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CARNAVALIZAR SEM ABUSAR – Associação realiza divulgação de histórias reais contra a violência

A Associação Filhas do Boto Nunca Mais, uma das parceiras do projeto Carnavaliza deste ano, apostou em uma proposta visual com histórias baseadas em fatos reais, com diversas situações cotidianas que ocorrem com mulheres.

Pessoas ligadas à comunicação de Porto Velho, encenam acontecimentos diários como importunação sexual, estupro, assédios, entre outros. Todos os participantes foram voluntários e narram uma história sobre fatos que já ocorreram com alguma pessoa, em algum lugar sendo ela mulher, ou não.

As empresas parceiras neste projeto foram portal de notícias Orondoniense e a empresa Hands Consult.

A Associação Filhas do Boto Nunca Mais estará lançando 16 vídeos com diversos jornalistas da cidade.

Conheça algumas das histórias:

Anayr Celina 

Foto: Isaque Nascimento

 

Anayr Celina narra história cotidiana em festas. No enredo, a jornalista comenta uma realidade de muitos jovens que buscam nas festas, bares e confraternizações sociais uma diversão para a fugir da rotina da vida cotidiana, bem como para conhecer novas pessoas e até ter relacionamentos  afetivos com elas, porém, ao perceber que a pessoa que ela estava interessada não é bem o que queria, ela é embriagada e posteriormente só lembra de momentos de atos sexuais com seu agressor.

Este tipo de ato, mesmo a vítima achando que permitiu (sem lembrar) e perceber que teve relações sexuais sem que ela tenha dado o devido consentimento é tratado como estupro de vulnerável, sob uma ótica do Direito Penal, no artigo 217 – A.

Em outro vídeo, a jornalista narra episódio cotidiano feminino. Quantas conversas deixam as mulheres constrangidas? E quantas destas que são apenas “brincadeiras” de um colega ou amigo interessado em você?

Neste vídeo externalizamos o que muitas mulheres já ouviram por negar a paquera de um homem. Por mais que não seja um crime, este tipo de atitude fere á moral e constrange quem ouve.

 

Janaína Brito

Foto: Isaque Nascimento

Quantas vezes mulheres que foram abusadas, estupradas, ou que sofreram qualquer tipo de violência tiveram que aguentar comentários sobre suas roupas, comportamentos e escolhas como justificativa do crime do acusado?
Quantas adolescentes foram descriminadas por estarem usando uma roupa curta, um short estilo Anitta, mesmo depois de terem sido abusadas por um agressor? E quanto ao agressor, não conta o fato de não respeitar o corpo de uma mulher?
Precisamos entender que vítima é vítima!

 

Suélly Miranda

Foto: Isaque Nascimento

Suélly Miranda é modelo, digital influencer, apresentadora e tantas outras funções que a levam ser tão conhecida. Sempre está em locais movimentados devido sua profissão e cercada de pessoas conhecidas, desconhecidas, públicas e anônimas.

Como Suélly, muitas mulheres passam pelo constrangimento do assédio e ao dizer NÃO, ainda são tachadas de que não foi atingido o seu preço. A apresentadora, apresenta em seu primeiro vídeo a campanha conhecida nacionalmente como NÃO É NÃO!

A campanha do Não é Não é um meio que possui um objetivo de alertar e evitar casos de assédio durante o carnaval e fora da folia.

Para os que insistem em ultrapassar a barreira do NÃO é necessário saber que pode ser enquadrado na Lei de Importunação Sexual (13.718/18) e a pena varia de um a cinco anos de prisão.

 

O lançamento dos demais vídeos será nesta quinta-feira (27), onde serão disponibilizados no canal Youtube das empresas parceiras, nas redes sociais da Associação e estará disponível para quem visitar o stander da Associação Filhas do Boto Nunca Mais no Porto Velho Shopping com o projeto Carnavaliza.