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CRÍTICA – Edward G. Robinson brilha em Alma lodo – Por Humberto Oliveira

Estrelado por Edward G. Robinson, Alma no lodo (Little César), dirigido no final dos anos 1930 por Mervyn Leroy, para a Warner Bros, o longa é uma das primeiras produções do gênero.

O filme acompanha a ascensão e queda de Caesar Rico Bandello, um mafioso no melhor estilo de Chicago. A princípio um mero capanga, Little Caesar, ambicioso e violento, aos poucos e a custa da vida de gangsteres concorrentes, galga o mais alto degrau e se transforma num chefão da Máfia. Porém, acaba perdendo tudo e vira mendigo, sendo mais uma vítima da depressão econômica que assolou os Estados Unidos, com a quebra da Bolsa de valores, em 1929.

Por sua interpretação, Robinson ficou associado para sempre ao arquétipo de gangster desumano nas telas de cinema. Alma no lodo, roteiro adaptado da obra de W. R. Burnett, uma biografia disfarçada do poderoso Al Capone.

Alma no lodo, uma produção típica da Warner, cujos roteiristas buscavam nos jornais histórias para adaptar e contar em um filme, levava às telas dramas de cunho social, assim como as mazelas da época, por exemplo, o contrabando de bebidas, a violência dos gangsteres, a depressão, a corrupção dos políticos e autoridades policiais, entre outros temas evitados pelos demais estúdios.

O dvd integra a coleção Warner Bros Pictures Gângsteres, que traz ainda Inimigo público n. 1, Anjos de cara suja, Floresta petrificada, Heróis esquecidos e Fúria sanguinária, estrelados por James Cagney e Humprey Bogart.

 

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Mais sobre o autor

Almanaque | Humberto Oliveira

Almanaque | Humberto Oliveira

Humberto Oliveira nasceu em Fortaleza/Ceará, há 55 anos, mas há mais de 20 é rondoniense de coração. Jornalista formado pela Faro, mas um escrevinhador desde os 13, colecionador de filmes, livros e cds, cinéfilo desde os 5 anos de idade quando foi ao cinema pela primeira vez (o filme Branca de Neve e os 7 anões), no grandioso Cine São Luiz. Fã de Ruy Castro, Nelson Rodrigues, Woody Allen, Martin Scorsese,Nelson Pereira dos Santos, cinema noir e música brasileira. Apaixonado por cinema já ministrou cursos de roteiro e História do cinema. Participou de cinco edições do Fest Cine Amazônia, como assessor de imprensa, duas vezes na seleção de filmes, presidente de júri e jurado. Admirador e conhecedor do dramaturgo Nelson Rodrigues ministrou palestras sobre a vida e a obra deste genial autor. É casado, tem três filhos e escreve poemas em homenagem aos amigos e pessoas que admira. Seu filme predileto é O Poderoso Chefão (a trilogia). Ama filmes clássicos, mas não deixa de assistir a maioria das produções em cartaz. Também aprecia o teatro e um bom papo.