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Brasil chega a 14.817 mortes por coronavírus e passa de 218 mil casos

Imagem: Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

No dia da saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais 15.305 casos confirmados de covid-19, chegando a 218.223 no total, segundo último boletim divulgado pelo governo. É o maior número de novos diagnósticos em um único dia, batendo o recorde de 13.944 casos registrado ontem.

O número de mortes atualizado, por sua vez, é de 14.817, com 824 óbitos confirmados nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade de 6,8%. Outras 2.300 mortes ainda estão em investigação.

São Paulo segue sendo o estado com maior número de casos confirmados: 58.378. Ceará e Rio de Janeiro vêm logo em seguida, com 22.490 e 19.987 pessoas já infectadas pela doença, respectivamente.

Quanto às mortes, Ceará e Rio de Janeiro invertem as posições, tendo registrado 1.476 e 2.438 óbitos cada, nesta ordem. São Paulo também lidera no número de mortes, com 4.501.

Demissão de Teich

Pela manhã, Nelson Teich pediu demissão do Ministério da Saúde —menos de um mês depois de assumir ao cargo em substituição a Luiz Henrique Mandetta. Sua saída já vinha sendo cogitada havia alguns dias.

“A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair. Dei o melhor de mim neste período. Não é simples estar à frente de um ministério como esse num momento difícil”, justificou o oncologista em sua coletiva de despedida.

Como Mandetta, Teich defendeu publicamente posições contrárias às do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Além de afirmar que o distanciamento social deveria ser uma medida de combate ao novo coronavírus, o ex-ministro também pediu cautela no uso da hidroxicloroquina no tratamento da doença.

Confirmações não refletem as últimas 24h 

Os números de diagnósticos e óbitos confirmados nas últimas 24 horas não necessariamente ocorreram no último dia. Segundo o Ministério da Saúde, a fila de testes faz com que os óbitos sejam registrados até dois meses após terem ocorrido.

O UOL já identificou atrasos de até 51 dias para a oficialização de mortes. Por conta dessa atualização retroativa, no início da pandemia o número real de mortes ocorridas até uma certa data chegava a ser o dobro da divulgada pelo Ministério da Saúde.

UOL