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Bolsonaro defende Damares ”Não quero filha de 10 anos gravida em casa”

Na já tradicional entrevista, na saída do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (05/02), que há uma “depravação total” e isso é culpa dos governos anteriores e da administrações do Partido dos Trabalhadores (PT). “Essa liberdade que pregaram ao longo (do governo) do PT todo, que vale tudo, se glamoriza certos comportamentos que um chefe de família não concorda, chega a esse ponto, uma depravação total. Não se respeita nem sala de aula mais.”

Bolsonaro defendeu a campanha de abstinência sexual, promovida pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ele também criticou os que “esculhambam” Damares e citou sua própria filha, Laura, de nove anos, dizendo que não quer ver ela grávida no próximo ano, para defender políticas contra a gravidez precoce.

“Quando ela fala em abstinência sexual, esculhambam ela. Quem quer… Eu tenho uma filha de nove anos, você acha que eu quero minha filha grávida no ano que vem? Não tem cabimento isso aí. É essa a campanha que ela faz”, disse Bolsonaro.

“Qualquer pergunta fora da rotina, acabou a entrevista”

O clima já no começo desta mesma entrevista no Palácio da Alvorada, o presidente já confrontou os reportes “Qualquer pergunta fora da rotina, acabou a entrevista”, disse ao chegar, prenunciando o que tem feito desde antes de assumir o mandato, abandonando entrevista ao ser indagado sobre assuntos que considera incômodo.

“Hoje o objetivo aqui é que convidei os ministro, presidente de tribunais, é início de ano. Bater um papo aí e dizer pra eles que temos o privilégio de juntos dar um norte para o Brasil. É por ai a pauta de um breve almoço que vai durar uma hora e meia para nós ai”, disse.

Indagado sobre as investigações sobre as denúncias de corrupção contra o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, Bolsonaro atacou o repórter da Folha de S.Paulo que fez a pergunta sobre o inquérito conduzido pela Polícia Federal sobre o caso. “Olha lá, o que eu posso te falar: não foi a PF que abriu. Foi o MP que pediu que fosse investigado. Então é completamente diferente do que você está falando. Dá pra dar a entender que ele é um criminoso. Não é criminoso. Eu não vi nada que atente contra ele…”, disse Bolsonaro, que interrompeu a resposta para iniciar os ataques.

“Você deve ser da Folha de S.Paulo, não é? Muda o disco. Tá ai há um mês batendo no Wajngarten. Muda o disco. O Wajngarten continua mais firme do que nunca”, disse Bolsonaro, que por diversas vezes ainda interrompeu perguntas de jornalistas.

  • Fonte: RevistaForum.com