24 de fevereiro de 2026
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Entenda o caso do Banco Master e do Banco Will – FRAUDE?

Imagem gerada por i.a.

21/01/2026 – Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, uma medida extrema tomada diante de uma grave crise de liquidez e indícios de irregularidades financeiras. Desde então, o caso se tornou um dos mais complexos e comentados do sistema financeiro nacional, envolvendo investigações da Polícia Federal, disputas entre instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), e a expectativa de mais de 1,6 milhão de clientes que aguardam o reembolso de seus investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Apesar de não ser uma instituição financeira cooperativa, o Banco Master tem despertado o interesse do público em geral e por este motivo explicamos de forma clara e objetiva os principais desdobramentos do caso.

Quem é o Banco Master?

O Banco Master foi uma instituição financeira brasileira com sede em São Paulo. Fundado originalmente em 1974 como Máxima Corretora de Valores, transformou-se em banco múltiplo (Banco Máxima) em 1990. Passou por dificuldades nos anos 2010 e, em 2018, o controle foi assumido por Daniel Vorcaro, que liderou uma reestruturação societária e injeção de capital (cerca de R$ 400 milhões).

A partir daí, a empresa adotou o nome atual Banco Master – mudança consolidada em 2021 – e traçou uma estratégia de crescimento arrojado.

Controle e atuação: Daniel Vorcaro, mineiro de 42 anos, era o principal acionista e presidente do Banco Master desde 2018. Outros sócios passaram a compor a administração após a reformulação. Sem uma grande rede de agências próprias, o Master atuava principalmente por plataformas de investimento e correspondentes bancários, além de expandir sua presença digital. Em fevereiro de 2024, adquiriu o banco digital Will Bank, incorporando mais de 6 milhões de clientes principalmente das classes C e D e ampliando sua base para mais de 10 milhões de contas em todo o país.

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A atuação agressiva do Banco Master

O Banco Master tinha perfil de banco de investimentos e crédito. Nos últimos anos, se destacou por captar dinheiro de investidores oferecendo CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com juros muito acima do mercado, a fim de financiar operações de maior risco. Com esses recursos, o Master investia em empresas em dificuldade (turnaround) e expandiu sua carteira de crédito para segmentos como empréstimo consignado (desconto em folha para aposentados e servidores) e crédito pessoal, além de atuar em gestão de recursos, seguros e fusões e aquisições. Essa estratégia permitiu um rápido crescimento: a receita saltou de cerca de R$ 190 milhões em 2018 para quase R$ 1 bilhão em 2019.

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O banco também comprou outras instituições, como o Banco Voiter (antigo Indusval, em 2022, posteriormente revendido) e lançou a seguradora Kovr (vendida em 2024 ao grupo J&F).

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Antes da liquidação, o Banco Master administrava dezenas de bilhões de reais em ativos. Só no primeiro semestre de 2024, registrou lucro líquido superior a R$ 500 milhões, com um patrimônio líquido em torno de R$ 4,2 bilhões. A instituição contava com aproximadamente 1.000 funcionários e atendia mais de um milhão de investidores de varejo em seus produtos de renda fixa.

Seus clientes incluíam desde pessoas físicas atraídas pelos altos rendimentos dos CDBs até empresas que buscavam operações estruturadas e crédito especializado. Em 18 de novembro de 2025, com a intervenção do Banco Central, o Banco Master entrou em liquidação, encerrando assim a trajetória de um banco que, em poucos anos, passou de promessa de alto crescimento a caso emblemático de crise financeira.

Por que o Banco Master foi liquidado?

O Banco Master era uma instituição financeira de médio porte que, nos últimos anos, adotou uma estratégia de crescimento acelerado. Para atrair investidores, oferecia produtos como CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com rentabilidades muito acima da média do mercado — em alguns casos, prometendo até 180% do CDI. Essa prática, embora atraente para investidores, levantou suspeitas entre especialistas, que a interpretaram como um sinal de alerta.

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Para sustentar esses altos retornos, o banco passou a investir em ativos de alto risco e baixa liquidez, como precatórios e carteiras de crédito consignado com indícios de irregularidades. Um relatório técnico do INSS apontou falhas graves em mais de 250 mil contratos de crédito consignado concedidos a aposentados e pensionistas, muitos deles sem comprovação de assinatura ou consentimento dos beneficiários.

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Com o tempo, o banco passou a enfrentar dificuldades de caixa e, segundo o Banco Central, cometeu graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Diante da situação, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025, encerrando suas atividades e afastando a diretoria.

O que a Polícia Federal está investigando?

A liquidação foi acompanhada da deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema de fraude bilionária envolvendo o Banco Master. As suspeitas incluem:

  • Emissão de títulos de crédito falsos;
  • Manipulação contábil para inflar artificialmente os ativos do banco;
  • Venda de carteiras de crédito fictícias, especialmente ao Banco de Brasília (BRB);
  • Possível envolvimento de influenciadores digitais em campanhas para desacreditar o Banco Central e defender o Banco Master.

O controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente, mas obteve liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica. As investigações continuam em andamento, com depoimentos colhidos de diversos envolvidos, incluindo ex-dirigentes do BRB e representantes do Banco Central.

Qual o papel do Banco Central?

O Banco Central do Brasil (BC) é o órgão responsável por garantir a estabilidade do sistema financeiro nacional. No caso do Banco Master, o BC:

  • Monitorou a situação financeira da instituição;
  • Identificou práticas de captação agressiva e exposição a ativos de alto risco;
  • Tentou alternativas de recuperação, como mudanças societárias e aportes de capital;
  • Vetou a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, por considerar a operação arriscada;
  • Decretou a liquidação extrajudicial do banco, após esgotadas todas as alternativas de solução de mercado.

O BC também encaminhou relatórios ao Ministério Público Federal e ao TCU, detalhando as irregularidades encontradas. A autoridade monetária afirma que todas as decisões foram tomadas com base em critérios técnicos e de forma colegiada, sem interferência externa.

Por que o TCU está envolvido?

O Tribunal de Contas da União (TCU) atua na fiscalização da legalidade e regularidade dos atos da administração pública, no caso o Banco Central do Brasil. No caso do Banco Master, o TCU passou a investigar:

  • Se houve falhas na supervisão do Banco Central sobre o Banco Master;
  • Se a liquidação foi conduzida de forma adequada e transparente;
  • Se houve omissões ou negligência por parte do BC que possam ter contribuído para o colapso do banco.

O ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus, solicitou explicações ao BC e determinou uma inspeção técnica na autarquia. Após discussões e repercussões, a inspeção foi suspensa temporariamente e será analisada pelo plenário do TCU.

O presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou que o tribunal não pretende reverter a liquidação do banco, mas sim exercer seu papel de fiscalização para garantir a legalidade dos atos administrativos.

E o STF?

O Supremo Tribunal Federal (STF) passou a atuar no caso após a defesa de Daniel Vorcaro solicitar que as investigações fossem conduzidas pela Corte. O ministro Dias Toffoli assumiu a relatoria do caso e determinou que todas as decisões judiciais relevantes passassem a tramitar no STF, suspendendo ações em instâncias inferiores.

Toffoli também autorizou acareações entre os principais envolvidos e decretou sigilo sobre partes do processo, justificando a urgência e a sensibilidade do caso para o sistema financeiro.

O nome do ministro Alexandre de Moraes também foi citado, após reportagens indicarem que sua esposa mantinha contrato com o Banco Master. A Procuradoria-Geral da República analisou o caso e concluiu que não havia elementos para abertura de investigação criminal, arquivando a representação.

Qual a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília?

O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal, tentou adquirir o Banco Master em 2025. A proposta previa a compra de 58% do capital do Master, mas foi vetada pelo Banco Central, que apontou riscos excessivos e incompatibilidade com o perfil do BRB.

Além disso, a Polícia Federal investiga se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master, possivelmente com o objetivo de socorrer financeiramente a instituição. Há suspeitas de que essas carteiras eram fictícias e que a operação foi feita sem a devida diligência. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado, e uma auditoria foi contratada para apurar os fatos.

Banco Will também foi liquidado

Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, fintech controlada pelo grupo Master e que havia sido preservada na primeira etapa da intervenção no conglomerado. A decisão foi tomada após o BC concluir que a instituição se encontrava insolvente e sem condições de continuidade operacional.

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A situação se agravou em 19 de janeiro, quando o Will Bank falhou na grade de pagamentos com a Mastercard. Em resposta, a bandeira bloqueou a participação do banco no arranjo de pagamentos, suspendendo as transações de cartões e inviabilizando o funcionamento da operação digital.

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O Will Bank estava sob Regime de Administração Especial Temporária (RAET), mantido pelo BC na expectativa de que uma eventual venda reduzisse prejuízos ao sistema financeiro. No entanto, nenhuma proposta avançou dentro do prazo legal de 120 dias. Com a liquidação, a instituição é removida do Sistema Financeiro Nacional e os bens dos controladores e ex‑administradores tornam-se indisponíveis, de acordo com a legislação aplicável.

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Segundo informações da Will Financeira, que usava o nome fantasia Will Bank, a instituição reunia cerca de 12 milhões de clientes, sendo que cerca de 60% eram da região nordeste do país.

Quando o FGC vai pagar os clientes?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é o mecanismo que protege os investidores em casos de falência ou liquidação de instituições financeiras. No caso do Banco Master, o FGC estima que terá que reembolsar cerca de R$ 41 bilhões a aproximadamente 1,6 milhão de clientes — o maior resgate da história do fundo.

O pagamento aos credores começou oficialmente em 13 de janeiro de 2026, após o recebimento da lista consolidada de credores por parte da empresa liquidante nomeada pelo Banco Central, a EFB Regimes Especiais. O processo de ressarcimento está sendo realizado por meio do aplicativo oficial do FGC (para pessoas físicas) e pelo Portal do Investidor (para pessoas jurídicas).

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Para receber, o investidor deve:

  1. Baixar o aplicativo do FGC e realizar o cadastro;
  2. Aguardar a liberação do sistema com os dados validados;
  3. Assinar digitalmente o termo de sub-rogação;
  4. Informar uma conta bancária de mesma titularidade para o depósito.

O pagamento é feito via TED ou PIX em até 48 horas úteis após a conclusão dessas etapas. A ordem de pagamento não depende do valor investido, mas sim da rapidez com que o investidor se manifesta no sistema. Os valores pagos incluem o principal e os juros acumulados até a data da liquidação (18/11/2025), sem correção posterior.

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O FGC reforça que não cobra taxas, não utiliza intermediários e não solicita depósitos antecipados. Todo o processo deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais do fundo.

O que está coberto pelo FGC?

  • Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
  • Produtos cobertos: contas correntes, poupança, CDBs, LCIs, LCAs, letras de câmbio, entre outros.
  • Valores acima de R$ 250 mil entram na massa falida e só são pagos se houver recursos disponíveis após a liquidação.

Banco Master: A maior fraude financeira da história do Brasil

As investigações recentes revelaram não apenas irregularidades contábeis, mas um esquema complexo que envolve bancos, corretoras, fundos de investimento, influenciadores digitais, operações internacionais e possíveis conexões com organizações criminosas.

1. Reag, gestora envolvida no esquema, é liquidada pelo Banco Central (15/01/2026)

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag (CBSF DTVM), uma das maiores gestoras independentes do país, após identificar graves violações regulatórias e fortes indícios de participação nas fraudes estruturadas envolvendo o Banco Master.

Segundo o BC, a Reag:

  • administrava e estruturava fundos usados para simular operações,
  • mascarar riscos,
  • inflar valores de ativos ilíquidos,
  • ocultar beneficiários finais — entre eles, empresas e pessoas ligadas aos controladores do Master.

A operação policial que precedeu a liquidação encontrou indícios de que fundos geridos pela Reag movimentaram recursos em círculo, dando aparência de lastro a títulos sem valor real e contribuindo para o suposto rombo que pode superar R$ 11 bilhões.

Todos os bens dos ex-administradores e controladores — inclusive do fundador João Carlos Mansur — foram tornados indisponíveis.
Os fundos administrados pela Reag continuam existindo, mas precisam agora migrar para outras gestoras e administradoras.

2. Segunda fase da Operação Compliance Zero revela profundidade da fraude (14/01/2026)

A Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da investigação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, com:

  • 42 mandados de busca e apreensão;
  • apreensão do celular do empresário Nelson Tanure, suspeito de ser “sócio oculto” em fundos ligados ao esquema;
  • prisão temporária de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro;
  • buscas na casa de familiares do controlador do Master.

Documentos obtidos pela PF e MPF indicam:

  • uso de laranjas para emitir títulos de centenas de milhões sem lastro;
  • circulação interna de recursos entre fundos do próprio Master;
  • empréstimos simulados que retornavam ao banco na forma de CDBs;
  • compras de ativos superfaturados;
  • e até operações usadas para justificar bens pessoais de luxo, como a mansão de R$ 36 milhões utilizada por Vorcaro em Brasília.

O MPF afirma que a estrutura configurava uma organização criminosa altamente sofisticada, com fraude, gestão fraudulenta, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e indução de investidores ao erro.

3. STF intensifica o controle: novas quebras de sigilo, bloqueios e prorrogação das investigações

O ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, tomou uma série de decisões relevantes:

● Prorrogação das investigações por mais 60 dias (16/01/2026)

Atendendo à PF, o ministro estendeu o prazo do inquérito, citando a necessidade de aprofundamento após a nova etapa da operação.

● Quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e empresas

As quebras abrangem integrantes da estrutura do Master, da Reag, familiares e empresas interligadas.

● Bloqueio de valores que somam R$ 5,7 bilhões

Os bloqueios visam evitar a dissipação de bens durante o curso do processo.

● Acesso direto da PF aos dispositivos apreendidos

Após divergências sobre a custódia das provas, Toffoli autorizou o trabalho de quatro peritos da PF no exame do conteúdo dos celulares e computadores.

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Toffoli também determinou que todas as decisões ligadas ao caso tramitam no STF, para evitar decisões conflitantes e garantir o tratamento uniforme do processo.

4. FGC inicia pagamento a 1,6 milhão de credores (13–15/01/2026)

Fundo Garantidor de Créditos começou oficialmente a pagar os investidores afetados pela liquidação do Master.

  • Serão desembolsados R$ 41 bilhões — o maior resgate da história do FGC.
  • Cada investidor pode receber até R$ 250 mil.
  • O pagamento ocorre pelo aplicativo do FGC, após assinatura eletrônica do termo.
  • Os primeiros pagamentos já caíram na conta de clientes que se manifestaram rapidamente.

Vale lembrar que os rendimentos dos CDBs ficam congelados desde 18/11/2025, data da liquidação, diminuindo a rentabilidade efetiva para quem ficou preso ao título por mais tempo.

5. Decisão da Justiça dos EUA fortalece a liquidação

Um juiz federal da Flórida reconheceu oficialmente a liquidação extrajudicial do Banco Master como processo estrangeiro principal, dando à empresa liquidante (EFB) poderes para:

  • proteger ativos do banco nos Estados Unidos,
  • suspender execuções locais,
  • impedir que credores americanos tentem se antecipar,
  • e preservar imóveis e contas usados em operações internacionais.

A decisão atinge também:

  • Banco Letsbank,
  • Banco Master de Investimento,
  • e Master Corretora.

Essa vitória internacional evita que ativos do grupo sejam esvaziados fora do alcance da Justiça brasileira.

6. Rioprevidência pode ter prejuízo de mais de R$ 1,2 bilhão

O fundo de previdência do Rio de Janeiro investiu R$ 1,2 bilhão em Letras Financeiras do Master — título não coberto pelo FGC.

O liquidante rejeitou proposta do Rioprevidência para trocar esses títulos por precatórios, por configurar privilégio a um credor.

Há risco concreto de que o Governo do Estado do RJ precise aportar recursos para cobrir o buraco, afetando as contas públicas e o pagamento de aposentadorias futuras.

O TCE-RJ e a PF investigam como o fundo aplicou valores tão elevados em títulos de alto risco em período já sensível para o Master.

7. BC e TCU chegam a acordo e inspeção será realizada sem comprometer a autonomia da autarquia

Após semanas de tensão institucional, o BC retirou o recurso contra a inspeção determinada pelo TCU.
Com isso:

  • a inspeção ocorrerá de forma cooperada,
  • os auditores terão acesso aos documentos utilizados pelo BC para fundamentar a liquidação,
  • mas não terão acesso a dados protegidos por sigilo bancário.

O acordo evita insegurança jurídica e garante que a liquidação permaneça estável e irreversível.


O que já se sabe sobre o esquema e o destino dos recursos do Banco Master

As investigações já permitem afirmar que o Banco Master operava um dos esquemas financeiros mais sofisticados e nocivos já detectados no país, baseado em quatro pilares principais:

  1. captação agressiva de recursos do público por meio de CDBs com juros irreais;
  2. transferência desses valores para fundos de investimento controlados direta ou indiretamente pelo próprio grupo;
  3. simulação de operações por meio de empresas de fachada e “laranjas” que emitiram centenas de milhões em títulos sem lastro; e
  4. posterior retorno dos recursos ao próprio banco ou aos seus controladores, muitas vezes mascarado como novas aplicações, compra de ativos fictícios ou transações entre fundos.

Segundo a PF e o MPF, parte relevante do dinheiro desviado foi utilizada para sustentar padrões de consumo de luxo, adquirir imóveis de alto valor no Brasil e exterior, capitalizar empresas vinculadas aos sócios e manter a operação de uma rede de fundos que reciclava recursos internamente. Outras parcelas permanecem rastreadas em contas, bens e estruturas societárias no Brasil e nos Estados Unidos, hoje bloqueadas por decisões do STF e da Justiça americana.

Embora o montante total ainda esteja em apuração, autoridades estimam que a fraude pode superar R$ 11 bilhões, configurando o maior esquema financeiro já identificado no sistema bancário brasileiro.


Créditos: Reescrito e replicado por “Portal Orondoniense” – Elaborado originalmente pelo Portal do Cooperativismo Financeiro com informações da CNN, G1, Band e Isto é Dinheiro

https://cooperativismodecredito.coop.br/2026/01/entenda-o-caso-do-banco-master

2026-01-21

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR PORTAL DO COOPERATIVISMO FINANCEIRO EM 21 de janeiro de 2026

 CATEGORIAS: Banco Central do Brasil

 TAGS: Banco MasterFundo Garantidor

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