouco ausente, mas porque como eu estou no terceiro ano, me exige mais dedicação. Então a experiência com o aplicativo anterior já foi boa, onde obtive bastante conhecimento e experiência com o professor Cleiton. E esse projeto tem sido muito mais boa, pois tivemos um feedback bem melhor e maior, porque gerou até uma viagem internacional onde estaremos apresentando o aplicativo”.

Professor Cleiton ressaltou que esses alunos, com esse aplicativo,  já saem do ensino fundamental com uma base extraordinária, pois chegam no ensino superior já trazendo na bagagem um artigo publicado num congresso mundial.

“Já está chegando um aluno de peso no ensino superior. Eles não sabem, mas isso conta muitos pontos dentro da universidade”, lembrou Cleiton.

O estudante Luciendril Bryan Schirlaa disse que a intenção desse projeto é integrar a tecnologia com a pessoa, e na questão da saúde, como é o caso do aplicativo, ele ressaltou que a saúde está sempre evoluindo e junto com a tecnologia, que hoje ocupar o lugar dos livros.

Professores, médicos e profissionais que lidam diretamente com esse tipo de defiência no tratamento com jovens não tinham um referencial mais completo para realizar um diagnóstico ou aplicar um método claro e eficiente para tratamento, a não ser em publicações defasadas e era tudo feito de forma manual.

“Hoje não, temos essa ferramenta onde o aluno pode fazer, o pai do aluno pode fazer, o professor também, assim como toda a comunidade pode fazer. É um trabalho científico que traz além do ensino, onde os alunos aprendem programação, aprendem a pesquisar. Estamos com esse trabalho trazendo extensão, pois ele já vai ser trabalhado no CAPs Infantil”, completou o professor.

“Estaremos com minicursos em escolas. Precisamos de mais alunos capacitado no projeto para divulgar o trabalho e desenvolver as. Atividades de extensões.  Não temos no projeto alunos do ensino fundamental”, observou Cleiton.

A parceria com outras escolas e a divulgação do projeto, que vem sendo muito bem aceito e servindo de referencial, vai abrir essa oportunidade.

MAJOR GUAPINDAIA E O TESTE COM ALUNO

Na escola Major Guapindaia, em Porto Velho, Cleiton relatou que a supervisora da instituição, Clecilda Maria dos Santos, convidou o projeto ser trabalhado naquele ambiente.

Na ocasião convidou um aluno, Mateus K., do 2° Ano, para fazer o teste com possível diagnóstico de TDAH, sendo hiperativo e impulsivo. O resultado surpreendeu, pois deu para “Desatento”, mostrando a eficácia do aplicativo e a falta de informações de profissionais da educação.

Os resultados de desatenção segundo o aluno é fato, visto que ele tem baixo desempenho na escola, rendimento baixo, dificuldade com matemática, química, física, disciplinas que exigem concentração.

“Foi informado para nós que ele possui TDAH, conversamos com ele após o teste e diagnosticado que não, pois muitas vezes o diagnóstico é errado devido, análises subjetivas”, disse o professor Cleiton.

Segundo ele na adolescência é comum o jovem ter um comportamento mais parecido com hiperatividade e impulsividade, por isso é necessário cautela para tirar conclusões.

Foi percebido pelo resultado e conversa com aluno, que não é bem assim, mas que ele possui dificuldades e muita desatenção, no entanto a interpretação para  hiperatividade deve-se a fase da adolescência. Onde a sociabilidade, a interação e importância com os relacionamentos, possuem prioridade. Ainda há influência da tecnologia, o vício pelo celular, redes sociais, música, fone de ouvido, a forma de se vestir, a forma de pronunciar a fala, a aparência fisica, cabelo diferente, penteados, brincos, e isto, segundo apontamento científico não é sinal de hiperatividade ou impulsividade.

Durante a conversa, com a supervisora Cleiton relatou que descobriu que o aluno é calmo, tranquilo, não se envolve em confusões. Não está a mil por hora e nem desrespeitador.

“Nosso aplicativo é baseado em critérios científicos, mas só o médico pode dar o resultado final, o laudo médico. A ferramenta tem esta utilidade de apropriar a pessoa de informações a reflexão dos seus resultados para buscar ajuda médica”, disse ele. (MARCOS SOUZA/Orondoniense)

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