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COLETIVA – Hildon Chaves afirma ser favorável ao Lockdown; Prefeito desmente diversas ações de combate à Covid-19 do Governo

Na manhã desta sexta-feira (19), o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves pronunciou acerca da realidade do executivo municipal sobre a possível determinação de lockdown na capital de Rondônia.

Hildon iniciou a coletiva comentando sobre as posturas do Governo do Estado de Rondônia, informando que a distribuição de medicamentos que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) anunciou não é totalmente verdadeira. O prefeito disse que o Estado só abasteceu os municípios de cloroquina, e o tratamento voltado para pacientes com Covid-19 seria necessário a inclusão de outros medicamentos.

O gestor também comentou sobre a responsabilidade de haver uma comunicação clara e verdadeira das ações voltadas para a saúde da população em tempo de pandemia.

“Nos da Prefeitura já distribuímos mais de 45 mil compridos de cloroquina e azitromicina […] Nós não temos como trabalhar desconectados, nós não temos como trabalhar no clima com tensão eleitoral ou intensões políticas […] em relação aos medicamentos, diante de toda imprensa, eu faço um apelo ao Governador Marcos Rocha, que efetivamente distribua os medicamentos para todos os municípios de Rondônia, em quantidade e diversidade”

O prefeito exemplifica que alguns medicamentos não estão disponíveis à venda e que a algumas distribuições são exclusivas do Ministério da Saúde. O chefe do Executivo Municipal ainda esclarece que Porto Velho possui um histórico de sistema de saúde com grave deficiência e que neste momento é necessário uma realização de força-tarefa para distribuição de medicamentos.

Leitos Intermediários

Hildon Chaves afirmou que o executivo municipal nunca teve leitos intermediários e nunca foi responsabilidade da municipalidade. Ele esclarece que em todas as gestões anteriores e nesta gestão a responsabilidade sempre foi sempre do Executivo Estadual, na qual recebe todos os meses recursos do Ministério da Saúde para a gerenciamento destes leitos. “E não é HONESTO do dia para a noite cobrar da Prefeitura de Porto Velho”, frisa Hildon.

Decretos

O Prefeito Hildon Chaves comenta que a Prefeitura não possui algumas autonomias para decretar Lockdown, por exemplo, o gerenciamento da “policia” no controle efetivo do isolamento social.

“Neste momento, eu apelo aos órgão de controle para que exerça seu papel constitucional e não só exerça seu papel constitucional quando é na Prefeitura, no Estado também. Faça que entendam o que deve ser feito. Não está descartado a recomendação do Conselho Municipal de Saúde […] Eu estou preocupado com a condução desta questão da saúde, em Porto Velho”

Chaves disse que o Decreto governamental o leva a reflexão de como as coisas estão sendo conduzidas, e acredita que a deliberação do Estado não foi adequada e afirma que por hora está acompanhando dentro do propósito da harmonia das instituições na qual a municipalidade está submetida, contrariamente.

O Prefeito explica que quando o Decreto que instituiu as fases de controle social foi publicado, as prefeituras assinaram uma responsabilidade com o governo. Cada fase correspondia um determinado percentual de números de leitos ocupados para que fosse permitido a liberação do comércio gradualmente.

Porto Velho estava na primeira fase devido o quantitativo de leitos ocupados em UTI, entretanto o Governo mudou as regras para poder instituir a fase 2 e liberar as atividades comerciais.  “Na verdade fomos reprovados, deveríamos ter criado uma 5ª fase, a fase zero.  Nós regredimos! É essa a situação”, enfatizou o prefeito.

Hildon ainda reforça que não tem autogoverno de decretar o isolamento social mais restritivo, pois não tem o poder da polícia, e que o Estado Rondônia voltou atrás com três dias de vigência do Decreto de isolamento social restritivo tirando a autonomia da polícia para quem desrespeitasse as determinações legais. “Eu aderi um decreto, mas o decreto nunca foi cumprido. Não está sendo cumprido até hoje”, enfatiza o prefeito.

O chefe do executivo municipal ainda diz que há uma falta de postura de comunicação do Governo na qual diz que está tudo bem, liberando atividades, voltando à rotina normal, e na verdade, não está nada bem.

Hildon ainda comenta que o Estado está há três meses  tomando medidas de isolamento social parcial e não como realmente deveria ser feito. O prefeito explica que essa atitude está “matando a economia e os empresários de Rondônia” como também a população. Ele defende o lockdown por um período de 14 dias  para depois retornar às atividades comerciais gradativamente.

Chaves explica que quando se há uma pequena redução de casos e em seguida libera todas as atividades comerciais mais pessoas vão adoecer e morrer pelo vírus, e será preciso mais um fechamento do comércio, podendo se tornar um ciclo desgastante e não efetivo.

O prefeito reforça que sempre foi a favor do Lockdown e que “deve ser feito de verdade”, enfatizando que será a única ação que poderá controlar a disseminação do vírus no estado de Rondônia e comenta que da forma que está sendo conduzida as ações de combate à pandemia, muitas pessoas vão morrer até que chegue a vacina. Ele finaliza dizendo que o Governo precisa se posicionar.

Acompanhe a coletiva na íntegra: