Economia

Governo reduz tarifas de importação de remédios para câncer e Aids, fraldas e absorventes

Desde o último dia 7 deste mês, comprar no exterior fraldas descartáveis, absorventes higiênicos e medicamentos para tratamento de pacientes com câncer e HIV/Aids ficou mais barato. As tarifas de importação, antes de até 18%, foram reduzidas de zero a 2%. 

Esses produtos estão inseridos em uma lista de 17 itens que tiveram as alíquotas de importação rebaixadas. Seguindo a nova diretriz do governo no sentido de abrir o mercado brasileiro para os importados, também ficou menor a tributação de vários insumos industriais , além de partes, peças e equipamentos para a construção e operação de centros de dados (data centers).

Segundo o Ministério da Economia, a medida tem por objetivo diminuir o custo de produção das empresas instaladas no Brasil e o preço dos produtos para os consumidores. O órgão projeta uma redução de gastos com tarifas de importação em torno de R$ 150 milhões por ano, incluindo empresas privadas e o governo federal, que compra medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para atrair investimentos, no início do mês,  o governo decidiu reduzir a zero as alíquotas de importação de 281 máquinas e equipamentos pelo regime de ex-tarifário – em que é cobrado um imposto menor para o ingresso de produtos não fabricados no Brasil.

O governo brasileiro pode alterar unilateralmente as alíquotas de importação – ou seja, sem negociar a medida com os demais sócios do Mercosul – porque esses produtos fazem parte da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (TEC), praticada no comércio com países que não fazem parte do bloco sul-americano. Esse mecanismo permite a aplicação de tarifas diferentes das previstas pela TEC.

Atualmente, o Brasil está autorizado a manter, até 31 de dezembro de 2021, uma lista de 100 itens como exceções à TEC. Essas exceções temporárias podem contemplar níveis de alíquotas inferiores ou superiores à TEC, desde que não ultrapassem os níveis tarifários consolidados na Organização Mundial de Comércio (OMC). Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai podem modificar unilateralmente, a cada seis meses, até 20% do total de produtos incluídos em suas respectivas listas.

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O Rondoniense/O Globo
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