Comentando Notícia | Marcos Souza

Marcos Souza Gomes, paulista, nascido em Ipaussu (SP), foi criado quase que a vida inteira em Porto Velho (RO), é formado em Comunicação Social, Jornalismo, pela Faro – da primeira turma do Estado de Rondônia. Iniciou como revisor do Jornal Alto Madeira, em 1992, e depois passou a ser repórter do segmento cultural do matutino e em 1996 foi editor do Caderno Dois. Logo que se formou, em 2005, junto com mais três amigos de faculdade fundou o portal de notícias Rondoniaovivo, onde permaneceu até 2015. Especialista em cultura pop, crítico de cinema, atuante nas redes sociais, hoje trabalha como produtor de reportagem na SIC TV Record RO e é editor de matérias do site O Rondoniense.
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COMENTANDO A NOTÍCIA – Rápido, trágico e ligeiro – Por Marcos Souza

TRÁGICO

Assistam aos vídeos antes de ler. Pois na última terça-feira (4) o presidente Jair Bolsonaro entregou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e um dos pontos mais polêmicos é acabar com as multas para motoristas que infringem as regras de transporte de crianças em veículos – esclarecendo que isso não acarreta proibição sobre o uso das cadeirinhas. Aprovada no Congresso a violação das normas “será punida apenas com advertência por escrito”. Lembrando que transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais estabelecidas é uma infração gravíssima, que rende sete pontos na carteira de habilitação e multa-base de R$ 293,47 e com a medida administrativa prevista é a retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

Muito se discutiu sobre a questão da segurança das crianças tanto pela opinião pública quanto pelos parlamentares, cuja base governista, claro, apoia essas mudanças. A defesa principal e que até mesmo foi defendida por Bolsonaro é que a segurança de crianças cabe a responsabilidade dos pais. É verdade, por isso pais e responsáveis obedecem a lei específica não pela questão só da multa, mas também por ser uma norma correta e que estimula a segurança e não a acomodação de alguns pais irresponsáveis.

Eu como motorista cansei de ver no trânsito crianças de colo com a mãe no banco da frente, assim como crianças de quatro ou cinco anos soltas no banco de trás com a cabeça fora da janela para pegar vento – sim isso ainda existe. E claro, tem pais que seguem à risca as normas vigentes. A responsabilidade, de fato, cabe aos pais e a cadeirinha é um ponto de segurança obrigatório por amor e não medo de pagar multa ou sofrer sanções.

Infelizmente vivemos num país onde uma grande parte das pessoas já não obedece leis, avalie obedecer regras de segurança. Retirar a multa e a punição administrativa vai estimular pais irresponsáveis a continuar a praticar o delito e – acredite – eles cometem.

Muitos senadores já disseram que o projeto de lei das mudanças das normas de trânsito do jeito que está não passa pelo Senado. Espero que sim.

A RINHA PSLISTA

Essa semana a cena mais ordinária e que já está virando algo normal e comum é o bate-boca e irritações entre os parlamentares do PSL – o partido do presidente Bolsonaro – , como foi o caso da deputada federal Joice Hasselman, líder do governo no Congresso, com o senador Major Olimpio, líder do PSL no Senado. Os dois travaram um duelo de acusações na quarta-feira (05) que quase acaba na “taca”. Como a sessão era conjunta de senado e Câmara, ela acabou tendo que ser suspensa devido a confusão.

Impressionante como o PSL não consegue entrar em sintonia entre eles mesmos até mesmo na votação de projetos que favoreçam o partido e seus eleitores.

CHERNOBYL

A HBO exibiu o último capitulo da minissérie “Chernobyl” na sexta-feira (07) e já dá para sentir saudade da produção caprichada e muito, muito, mas muito bem feita e detalhista – impressionante os cenários, a fotografia rústica e meio apagada – dando a impressão de ser um documentário.

A minissérie, criada e produzida por Craig Mazin, narra com detalhe uma das piores catástrofes já ocorridas na humanidade, a explosão da Usina Nuclear de Chernobyl, localizado na Ucrânia – que integrava a antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviética) -, em abril de 1986. No relatório oficial, foram registradas que 31 pessoas morreram e centenas desenvolveram problemas de saúde, devido à exposição da radiação de urânio. Porém, estima-se que o número de mortos chegou a noventa e três mil.

Um conselho, procure, baixe e assista. É talvez o mais importante trabalho televisivo já feito esse ano.

O produtor já avisou que não existir segunda temporada, o que é uma decisão acertadíssima, a historia é fechada e as consequências perduram até hoje.

Outro detalhe, a Rússia se irritou com a minissérie e já deu aval à sua TV estatal a produzir a versão deles sobre a tragédia, com base numa teoria da conspiração de que a responsabilidade pelo acidente foi da CIA, a agência americana de inteligência.

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Marcos Souza
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