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Gastos com exames de funcionários a cada 15 dias preocupam comércio

Os gastos com exames laboratoriais a cada 15 dia para a reabertura do comércio de rua e de shoppings preocupa o setor produtivo. De acordo com o decreto mais recente do Governo do Distrito Federal, as lojas retomam as atividades na próxima terça-feira (26/5) e os shoppings, na quarta-feira (27/5). No entanto, para que funcionem, eles precisam seguir uma série de cuidados no combate à disseminação do novo coronavírus.
O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista), Sebastião Abritta, disse esperar que seja encontrado um mecanismo para reduzir os gastos, porque cada exame de um funcionário não sairá por menos de R$ 150 a cada 15 dias. “Ora, o comércio está sem funcionar e sem  faturar há mais de 60 dias, não tendo como arcar com essas despesas”, afirma. Ele destaca que a grande maioria das lojas está sem poder pagar aluguel, impostos, folha salarial e reposição de estoques.
Para Abritta, uma saída seria o GDF disponibilizar drive-thru gratuito para a realização de exames de funcionários de lojas. “Vamos apresentar a reivindicação de 30 mil lojas de rua e de shoppings ao governador Ibaneis Rocha (MDB)” disse. Segundo o decreto assinado pelo chefe do Executivo local, para retomar as atividades, as lojas devem observar medidas de segurança e disponibilizar equipamentos de proteção individual e álcool em gel, além da realização dos testes de covid-19 e medição da temperatura de todos os clientes que entrarem nos shoppings.
As garagens dos centros comerciais poderão atender apenas 50% da capacidade. As praças de alimentação continuarão fechadas, sem data para reabertura. Alguns comércios poderão funcionar 24 horas, segundo o decreto, como padarias, postos de combustível, supermercados, hortifrutigranjeiros, além de clínicas médicas e clínicas veterinárias.
Em relação ao comércio em geral, deve ser observada a distância mínima de dois metros entre as pessoas, o uso de máscaras e álcool em gel. Os estabelecimentos continuam não podendo vender refeições e produtos para consumo no local e também não poderão disponibilizar mesas e cadeiras aos consumidores.

Reabertura

O Sindivarejista considera positiva para a economia a reabertura de boa parte do comércio e espera que o restante retome as atividades o quanto antes. Os estabelecimentos estão fechados desde 19 de março em virtude da pandemia do novo coronavírus. Desde a data até esta segunda-feira (25/5), a economia do DF perdeu cerca de R$ 400 milhões, que deixaram de ser injetados no consumo. Hoje, tem-se 333 mil desempregados no DF, e esse total pode subir para 350 mil até meados de junho, caso as lojas não sejam totalmente reabertas.
Por Correio Brasiliense