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Capela de Santo Antônio de Pádua: a centenária igrejinha – Por Rita Vieira

Capela já restaurada e preparada para o festejo do Santo Padroeiro, em anos anteriores

Com a data comercial de 12 de junho, sábado passado, não poderíamos tratar hoje se não da Capela do Santo “Casamenteiro”, que na verdade é Santo das causas impossíveis. O dia de Santo Antônio de Pádua ou Lisboa é 13 de junho e na véspera, somente em Terra Brasilis, se comemora o dia dos namorados. Não fosse a pandemia, com certeza, a capela centenária, às margens do Rio Madeira, sediaria um grande festejo ao Santo.

Foto antiga da Capela de Santo Antônio de Pádua ou Lisboa

Mas, não é do dia dos namorados que queremos falar/lembrar e sim, da História da Igrejinha de Santo Antônio, patrimônio Histórico tombado pelo IPHAN e há pouco restaurado por Santo Antônio energia, como compensação pela obras da Usinas hidrelétricas no Rio Madeira. A capela é centenária, foi inaugurada oficialmente em 13 de junho de 1914, completando em 2021, 107 anos, mas sua História é mais antiga que sua inauguração.

Podemos afirmar, historicamente, que a primeira capela formada naquela região, ainda de madeira e taipa, foi erguida por uma missão jesuítica em 1728, já com o nome de Capela de Santo Antônio de Pádua ou Lisboa. Anos depois, segundo o historiador Abnael Machado (em memória), foi derrubada por um ataque do grupo indígena Mura à localidade.

Marco divisório entre terras do Mato Grosso e do Amazonas (marco atual, não original)

Anos mais tarde, com a ativação da economia da borracha a região voltou a ser ocupada por colonizadores e religiosos, que sabendo da antiga capela, resolveram construir ali uma representação da igreja católica em frente à cachoeira, agora já batizada de Santo Antônio do Madeira. A obra começou em 1909, ainda durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, sobe as ordens do Governador do Amazonas à época. Sua inauguração aconteceu em 1914 e contou com a participação de autoridades locais.

É importante salientar que à época de sua inauguração, ela pertencia ao município de Santo Antônio, que ainda fazia parte do Estado do Mato Grosso e só veio pertencer à Rondônia em 1943, com a criação do Território Federal do Guaporé e algum tempo depois, pelo esvaziamento da região, virou um bairro da cidade de Porto Velho.

Placa de tombamento da Capela de Santo Antônio de Pádua ou Lisboa como patrimônio histórico.

Hoje, a Igreja faz parte do complexo patrimonial da Madeira-Mamoré, em sua restauração ganhou uma praça ao seu redor e também abriga em seu cercado o Memorial Rondon, a máquina 6 da EFMM e o marco divisório entre terras do Mato Grosso e do Amazonas, no período de ocupação inicial da região, além de diversos sítios arqueológicos, sendo uma ótima opção de passeio regional.

Rita Vieira

Formada em História pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), professora de História na Escola João Bento da Costa e Medquim Vestibulares, especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos, além de estudiosa e pesquisadora da História Regional.

Contato: ritaclaravieira@gmail.com

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