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Categorias da Saúde são excluídas do Projeto de Lei do Estado que permite aumento salarial, afirma Coren

Foto: Jeferson Mota

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de Rondônia, afirmou nesta segunda – feira (25), que o Governo do Estado de Rondônia excluiu a categoria no Projeto de Lei apresentado pelo executivo estadual, aumento salarial para servidores da área de saúde em plena pandemia.

Segundo informações do Coren/Ro, o PL contempla exclusivamente as Forças de Segurança, com salário-base de 5 a 21 mil reais. O Conselho ainda afirma que há mais de dez anos os servidores da Saúde do Estado não recebem aumento e correção salarial.

“Pedimos ao governador que tenha sensibilidade sobre a situação dos profissionais que estão na linha de frente, em outra batalha, contra o coronavírus. Tenho todo o respeito pelas forças de segurança, mas não será desta forma que derrotaremos o novo coronavírus”, afirma a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO), Silvia Neri.

Possível paralisação dos servidores da saúde

O Secretário Fernando Máximo, comentou que tomou conhecimento de uma possível paralisação dos servidores da área de saúde, e completou que espera um diálogo entre a categoria e o Estado. Segundo Máximo, seria um momento muito ruim para uma paralisação da categoria e que irá lutar para um entendimento entre servidores e Governo.

Fernando ainda enfatizou que a categoria da saúde deve ser prioridade em período de pandemia e que vai lutar para que esta prioridade seja estabelecida.

Servidores da saúde contaminados

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), ainda informou que o número de servidores da saúde afastados ainda é grande devido a Covid-19. Somente no Pronto Socorro João Paulo II há 175 servidores e no Hospital de Base são 106. Ao total de servidores distanciados de suas funções por coronavírus nas demais unidades de saúde, por serem grupos de risco e outras morbidades chega a 850 servidores. Fernando ainda falou que outros 324 trabalhadores da saúde se recuperaram da doença e retornaram para seus postos de trabalho.

O número de procura de novos profissionais nos editais abertos pelo Governo ainda são poucos, conforme Máximo.

Servidores da Saúde vem reivindicando melhorias há semanas

No dia 11 de maio, dezenas de profissionais da área da saúde estadual realizaram protesto na frente do Pronto – Socorro João Paulo II  exigindo condições dignas de trabalho e equipamentos de proteção individual (EPIs) durante a pandemia de Coronavírus.

Conforme a reivindicação dos profissionais da saúde, na época, eles viviam expostos sem condições mínimas de trabalho, ao ponto que muitos colegas da categoria estavam sendo contaminados pela Covid-19, dentro do ambiente de trabalho, argumento  este diferente do Governo que enfatizava que as contaminações dos servidores foi devido ao coronafest realizada com possíveis profissionais da saúde,

Os servidores na manifestação denunciaram que o Governo do Estado sempre foi omisso. Os manifestantes, pediam máscaras N-95, mas era oferecido apenas as cirúrgicas, “que seriam suficientes”, assim como testes, com a alegação de que não haveria para todos.