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Criminalidade toma conta de Centro Histórico de Porto Velho e alerta ferroviários

“A verdade é que os fatos sobre a Vila Ferroviária e a Estrada de Ferro Madeira Mamoré são sempre ignorados pelas autoridades”.

A afirmação partiu, de forma surpreendente, da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMM) à presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Rondônia, Delma Batista do Carmo Siqueira, que esteve na sede da entidade na quarta-feira, 27.

De acordo com o presidente da entidade, José Bispo de Morais, sob o pretexto de desfrutarem da beleza dos ambientes do Complexo, “vândalos vêm roubando armas dos vigilantes, furtando peças históricas do rico acervo da EFMM, bem como tocado o terror aos moradores da Vila”.

Mesmo apregoando uma visão pretensamente contemporânea de defesa, proteção e segurança adequada, mas considerada mínima aos Complexos tombados pela União, “a prefeitura, o governo do Estado e a União Federal continuam pecando e muito diante dos paliativos aos quais câmeras de monitoramento eletrônico e guardas desarmados evitariam saques e depredações”, afirma George Telles, Carioca.

Para tratar do assunto e, especialmente, sobre a destinação dos entulhos oriundos da varrição e limpeza feita por homens e máquinas do Departamento de Estrada e Rodagem (DER), os ferroviários exigem do IPHAN nova tomada de posição quanto a isso e a desobstrução das pilhas de lixo e ferros retorcidos deixados acumular diante das áreas de acesso ao porto do Cai N’água, Terminal Hidroviário e à Baixa da União.

– São por esses locais, na ausência de controle social das pessoas que entram e saem do Complexo Ferroviário, é que a criminalidade faz o que quer dentro dos ambientes e espaços tombados, denuncia Bispo de Morais, presidente da ASFEMM.

Delma Ribeiro lembrou, na ocasião, que exigiu ações judiciais em desfavor do armador fluvial que construiu um atracadouro para embarcações. Ela justificou a medida, mas que até agora nada vingou. “A responsabilidade é do Ministério Público Federal” e que notificou o DER por força do estabelecimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Ela admitiu, contudo, que “não obteve respostas plausíveis” sobre o cumprimento dessas medidas de nenhuma autoridade.

Por sua conta e risco, após acaloradas discussões em cima dos por quês da insegurança jurídica e do atraso na execução do projeto de revitalização da EFMM, Delma do Carmo disse que, “a prefeitura deve responder por isso”, já que tem a responsabilidade, agora, zelar a EFMM por cinquenta anos. E que, pelo que sabe, “coube a uma empresa de Ji-Paraná, contratada pela prefeitura, refazer o projeto da revitalização, desta feita, dentro dos padrões determinados pelo IPHAN nacional”.

Enquanto isso, diante de tantas polêmicas que a revitalização já causou com a falta de segurança e roubos de peças do acervo e descaracterização dos ambientes do Complexo Ferroviário, mesmo considerado ainda o maior expoente cultural, artístico e histórico dos porto-velhenses, “hoje está dominado pela criminalidade, vez tornou-se meio de vida por anos a fio de maus políticos”, sentenciou Carioca. Segundo ele, “traficantes negociam entorpecentes atrás do tapume construído pela FUNCULTURAL, prostitutas combinam e fecham programas nos ambientes de visitação, enquanto moradores e turistas são assaltados à luz do dia”, por causa da ausência da polícia e descaso das autoridades gestoras.

Em meio à reunião entre a presidente do IPHAN e a ASFEMM ficou decidido, ainda, que, IPHAN, MPF, MPE e ferroviários estarão juntos, a partir do dia 3(terça-feira) no Comando Geral da PM e na SESDEC, a fim de exigirem, outra vez, o policiamento ostensivo, não só nos ambiente internos do Complexo e da Vila Ferroviária, mas ao longo de todo o Centro Antigo da Capital.

Outra demanda tratada no encontro, foi à questão dá-se um ponto final à questão do projeto executivo da revitalização da Estrada de Ferro (EFMM), segundado pela reativação das locomotivas no trecho da Vila Santo Antônio a Guajará-Mirim, itinerário de 366 quilômetros a partir da Capital Porto Velho.

Em linhas gerais, essa medida, segundo George Telles, Vice-Presidente da Associação dos Ferroviários (ASFEMM), “vai garantir mais emprego e renda”, além da retomada das cenas históricas dentro do imaginário do povo nativo e dos turistas aguçado pelo roncar das Marias-Fumaça sob os trilhos e da ensurdecedora sirene disparada da Estação Central informando as horas à população, arrematou.

Fonte: Xico Nery (Assessoria Associação dos Ferroviários da EFMM)

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