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Hidroxicloroquina não reduz mortes por covid-19, mostra estudo

A pesquisa é a maior sobre a hidroxicloroquina e o azitromicina contra a covid-19, mas ainda não é conclusiva

O maior estudo sobre o medicamento hidroxicloroquina, usado para artrite e lúpus, não mostra redução de mortes de pacientes com covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A pesquisa envolveu 1.438 pessoas e avaliou o impacto do remédio tanto com como sem o antibiótico azitromicina.

A hidroxicloroquina ganhou relevância global após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump apontá-la como possível cura para a covid-19.

A declaração foi feita com base em um estudo feito na França, com amostragem pequena e pacientes e que foi posteriormente refutado por pesquisadores independentes.

As conclusões do novo estudo, feito com pacientes dos Estados Unidos, foram publicadas em um artigo no periódico científico Jama (Journal of American Medical Association). As descobertas são as parecidas com as de outro estudo publicado no The New England Journal of Medicine, na semana passada. Com amostragem de 1.376 pacientes de Nova York, a pesquisa indicou que não houve redução de mortes com o uso da hidroxicloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus.

No novo estudo, os pacientes foram divididos em quatro grupos pelos pesquisadores. O maior grupo, com 735 pessoas, recebeu hidroxicloroquina junto com azitromicina. Essas pessoas receberam os medicamentos antes ou ao mesmo tempo que passaram a usar respiradores mecânicos. Outras 271 pessoas receberam a hidroxicloroquina e 211 pessoas apenas a azitromicina. O grupo de controle, que não recebeu nenhum medicamento, teve 221 pessoas.

Os pesquisadores notaram que quem recebeu a hidroxicloroquina sozinha ou junto com a azitromicina apresentou arritmia cardíaca.

Letalidade do vírus com a hidroxicloroquina

A mortalidade dos pacientes foi a seguinte:

– 25,7% dos pacientes que receberam hidroxicloroquina e azitromicina morreram;

– 19,9% dos pacientes que receberam hidroxicloroquina morreram;

– 10% dos pacientes que receberam azitromicina morreram;

– 12,7% dos pacientes do grupo de controle morreram;

Um estudo feito por pesquisadores do Amazonas identificou que a variante cloroquina estava associada a mais mortes em pacientes com covid-19.

Apesar de ser o maior estudo até o momento, o novo estudo sobre a hidroxicloroquina ainda não é conclusivo porque possui limitações. Nas próximas semanas, novos estudos serão divulgados sobre a eficácia da hidroxicloroquina e do azitromicina com métodos científicos mais sofisticados, como o duplo-cego, quando nem médico nem paciente sabem quais medicamentos são usados.

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