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Estudos mostram que o Alzheimer pode ser uma variação da Diabetes denominada “Diabetes tipo 3”.

Porque as causas básicas dessas doenças terríveis estão ocultas em sua forma de alimentar-se.

A medicina sempre diz que ainda não há cura para a doença de Alzheimer e que seus efeitos são irreversíveis, com certeza, se só ficarmos pensando em uma medicação para resolver o problema, isso jamais terá sucesso.

Sabe por quê?

Porque a causa básica dessa doença terrível está oculta em sua forma de alimentar-se.

Referindo à enorme sobrecarga de açúcar e carboidratos que se infiltraram em todos os aspectos de nossa dieta nos últimos 50 anos.

Você pode tomar medidas para reduzir significativamente ou mesmo eliminar o risco de se tornar vítima de Alzheimer, com prática de exercícios físicos e disciplinares sua alimentação.

O Alzheimer é um fenômeno relativamente recente, e já se tornou a doença que as pessoas mais temem nos últimos anos.

Na qual é um distúrbio cerebral progressivo associado à demência, perda aguda de memória, problemas de linguagem e comportamento imprevisível, atingindo principalmente as pessoas com mais de 60 anos, quando ocorre um acúmulo de placas no cérebro que bloqueia as conexões entre as células nervosas.

Há vários fatores desse mundo tóxico que vivemos, como poluentes industriais, alimentos processados ​​e outros contaminantes que não existiam há milhares, ou mesmo cem anos atrás.

E com a enorme quantidade de açúcar em nossa dieta moderna, acabou-se promovendo uma epidemia de pré-diabéticos e diabéticos na América e Europa Ocidental.

Isso trouxe junto um crescente número de casos de Alzheimer.

Alzheimer: Diabetes tipo 3?

Diabetes tipo 3 seria uma forma de diabetes relacionada a resistência à insulina apenas no cérebro, diferente do tipo 2, onde há resistência à insulina no corpo todo.

Essa situação de resistência à insulina apenas no cérebro estaria implicada na degeneração dos neurônios principalmente porque também poderia ocorrer uma falta de insulina no ambiente cerebral.

Com menos insulina há maior perda das sinapses, que são as comunicações entre os neurônios, e há perda da plasticidade dos próprios neurônios com falta de produção do neurotransmissor Acetilcolina, um dos principais meios de comunicação entre eles.

Cada vez mais os estudos têm apontado para a íntima relação entre o descontrole da glicose e do metabolismo relacionado à glicose como causadores ou agravantes de algumas doenças.

Passando pelas clássicas complicações do Diabetes como as neuropatias ou acometimento da retina, por exemplo, até implicações em outros órgãos até então pouco relacionados com o controle da glicose.

Agora, um número crescente de pesquisadores se refere à doença de Alzheimer como “diabetes tipo 3”.

Nas pessoas com diabetes tipo 2, os estudos mostram um aumento de 300% no risco de demência vascular e um risco quase 200% maior na pré-disposição a ter Alzheimer.

E o grande vilão são os altos níveis de insulina em seu corpo. Trata-se de um fator determinante para você estar ou não em risco de desenvolver a doença.

Entenda como isso ocorre:

Seu corpo é submetido há anos e anos de excesso de açúcares, seu pâncreas continua secretando mais e mais insulina, até que seu corpo fique tão sobrecarregado que suas células se tornem insensíveis à insulina e não responda mais, instalada a resistência à insulina, com isso a glicose na corrente sanguínea não consegue entrar nas células e então são elevados os níveis de açúcar no sangue e então, DIABETES.

Mas a maioria não sabe que a insulina também desempenha um papel importante no cérebro, e que 50% do uso de toda a glicose no corpo ocorrem no cérebro.

E que a insulina é um fator-chave na formação de suas memórias e sua capacidade de aprender, portanto, no cérebro não é diferente: o excesso de consumo de açúcares por anos também leva a resistência à insulina.

E o resultado é disfunção cerebral, inflamação, estresse oxidativo e incapacidade de seus neurônios se recuperarem. A partir daí, as proteínas tau no cérebro começam a se aglomerar, formando os emaranhados neurofibrilares típicos da doença de Alzheimer.

É importante que você entenda que o tratamento do pré-diabetes, diabetes e Alzheimer é basicamente o mesmo.

E esse tratamento não precisa de medicação?

Você pode restaurar células cerebrais danificadas, promover a função cerebral saudável e reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Corte virtualmente a zero sua ingestão de açúcar e carboidratos e com isso seus níveis de insulina irão estabilizar. Você terá uma mente afiada e recordará tudo no momento presente e ao longo de seus anos dourados.

Consuma no máximo 10 a 20% de carboidratos na sua dieta.

E agregue alguns elementos naturais que comprovadamente reduzem o açúcar no sangue, podendo ajudá-lo a ter uma proteção maior.

Para isso, use:

Cromo

É um elemento traço essencial que existe naturalmente e deve ser usado somente na forma trivalente. Oralmente é usado para controlar a compulsão por doces, pois sempre que se ingere açúcar há aumento do consumo de cromo… E a redução do seu nível aumenta ainda mais o desejo por doces… É um círculo vicioso.             

Um estudo canadense descobriu que o cromo reduz os níveis de HbA1c, que é uma medida do controle do açúcar no sangue e os níveis de glicemia em jejum.

A literatura recomenda de 500 a 900 mcg de picolinato de cromo por dia.

Canela

Melhora a sensibilidade a insulina, reduzindo a glicemia pela presença de um polímero, o metil hidroxicodona (MHCP), que equilibra o açúcar no sangue e aumenta as reservas de energia do seu corpo. Um estudo mostrou que a canela reduziu o açúcar no sangue em 29%.       

O uso diário de ½ colher de chá de canela pode ajudar a reduzir a glicemia em mais de 8%. Pode ser adicionado aos alimentos em geral, assim como smoothies, café ou iogurte. Há a possibilidade ainda de se usar formas de suplemento de canela, e os estudos falam sobre bons resultados com 500 mg por dia.

Gymnema sylvestre

Promove a diminuição da conversão de açúcar nos alimentos que se ingere em glicose no sangue, mantendo a glicemia estável. Esse fitoterápico pode promover o aumento do número de células pancreáticas beta, segundo os estudos.

Pode também reduzir a necessidade de insulina, se for o caso. E segundo um dos pesquisadores, “a terapia com Gymnema parece aumentar a insulina endógena, possivelmente por regeneração / revitalização das células beta residuais.” De acordo com os estudos, a dosagem recomendada é 800 mg 2x/ dia.

Ômega-3

São ácidos graxos essenciais que possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem o acúmulo de proteínas e o declínio cognitivo. Faz também com que as células do cérebro produzam mais R11, uma proteína que ajuda a limpar a proteína amiloide, que é uma das causas da placa cerebral encontrada em pacientes com Alzheimer.

Os melhores alimentos são cavala, arenque, salmão, truta e atum fresco.

Infelizmente é quase impossível obter ômega-3 suficiente em sua dieta, por isso é importante associar uma suplementação. A literatura recomenda no mínimo 500 mg de DHA ômega-3 e cerca de 60 mg de ômega-3 EPA, todos os dias.

Então, lembre-se: a natureza está a seu favor na hora de se proteger do Alzheimer e da diabetes.

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Fonte
por Andressa Heimbecher Soares Dr Randó
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