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Briga entre detentos deixa 15 mortos em presídio de Manaus

Briga entre detentos acabou resultando em mortes no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)

Pelo menos 15 detentos foram mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no domingo (26/05) em Manaus. A Secretaria de Comunicação do Governo do Amazonas informou que os óbitos aconteceram durante uma briga entre os presos. A confusão começou durante horário de visita. As autoridades evitaram usar o termo rebelião. Os parentes dos detentos foram retirados às pressas do local. 

Segundo a Seap, a briga envolvendo presos de pavilhões diferentes começou no momento em que parentes faziam visitas. As mortes ocorrerem nas quadras e dentro das celas, com uso de estoques feitos com escovas de dente e também por enforcamento, acrescentou a secretaria.


A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) acionou o Batalhão de Choque da Polícia Militar, que entrou no complexo por volta do meio-dia. A situação foi controlada por volta das 15 horas, mas a falta de informações sobre as vítimas deixou dezenas de familiares sob tensão na entrada do Complexo. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção dos corpos.


De acordo com o secretário, foi determinado o reforço em outras unidades do sistema prisional, por medida de precaução. Helicópteros do Departamento Integrado de Operações Aéreas fizeram sobrevoo no sistema, durante a tarde. 
Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns. Bonates comunicou que a secretaria investiga a motivação do motim. “As câmeras internas registraram todos os crimes e vamos encaminhar as informações à Justiça”, declarou.
A unidade é a mesma onde ocorreu uma rebelião que resultou na morte de 56 pessoas em janeiro de 2017. O motim durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário “o maior massacre do sistema prisional” do Estado.
No Espírito Santo, também houve um motim na manhã de ontem. A rebelião ocorreu na Casa de Custódia de Vila Velha. A Secretaria Estadual de Justiça do estado capixaba informou que 65 detentos foram responsabilizados pelo motim. Não houve registros de feridos durante a confusão.

“Não houve vítimas que não fossem internos, não houve fugas, não houve subida em telhados. Houve apenas essa briga interna e, em seguida, a PM entrou e retomou a situação”, afirmou o secretário da Seap, coronel Marcus Vinicius de Almeida, segundo a nota da secretaria.

A Seap informou que iniciou uma investigação para apontar os responsáveis pelas mortes. “A Seap fará um levantamento, por meio das câmeras de segurança, para identificar os autores dos assassinatos e encaminhar para a Justiça, além de aplicar medidas administrativas em toda a unidade”, disse a secretaria.

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ReutersCorreio Braziliense
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