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Aproveite as marés cheias em 2021!

Boa sorte em 2021!
Boa sorte em 2021!

Hoje estive na agradabilíssima praia de Camurupim no litoral do Rio Grande do Norte, ao sul da sua capital, Natal. A praia é conhecida por suas piscinas naturais, que se formam em função de haver extensa barreira de arrecifes ‘protegendo’ uma boa faixa de areia. O mar chicoteando com força e constância as pedras completa com exuberância os atrativos da praia. Repito a primeira palavra do texto, ‘hoje’, para dizer que apenas hoje consegui aproveitar as piscinas naturais, pois dias atrás estive no exato local e só pude andar pela areia, pisar as pedras e ver o mar batendo nelas. O motivo é simples, na minha visita anterior (por não ter analisado em detalhes e me planejado adequadamente) encontrei a praia em maré baixa; e apenas com maré alta as piscinas se formam. Isso me chamou bastante a atenção para algo totalmente trivial: quase tudo na natureza é cíclico. Os ciclos impactam muitas coisas em nossas vidas, desde as muito importantes até as pequenas, como conseguir ou não tomar um banho de mar.

Aproximadamente a cada 365 dias entramos nos ‘rituais de final de ano’, Natal, réveillon, novo ano. Afirmar que isso é cíclico é obviedade extrema. Depois de alguns anos de vida, essa obviedade pode começar a ser confundida com algo sem sentido. Quero dizer, muitas pessoas encaram essas datas como “dias como qualquer outro“ ou, ainda, mesmo que não cheguem a tanto, encaram-nas com certo azedume por acreditarem que, no geral, tendemos a romantizar o período. Dentre outras coisas, esquecem-se completamente dessa questão dos ciclos e dos impactos psicológicos dos mesmos.

Vista aérea da praia de Camurupim / RN

Vista aérea da praia de Camurupim / RN

 

Alguns céticos, pessimistas e ‘azedos’ afirmam que a maneira como nos comportamos chega a ser (para colocar de maneira leve) boba. Afinal, qual o sentido de imaginar que as coisas podem ser diferentes no novo ano, que podemos mudar hábitos, que teremos condições de iniciar projetos adiados, e demais “ingenuidades”? Recentemente me deparei com mensagem de experiente e bem formado ser humano, que se diz um “ultra-realista” (e não um “pessimista, como muitos podem achar”), em que ele afirma que esses são “períodos absolutamente poliânicos, como o final de ano e os sempre ingênuos votos para o ano entrante”. Escrevo para registrar que essa afirmação faz do colega um pessimista, um azedo e um cético (na pior acepção do termo), ainda que ele queira que não. O motivo é simples: o final de ano, por definição, não pode ser “poliânico”, apenas pessoas podem; e, ainda que os “votos” até possam ser assim considerados, também não o são em si, em potência os ‘desejantes’ e os ‘receptores’ é que o podem. O que quero dizer com isso? Quero dizer que as novas e positivas coisas no novo ano, as mudanças de hábitos e os inícios de projetos são totalmente factíveis; não houvesse pessoas capazes de os realizar, não teríamos saído das cavernas.

Um novo ano é um novo ciclo. Assim como tendo ido a Camurupim no mesmo horário em dias diferentes apenas em um deles consegui realmente aproveitar os atrativos da praia em função da mudança do ciclo das marés, também a mudança do ciclo anual nos propicia ‘novos aproveitamentos’. Dia primeiro de janeiro iniciamos um novo ciclo, por mais que isso se repita e possa parecer enfadonho e ‘sem sentido’ para um velhinho azedo, pessimista e cético. Você pode ser um “ultra-realista” e achar que essa mudança de ciclo e os votos de final ano não fazem diferença alguma. Você pode ser uma “Poliana” e achar que bastam os votos que as coisas serão melhores. Mas você pode ser positivo, alegre e receber com entusiasmo a virada do ano e os votos que te forem dados. Ser “Poliana”, “ultra-realista” (leia-se pesado, azedo, pessimista e dreno das energias alheias) ou positivo-propositivo-ativo depende única e exclusivamente de você próprio. Nesse último domingo de 2020 quero deixar registrado aqui o seguinte: se este ciclo (o ano atual) não propiciou que você realizasse uma série de coisas, seja positivo, propositivo e ativo; planeje adequadamente, trace objetivos e metas; e construa novas coisas, mude hábitos e realize projetos adiados! Meus votos a você, leitor, são de que alcance os objetivos e as metas que derivem do seu bom planejamento. Com preparo, organização, inteligência, esforço, resiliência e perseverança a sorte te alcança fácil! Boa sorte em 2021!

Marcos Pena Júnior é economista e escritor, mantém suas produções disponíveis em marcospenajr.com.

Copyright © 2020, O Rondoniense, Marcos Pena Jr. Todos os direitos reservados.

 

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