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Análise do São Paulo: eliminação nos acréscimos é o resumo dos vexames nos últimos anos

Jogadores do São Paulo lamentam gol do Lanús — Foto: Staff Images / CONMEBOL

Na noite da última quarta-feira, no Morumbi, um filme se repetiu pela 27ª vez na década: o São Paulo foi eliminado de uma decisão por mata-mata. Desta vez, para o Lanús, da Argentina, na segunda fase da Copa Sul-Americana.

O enredo poderia ser normal em qualquer clube, afinal só é possível ter um campeão em cada competição disputada e eliminações são mais comuns do que títulos. No entanto, a forma com que essas desclassificações aconteceram é que faz o São Paulo acumular vexame atrás de vexame.

Em um recorte recente, o Tricolor foi eliminado por cinco equipes com pouquíssima expressão no cenário do futebol. O torcedor são-paulino talvez nem saiba elencar qual foi a queda mais vexatória e dolorosa:

  • 2017 – Defensa y Justicia-ARG (primeira fase da Copa Sul-Americana);
  • 2018 – Colón-ARG (segunda fase da Copa Sul-Americana);
  • 2019 – Talleres-ARG (segunda fase da Libertadores);
  • 2020 – Mirassol (quartas de final do Paulistão);
  • 2020 – Lanús-ARG (segunda fase da Copa Sul-Americana).

 

Luciano deixa gramado do Morumbi desolado — Foto: Staff Images / CONMEBOL

Luciano deixa gramado do Morumbi desolado — Foto: Staff Images / CONMEBOL

Na última quarta-feira, o vexame se deu pelos últimos minutos de jogo e a sucessão de fatos que ocorreram em um intervalo de dez minutos.

O São Paulo foi para o intervalo derrotado por 2 a 1. Para avançar, o time precisava vencer por dois gols de diferença. Para decidir nos pênaltis, era necessário ganhar por 3 a 2.

O técnico Fernando Diniz, então, foi para o tudo ou nada para a etapa final. Ainda no intervalo, tirou o zagueiro Diego Costa e promoveu a entrada do atacante Pablo. O time ficou mais ofensivo e passou a dominar completamente a partida.

Demorou 16 minutos para o próprio Pablo empatar o jogo em 2 a 2. Mas o São Paulo precisava de mais um para ir para as penalidades. Sem conseguir acertar a meta, o time foi modificado mais uma vez, aos 35 minutos do segundo tempo: saiu o zagueiro Bruno Alves para a entrada do meia-atacante Vitor Bueno.

Com essas duas mudanças, o Tricolor passou a jogar em uma formação completamente ofensiva, com Reinaldo atuando como zagueiro, uma linha de três no meio de campo (Gabriel Sara, Luan e Daniel Alves) e seis jogadores no ataque.

Talvez nem os são-paulinos mais pessimistas imaginavam o que estava por vir. Para segurar o resultado e evitar bolas alçadas na área, Diniz tirou os atacantes Brenner e Luciano para as entradas dos zagueiros Arboleda e Léo.

Um minuto depois, o pior aconteceu: gol de Orsini após uma desatenção no miolo da zaga e uma ducha de água fria caiu sobre o São Paulo. Todo esforço foi embora em uma fração de segundos.

Depois de todas essas reviravoltas e a entrega dos jogadores para virarem a partida você pode se perguntar: mas dá para considerar um vexame? Não é muito exagero pelo que o time apresentou?

A resposta vem através dos números e da condição do adversário. Quando o São Paulo enfrentou o Lanús no jogo de ida, no dia 28 de outubro, a equipe argentina não disputava uma partida oficial havia 226 dias (sete meses). O Tricolor já vinha atuando em alto nível há quase quatro meses. Mesmo assim, perdeu por 3 a 2.

Para o duelo da última quarta, o São Paulo estava com a parte anímica no seu pico, após vencer o Flamengo por 4 a 1, no Maracanã, e fazer uma de suas melhores partidas na temporada. Parece que a vitória histórica no último domingo não surtiu efeito para dar gás a equipe. O Lanús entrou como quis na zaga e marcou mais três.

Ou seja, em dois jogos o São Paulo tomou seis gols para uma equipe que não estava com o entrosamento e ritmo de jogo em seu ápice. Equipe esta que passa longe de ser uma potência.

A eliminação aos 47 minutos do segundo tempo não só aumentou a lista de decepções como resumiu (mais uma vez) o histórico recente de vexames. Agora, restam a Copa do Brasil (quartas de final) e o Campeonato Brasileiro. Nesse último, o time tem 30 pontos, na quinta colocação, com três jogos a menos. E o próximo jogo será no sábado, às 19h, contra o Goiás, no Morumbi.

Por GE

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