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HOMENAGEM – Bondmania inspirou criação da série clássica James West – Por Humberto Oliveira

Os fãs de séries, principalmente aqueles passados dos 50 anos, certamente devem lembrar da famosa série James West, levada ao ar a partir de 1965 e cuja primeira temporada foi produzida em preto e branco. Estrelada pelo galã Robert Conrad, recentemente falecido e Ross Martin, como rei dos disfarces e engenhocas Artemus Gordon, fiel parceiro de West. Depois da Guerra Civil, os Estados Unidos teriam agentes internacionais trabalhando diretamente com o presidente Grant.

West, uma espécie de 007, mas no Velho Oeste, e Artemus, se disfarçava em vários personagens, tinham à disposição um trem inteiro cheio de armas e pronto para enfrentar os maiores perigos e as armadilhas e ataques de vilões violentos. James West era o homem da ação enquanto Artemus Gordon era responsável pelo alívio cômico da série, mas ele também participava da ação.

Robert Conrad dispensava dublês e fazia suas cenas de ação. Muitas vezes, ele ou algum dublê acabava machucado, por exemplo, numa cena de luta ou perseguição a cavalo. Conrad era baixo e para parecer com maior estatura era filmado à dos demais atores. Para se ter uma ideia, o maior inimigo de West, não ria, era um anão chamado Doutor Miguelito Loveless interpretado por Michael Dunn, um gênio da ciência cuja única ambição era destruir o mundo. Muito original, por sinal. Outro vilão, era o mágico conde Carlo Mario Vincenzo Robespierre Manzepi, vivido pelo ator Victor Buono, o rei Tut, da série clássica do Batman, de Adam West.

Apesar do sucesso da produção, a série enfrentou vários problemas. No quarto ano, a rede de televisão que exibia o programa passou a censurar as cenas de violência, pois a estação recebia muitas cartas com reclamações. Outros problemas, estes mais grave, foram o acidente sofrido por Ross Martin, que teve a perna quebrada e ainda o ataque cardíaco quase fulminante. O ator teve de ser substituído enquanto se recuperava. Para piorar, Conrad, durante uma cena, quebrou o joelho. A presença constante de uma ambulância no set de filmagem e a pressão da Comissão Nacional para a Prevenção da Violência obrigou a rede CBS a cancelar a série em março de 1969, com 104 episódios produzidos.

A série tinha uma abertura animada, parecida com a da Feiticeira e Jeannie, é um gênio, uma espécie de história em quadrinhos com cenas relacionadas. O diretor Richard Donner, de Máquina mortífera, Os Goonies, Superman, o filme, O feitiço de Aquila, entre outros, dirigiu vários episódios de James West. Daquele tempo, Donner já demonstrava seu talento.

29 anos depois do prematuro cancelamento, Hollywood resolve produzir um longa metragem baseado na série. Estrelado por Will Smith, como James West e Kevin Kline, como Artemus Gordon, chegou às telas de cinema o terrível As loucuras de James West, um veículo para o então sucesso de bilheteria Smith. O longa fracassou vergonhosamente. De tão ruim, o ator original declarou que o filme era uma ofensa para ele e os fãs da série. Também concordo e digo mais, o fracasso foi merecido.

James West foi o maior sucesso da carreira de Robert Conrad e pela qualidade da produção, a série figura entre as melhores produzidas nos últimos 50 anos, como O fugitivo, Missão impossível e Hawai 5-0, apenas para citar três.

Para os fãs, Robert Conrad será James West para sempre.

Confira a abertura clássica do seriado: