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FESTA E CRIME – Jovens que descumpriram quarentena podem responder por crime de responsabilidade à saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa) informou nesta segunda-feira (13), que no último sábado (11) policiais e autoridades sanitárias precisaram interromper uma festa realizada em Porto Velho.

Entre os convidados estavam pacientes que descumpriram a ordem de quarentena por contágio com o novo coronavírus.

Segundo informações, foram necessárias duas intervenções da polícia para acabar com a aglomeração, que só teria terminado no domingo (12). O Ministério Público Estadual (MP-RO) comunicou que a Promotoria da Saúde apura o caso, mas não repassou mais informações, pois trata-se de dados “sigilosos de pacientes”.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) informou que também acompanha e investiga a realização da festa no último sábado, que reuniu cerca de 30 pessoas.

A Sesau também confirmou que alguns participantes da festa fizeram exame para detecção do coronavírus Sars-Cov2.

Foi mais de uma festa

Após a informação pelos órgãos competentes, fora descoberto que na realidade, foram realizadas duas festas nos últimos dias em Porto Velho, e que eventualmente, podem ter sido focos de contaminação de Coronavírus em Porto Velho.

O primeiro evento foi realizado na Avenida Almirante Barroso, na região central, no último dia 4. No local estiveram três pessoas do interior que estavam em quarentena e tiveram confirmação da doença. Segundo o secretário da Saúde, Fernando Máximo, já houve a confirmação de que várias pessoas foram infectadas.

O outro evento aconteceu no final de semana, com a participação de algumas pessoas que também receberam ordens para permanecerem em quarentena por suspeita de estarem com Coronavírus. Entre elas havia profissionais ligados a saúde.

A última festa foi interrompida pela Polícia duas vezes, após denúncia ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Proibido por Lei

O Decreto 24.887, que declarou Estado de Calamidade Pública em Rondônia no último dia 20 de março, já proibia a realização de eventos e de reuniões de “qualquer natureza, de caráter público ou privado, incluídas excursões, cursos presenciais, e templos de qualquer culto, com mais de 5 pessoas”.

O secretário Fernando Máximo anunciou uma rigorosa investigação sobre para apurar a responsabilidade criminal de que cada um dos participantes dos eventos. Veja: