Comentando Notícia | Marcos Souza

Marcos Souza Gomes, paulista, nascido em Ipaussu (SP), foi criado quase que a vida inteira em Porto Velho (RO), é formado em Comunicação Social, Jornalismo, pela Faro – da primeira turma do Estado de Rondônia. Iniciou como revisor do Jornal Alto Madeira, em 1992, e depois passou a ser repórter do segmento cultural do matutino e em 1996 foi editor do Caderno Dois. Logo que se formou, em 2005, junto com mais três amigos de faculdade fundou o portal de notícias Rondoniaovivo, onde permaneceu até 2015. Especialista em cultura pop, crítico de cinema, atuante nas redes sociais, hoje trabalha como produtor de reportagem na SIC TV Record RO e é editor de matérias do site O Rondoniense.
Cultura

COMENTANDO A NOTÍCIA – Cai ou não cai, meu arraial, Ciro doidão e rápidas – Por Marcos Gomes

UMA DAS TRÊS MARIAS TÁ NO CAI OU NÃO CAI

Cartão postal de Porto Velho junto com o complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, as três caixas d’água, também conhecidas como Três Marias, podem perder uma das “irmãs” se a prefeitura não correr com a licitação e a escolha da empresa que vai ficar responsável pela manutenção e reparo da corrosão que tomou conta de uma das sapatas (estruturas que dão sustentação).

O entorno da caixa d’água que está com o problema foi isolado desde o dia 22 de outubro do ano passado pela Defesa Civil e o Ministério Público de Rondônia, que constatou a corrosão e o perigo.

A prefeitura recentemente se manifestou através da imprensa dizendo que depende de uma série de fatores ligados a autorização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico), parecer e análise da Defesa Civil e Ministério Público para dar vazão da escolha da empresa que cuidará de recuperar da sapata.

Outro detalhe, apesar do isolamento consistir numa faixa de segurança em volta da caixa d’água deteriorada em sua base, nada impede que o mesmo problema que provocou a corrosão no local não continue.

Pois no laudo de vistoria da Defesa Civil apontou que a urina foi o principal fator para contribuir na corrosão. A praça é escura, a noite quase abandonada e no lado onde fica uma das entradas, próxima às Três Marias, o breu toma conta. Fica complicado confiar que a caixa d’água se sustente por muito tempo se a prefeitura não correr também na reparação

A Defesa Civil já alertou que são feitas constantes vistorias e provavelmente quando for dado início da obra de recuperação da sapata as residências próximas serão alertadas e, caso necessário, dependendo do grau de manutenção, talvez os moradores sejam obrigados a se retirar.

Veja abaixo essas lindas imagens desse monumento histórico de Porto Velho.

MEU ARRAIAL

O mês de junho é um dos melhores meses para quem curte cultura popular e de raiz, envolvendo música, folguedo, dança e, principalmente, culinária típica dos arraias caipiras que pipocam em todo o País. Aqui em Rondônia temos a tradicional festa do Flor do Maracujá, que esse ano deve vir com força, pompa e circunstância.

O que me leva a crer que vai ser assim? Porque, por incrível que pareça, o Estado está organizando na ponta do lápis e seguindo um cronograma de ações que parecem dentro de um padrão de organização de primeira.

Se não vejamos, a estrutura do arraial, que vai ocorrer de 28 de junho à 07 de julho, terá o custo de R$ 513 mil, já incrementado por emendas parlamentares. Além disso vai ter uma Comissão Mista, composta por representantes dos grupos folclóricos, deputados e integrantes do Governo, que está a frente de cuidar das propostas de captação de patrocínios e que serão destinados aos grupos.

Outro detalhe, nem com transporte os grupos folclóricos irão se preocupar, pois a Sejucel já tem a responsabilidade de fornecer 13 ônibus.

Um dos pontos mais polêmicos era a cobrança de uma taxa para os vendedores ambulantes para permanecer no local da festa, pois bem, eles estarão isentos de pagar. E dá-lhe culinária típica – vatapá, galinha picante, mingau, milho cozido ou assado, churrasquinho, entre outros quitutes.

Em resumo, é um mês lindo e a 38ª edição do Arraial Flor do Maracujá já pode vir com força no final de junho. Esperamos que sem a violência dos estraga-festas como vem ocorrendo com o arraial Flor de Cacto, na zona Sul de Porto Velho, e que abriu os festejos juninos em Porto Velho.

CENAS LASTIMÁVEIS

Já o XXII Arraial Flor do Cacto e 3º Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas e Mirins, que abriu suas festividades em Porto Velho, no último dia 24 de maio e encerra no domingo (02), na zona Sul da cidade, no bairro Caladinho, é uma das mais bonitas e tradicionais, mas já vem sendo marcada nesse início de festas por delitos que acabam denegrindo a imagem do festejo.

Na sexta-feira (24) um casal não pagou o consumo em um comércio dentro do arraial (sete cervejas e uma porção de camarão), que deu o total de R$ 106,00, alegando não ter dinheiro.  A polícia foi acionada no local, rolou uma confusão, pois o homem disse que não iria pagar e agrediu um PM. O casal acabou sendo saindo algemado.

No domingo (26) um idoso de 71 anos foi preso pelo crime de estupro de vulnerável na madrugada ao passar a mão nas partes íntimas de uma menina de 11 anos. Acabo sendo preso e quase bateu em uma testemunha.  Estava embriagado e pesou sobre ele a acusação de momentos antes ter passado a mão na bunda de uma mulher.

Na segunda feira (27), um adolescente que roubou uma residência nesse mesmo setor – com outros dois jovens -, estava no arraial exibindo um relógio de pulso, um dos itens roubados, para o seu azar uma das vítimas o reconheceu assim como o relógio. Outra confusão. O acusado tentou agredir a vítima, mas foi detido pela polícia e apreendido.

Lamentável que sempre vai ter gente para estragar uma festa bonita e de grande apelo popular.

FIM DOS CORREIOS

Eu sempre fui a favor da privatização dos Correios. Além de manter o serviço de postagem ativo no país, tem mostrado um desgaste estrutural e administrativo que vem aumentando a cada ano, a notícia que complementa essa decadência caiu como uma bomba no último dia 20 de maio, pois a empresa divulgou que vai fechar 161 agências até julho deste ano. E acontecerá em todo o país, de Rondônia à Santa Catarina.

Consta como justificativa oficial que se trata de uma “readequação da rede de atendimento e da força de trabalho”, mas na verdade é contenção de despesas mesmo, pois os imóveis que eram utilizados pelas agências serão alugados.

E olha a estrutura de organograma da empresa como vai mudar com esse fechamento, uma parte dos empregados, principalmente de São Paulo e Rio de Janeiro – que terão o maior número de agências fechadas – serão realocados e transferidos para municípios que pedem maior demanda de serviço. Já os atendentes só cabem uma opção, virar carteiro.

Vale ressaltar que os Correios possuem um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) com inscrições que vão até junho agora. No total, 7,3 mil funcionários podem aderir a esse sistema, com preferência para os mais velhos, com mais tempo de serviço.

A crise nos Correios não é de hoje, em seu histórico a agonia vem desde 2016, quando adquiriu uma dívida próxima a R$ 4 bilhões e já em 2017 foi iniciado o processo de fechamento de agências num total de 250 em cidades com mais de 50 mil habitantes, no ano passado esse número reduziu para 41.

Então ficaria feliz se tivéssemos serviços postais mais variados com opções mais seguras, até mesmo barateando os fretes. Aguardemos.

Maus exemplos de servidores dos Correios:

##RÁPIDAS##

CIRO DOIDÃO – O politico Ciro Gomes (PDT) tem uma coragem admirável, pois como ele tem acesso aos currais eleitorais de esquerda, vez ou outra dá uma porrada no PT e enfrenta os radicais na linguagem da foice. No 1º Congresso Nacional dos Policiais Antifascismo, ocorrido na  Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele aproveitou o ensejo de seu discurso e criticou a postura do PT em relação a Lula e a política nacional. Foi o primeiro encontro público de representantes de centro-esquerda após as eleições de 2018, por isso mesmo muito aguardada. O Ciro, que foi o último a discursar, lascou no centro do coco até da Maria do Rosário (PT) que ficou sem ação.

MANIFESTAÇÃO DE DOMINGO – Tenho quase nada para escrever sobre isso, pelo descabimento, mas aqueles manifestantes gritando a favor do corte (contingenciamento, vá lá) da Educação e arrancando a faixa em defesa da Educação na Universidade Federal do Paraná simboliza muito nível de algumas pessoas sem o mínimo de coerência de pensamento e com sinapses lentas. Ainda bem que os estudantes já recuperaram a faixa e a colocaram no devido lugar.

A Faixa Recuperada

Marcos Souza Gomes, é jornalista

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Marcos Gomes
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