Esporte

Espanha tenta confirmar favoritismo contra anfitriã, que quer fazer história

No confronto de oitavas de final que talvez tenha o favorito mais claro, a Espanha tentará mostrar um futebol mais empolgante que o da fase de grupos para voltar a se colocar entre os oito melhores da Copa do Mundo, enquanto a Rússia quer fazer valer o fator casa para desbancar a campeã de 2010.

Desde o sorteio, em dezembro do ano passado, o que se esperava era um amplo domínio da seleção espanhola e de Portugal no grupo B. As duas até se classificaram, com ‘La Roja’ em primeiro lugar, mas com certa dose de sofrimento.

A equipe dirigida por Fernando Hierro perdia para o Marrocos até os 48 minutos do segundo tempo, quando Iago Aspas selou o empate em 2 a 2, em um gol validado com a ajuda do VAR, que confirmou não ter havido impedimento do atacante do Celta de Vigo.

A Rússia, por sua vez, fez o “dever de casa” ao se classificar para o mata-mata, deixando Arábia Saudita e Egito pelo caminho, mas com uma derrota para o Uruguai por 3 a 0 na última rodada.

Para a Espanha, é a hora de provar o favoritismo na busca para retomar o caminho das glórias. Depois da conquista de dois títulos da Eurocopa (2008 e 2012) e um do Mundial (2010), a seleção acumulou dois fracassos, com quedas na fase de grupos da Copa de 2014 e nas oitavas da última Euro.

‘La Roja’ voltou a incomodar alguns torcedores pela falta de objetividade e intensidade. É a equipe que mais trocou passes na fase de grupos e a segunda com maior média de posse de bola, mas os buracos entre a defesa e o meio preocupam.

A defesa parece intocável, inclusive o goleiro David De Gea, que engoliu um frango na estreia, contra Portugal, que terminou empatada em 3 a 3. Hierro culpou o isolamento de Busquets e reforçará o meio-campo com a entrada de Koke em lugar de Thiago Alcântara.

Outro que tem chances de ser sacrificado é David Silva, assim como aconteceu em 2010, depois da derrota para a Suíça por 1 a 0 na primeira rodada. Asensio tem entrado bem e pede passagem.

Na Rússia, o técnico Stanislav Cherchesov tem boas notícias. Os meias Dzagoev e Yerokhin, que vinham sendo desfalques, voltaram a treinar com o restante do elenco e estão à diposição. Contudo, um deles provavelmente ficará no banco, já que Cheryshev, reserva na estreia, entrou bem, se tornou o artilheiro da anfitriã na Copa, com três gols, e dificilmente será barrado.

O único desfalque será o lateral-direito reserva, Smolnikov, que começou jogando na derrota para o Uruguai, na última segunda. Como já era esperado, o brasileiro naturalizado Mario Fernandes retornará ao time.

É a primeira vez desde a desintegração da União Soviética que a Rússia chega ao mata-mata da Copa, depois de três quedas na fase de grupos (1994, 2002 e 2014). O país herdou os resultados esportivos da URSS, que foi às quartas quatro vezes seguidas, de 1958 a 1970, e obteve o quarto lugar em 1966.

 

Escalações prováveis:

Espanha: De Gea; Carvajal, Sergio Ramos, Piqué e Alba; Koke, Busquets, Iniesta, Isco e Asensio; Diego Costa. Técnico: Fernando Hierro.

Rússia: Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov; Zobnin, Gazinski, Samedov, Golovin e Chéryshev; Dzyuba. Técnico: Stanislav Cherchesov.

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda), auxiliado pelos compatriotas Sander van Roekel e Erwin Zeinstra.

Estádio: Luzhniki, em Moscou.

  • Fonte: EFE Moscou
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