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Atendimentos no Hospital de Amor voltam a normalidade em Rondônia

Após três meses e algumas adaptações, os atendimentos no Hospital do Amor da Amazônia voltaram a ficar perto da normalidade, segundo o diretor técnico do Hospital de Amor, Carlos Alexandre Ramagem.

O Hospital trata pacientes com câncer em Porto Velho e voltou a atender normalmente este mês após uma queda nos serviços oferecidos devido a pandemia da Covid-19. Os médicos da unidade se preocupam com a prevenção para evitar contágio do coronavírus em pacientes do Hospital, e foi necessário uma readequação nos atendimentos.

No início da pandemia, diversos funcionários do hospital foram afastados, e o fluxo de pacientes também diminuiu pois os ônibus deixaram de ser levar pacientes do interior para a capital, chegando a uma redução de 40%.

“O número de afastamentos têm diminuído a cada dia, em termos de funcionários, os municípios que deixaram de mandar, aos poucos estão voltando a mandar os pacientes. E agora o fluxo no estado dos pacientes contaminados, não só aqui com Covid-19, mas também os outros hospitais que atendem os pacientes infectados, a coisa parece estar um pouco mais organizada, e isso nos permitiu voltar com mais segurança”, explica Carlos Alexandre Ramagem

Por mês são realizados, em média, mil procedimentos de quimioterapia, além de 250 a 350 cirurgias oncológicas.

Segundo o diretor executivo, Jean Negreiros, a preocupação no momento é com a prevenção e detecção de novos casos, que não estão sendo realizados por causa da pandemia.

“A estimativa é que sejam diagnosticados esse ano, casos novos, mais de 625 mil no Brasil. Então essas pessoas, desde março, estão em casa, em quarentena, essas pessoas não estão procurando as unidades de saúde básicas com um tumor inicial, com uma suspeita, um nódulo na mama, lesão em pele, que são os tumores que você estipa na fase inicial e o paciente tem 100% de cura. A nossa preocupação é pós-pandemia, com as pessoas que estão em casa com os tumores crescendo, e após a pandemia a quantidade de casos avançados que vão aparecer”, explica.

Informações iniciais do G1