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Censura é só arma na guerra de poder entre STF e PGR.

O pote de ouro ambicionado é o poder. E bilhões de dólares recuperados pela Lava Jato.

O pote de ouro ambicionado é o poder. E bilhões de dólares recuperados pela Lava Jato

A procuradora da república Raquel Dodge, em plena campanha pela recondução ao cargo – tarefa que não anda lá muito bem entre seus pares – resolveu aplicar um nó górdio ao STF, no embalo da censura aplicada ao “Antagonista” e à revista Cruzoé, por conta do inquérito que investiga ofensas aos ministros. O problema é que Alexandre de Moraes, a exemplo de seu homônimo, “O Grande”, cortou o nó com um golpe de espada. No meio disso tudo, essa história de “censura” aos vazamentos seletivos não passa de cortina de fumaça para mobilizar a torcida. E conseguiu.

No embalo do sucesso de público previamente assegurado, Dodge se deixou conduzir pelo entusiasmo e distribuiu uma “fake” que a imprensa comeu com farinha. Disse que “determinou o arquivamento do inquérito aberto pelo STF”, já que, pela constituição, o  MP é o titular exclusivo da ação penal. Conversa! Ela simplesmente derrapou no discurso de palanque, pois quem determina alguma coisa nesse ambiente é o STF. Ela pode pedir. E o Supremo pode negar. Simples assim.

Todo esse duelo tem origem em uma disputa de poder, que corre solta nos bastidores do judiciário. A imprensa e as redes sociais são apenas peças de artilharia nessa batalha, que começou com a contrariedade dos procuradores com o chamado grupo “garantista”, que absolve acusados e tem, como destaque, o ministro Gilmar Mendes. E agravou-se quando o Supremo retirou dos procuradores o fundo de bilhões de dólares formado a pretexto de combater a corrupção com recursos recuperados da corrupção na Petrobrás.

Curioso é que um fundo semelhante a ser formado com multas e outros recursos arrecadados no combate à corrupção foi anunciado aqui, pelo governador Marcos Rocha. Na presença e sob os aplausos do ministro Sérgio Moro, que percorre o país em campanha pela aprovação de seu pacote contra o crime. Que não vai passar sem discussão. Mesmo com o jogo pesado contra os opositores, como a campanha pelo fim do exame da OAB, claramente retaliatória, pelas críticas da Ordem ao projeto. Vem mais jogo pesado por aí.

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