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GESTÃO PÚBLICA SALVA O MUNDO – O AMOR AO TRABALHO – Por George Braga

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‘”Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para seus caminhos e sê sábio. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.” Provérbios, 6,8.

Talvez seja o vocábulo “trabalho” que afaste tanta gente dele, pois tem sua origem no vocábulo latino “Tripallium” – denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (pallium). Desse modo, originalmente, “trabalhar” significava ser torturado no tripallium. E eram nessa época escravos, agricultores e pobres.

Pode ser também porque muitas vezes nossos pais diziam: “Nossa, já vou trabalhar naquele inferno de novo!” E a criança cresce ouvindo. E quando o pai chega cansado, com raiva do trânsito ou de outras coisas diz: “Graças a Deus cheguei em casa! Menino, vai buscar um copo d’água!” E a criança ouvindo por dias, meses, anos pensa o quão terrível é trabalhar.

Ou também pode ser por conta de Deus, podem pensar alguns, quando assim falou em Gênesis, 3:19 “Com o suor do teu rosto comerás o teu pão, até que voltes ao solo, pois da terra foste formado; porque tu és pó e ao pó da terra retornarás!”. Maldita é a terra por tua causa! Assim como castigo, podem pensar do trabalho…

Para não trabalhar, há desculpa do matiz que quiser.

Talvez essa ojeriza ao trabalho seja também porque, quando criados pelos pais, muitas vezes eles diziam quando iam ou voltavam do trabalho: “Que beleza, hoje é sexta feira!” Hoje, falam: “Sextou!” Até um grande jornalista fala na Globo: “Coragem, hoje é segunda!” E fala também: “Graças a Deus hoje é sexta feira!” Essas mensagens subliminares ou diretas, ditas a milhões de pessoas todas as semanas, por meses e anos, podem enfraquecer o ânimo de quem está a trabalhar. Isso, definitivamente, não ajuda o País.

Estamos a ver uma geração que antigamente era a geração “canguru”, pois não saía de casa e ficava na bolsa marsupial dos pais eternamente. Agora é a geração “nem, nem”, pois nem estudam e nem trabalham. Não querem nada com a história do Brasil. E a conta fica em casa. E ai de alguém falar alguma coisa, a galinha ou galo sai em defesa do inocente pintinho, que um dia reclamará seus direitos.

É muito mais fácil fugir do problema. É melhor por culpa nos outros a enfrentar o dragão da preguiça, do descaso, da indolência, da falta de emprego, da falta de estudo, da falta de coragem. Somos um poço eterno de insatisfação. E ficamos a ladrar por mais emprego, por mais salários, quando queremos ficar quietinhos. Mas não se esqueçam que “mesma ação, mesmo resultado”.

Na verdade, é do trabalho que realizamos nossos sonhos, pagamos a faculdade de um filho. É do trabalho que viajamos pelo mundo e pagamos a Unimed da nossa querida mãe ou da família. É do trabalho que compramos uma casa ou carro. É do trabalho que aumentamos nossa empresa ou nosso negócio.

O País precisa do trabalho e do estudo de cada um de nós para sair da crise. Crie, empreenda, tenha o prazer de vencer, de empregar pessoas, de fazer o bem, de estudar e conhecer outros mundos.

O Brasil precisa de todos nós!

É o trabalho que dignifica o homem, dizia Calvino, e continua sendo o transformador de vidas e nações.


* George Braga, servidor da Justiça do Trabalho e ex- Secretário de Planejamento do Estado de Rondônia

 

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Mais sobre o autor

George Braga

George Braga

Nascido em Porto Velho em 1971, na maternidade Darcy Vargas, é casado com Mona lisa e pai de George Junior e Gabrielle Marie. Filho de Jorge Paulo e Dulce Braga, é servidor da Justiça do Trabalho há mais de 27 anos. Ocupou por mais de 7 anos a cadeira de Secretário de Planejamento do Estado de Rondônia. Escritor de alguns livros, é amante de Porto Velho, de Rondônia e da Amazônia.