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Jornalista desde 1989. Trabalhou nos jornais Estadão do Norte, O Guaporé e Diário da Amazônia.  Cobriu eleições para a Agência Estado. Trabalhou no Governo de Rondônia por quase 20 anos. Foi assessora parlamentar durante 12 anos no Congresso Nacional. É graduada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), com especialização em Ciências Políticas pela Unilegis, Universidade do Legislativo Brasileiro.   Entre em contato. Email maraparaguassu1@gmail.com    
Amazônia

Índios morrem sem saúde, enquanto aeronaves da Funai estão abandonadas desde 2010

“Foi uma surpresa quando descobrimos que a Funai tinha frota e essa frota estava sucateada”, diz Damares Alves.

A Fundação Nacional do Indio (Funai) abandonou em hangares alugados em quatro diferentes regiões oito aeronaves, vistoriadas neste final de semana pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Suspeita-se que as aeronaves, todas sucateadas, tenham sido abandonadas desde 2010 ou 2011, quando a saúde indígena teria passado para a competência do Ministério da Saúde.  

Segundo a Agência Brasil, não há registro em documento que explique a razão dos bens não terem sido transferidos para o órgão a época.

“Foi uma surpresa quando descobrimos que a Funai tinha frota e essa frota estava sucateada”, disse Damares durante vistoria. As aeronaves acumulam prejuízo de pelo menos R$ 3 milhões com aluguéis de hangares não pagos, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Um edital para leilão dos bens deve ser lançado dentro de 30 dias.

De acordo com o ministério, as aeronaves vistoriadas pela ministra estão em péssimo estado de conservação e sem condições de voar. Elas estão em pátios ou hangares de aeroportos de Goiânia (GO), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e em Itaituba (PA).  

Turbinas e motores foram roubados. “É difícil apurar responsabilidades. No caso do avião do Rio de Janeiro, não se sabe quando ele chegou. Há uma hipótese de que tenha chegado em 2013. Temos aeronaves em pátios particulares que a cobrança está chegando. O que vamos apurar no leilão não paga 20% do que está sendo cobrado por pátios particulares”, lamentou a ministra.

As aeronaves eram usadas na atenção à saúde indígena. A ministra ressaltou o prejuízo “incalculável” que a situação representa para o atendimento a essa população. “É um descaso, índio morrendo por falta de assistência médica. Essa aeronave poderia estar lá no Ministério da Saúde com a saúde indígena e está aqui abandonada desde 2012”, disse a ministra durante a vistoria no aeroporto de Brasília.

“Dizer que vamos encontrar todos os culpados, não vamos, porque percebemos que parte da culpa foi a própria burocracia que o sistema impõe. Mas o descaso é imperdoável”, avaliou Damares

Há também, entre as aeronaves da Funai, uma de propriedade do Incra, cedida ao órgão para assistência à saúde dos indígenas.

Na manhã desta segunda-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro publicou no Twitter o vídeo da vistoria da ministra Damares Alves e escreveu que “A Funai, como regra, ‘cuidava’ de tudo, menos do índio”.

Com informações da Agência Brasil.

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