Bolsonaro diz que documentos oficiais sobre mortes na ditadura são “balela” | O Rondoniense %
politica

Bolsonaro diz que documentos oficiais sobre mortes na ditadura são “balela”

Above

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), voltou a fazer declarações a respeito do desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. O chefe do Executivo disse que os documentos da Comissão da Verdade ou os produzidos durante a ditadura não comprovariam nada sobre a morte de Fernando.

Para Bolsonaro, os documentos produzidos sobre mortos e desaparecidos no período da ditadura são “balela”. “Nós queremos desvendar crimes. A questão de 64 não existem documentos de ‘matou, não matou’, isso é balela”, afirmou.

Bolsonaro duvidou também da veracidade do trabalho da Comissão. “Quem aqui acredita?”, questionou jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira (30/07). O presidente insinuou que os integrantes do colegiado formado para apurar os crimes durante a ditadura não seriam imparciais por terem sido indicados pela ex-presidente Dilma Rousseff.

“Você acredita em Comissão da Verdade? Qual foi a composição da Comissão da Verdade? Foram sete pessoas indicadas por quem? Pela Dilma [Rousseff]. Não vou discutir esse assunto”

– Encerrou.

A Comissão da Verdade foi um colegiado instituído pelo governo brasileiro, em 2012, para investigar as violações de direitos humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, concentrando os esforços na ditadura militar. Foram identificados 434 casos de mortes e desaparecimentos de pessoas sob a responsabilidade do Estado brasileiro durante o período.

O presidente da OAB é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974 depois de ter sido preso por agentes do DOI-Codi no Rio de Janeiro. Estudante de direito, ele integrava a Ação Popular Marxista Leninista. Era funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo.

A declaração provocou reação em várias entidades. Felipe Santa Cruz afirmou que Bolsonaro agia com “crueldade” e adiantou que vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir explicações do presidente da República.

Trabalhos no Congresso

Antes de deixar o Alvorada, o presidente se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na ocasião, ele disse que conversou com o parlamentar sobre a reforma da Previdência, mas sem detalhar quais pautas seriam prioritárias para o governo no segundo semestre de trabalho da Câmara dos Deputados.

Below